. 10/11/2019 .
Foto linda: Gi Fialho/Caos Arrumado

Como vocês já sabem, eu lancei um livro, o Amores Eternos de Um Dia. E como eu estou reformulando o blog, precisei criar uma página de atalho para quem quer comprar essa belezinha cheia de ensinamentos e de ilustrações lindas! ♡



Procurando ou não romance (ou sexo) nos Tinders e Happns da vida, este é um livro para você pensar, se divertir e entender melhor a nossa época.Como identificar um boy lixo? O que fazer quando você age como um boy lixo? Como lidar com o ghosting? A jornalista Michele Contel tenta responder a essas e outras perguntas em seu primeiro livro, Amores eternos de um dia.Escrito com sensibilidade e leveza, ele ajuda a desmitificar o casamento de romance com tecnologia, combinando reflexões autobiográficas com ficção. A autora defende que sim, pode haver sentimento por trás de um match no Tinder ou no Happn. E não, isso não significa que é errado aderir aos apps só por diversão. Um livro original, que vai fazer você repensar tudo o que sabia sobre o amor nos tempos do like.

Para você que ainda não conhece o meu primeiro projeto, deixo aqui a introdução que a editora Paralela fez :)

Curtiu a ideia? Então vem comprar um pra chamar de seu! Clica, clica, clica!

. 05/11/2019 .
e não é como se apenas isso bastasse, não. eu fiquei obcecada e acho que a pasta que eu mais venho abastecendo no meu Pinterest, é a de acessórios. eu, que não usava brinco de forma alguma, já estou com vários deles no meu quarto - e na minha vida - e não vejo a hora de ter mais e mais. acho que eu havia esquecido o poder que um brinco tem de dar uma cara arrumadinha para qualquer - eu disse qualquer - look. com isso, vou compartilhar com vocês os mais lindos que eu achei.


todos esses da demgo.co, mas especialmente esse de colunas de pérolas. um amor!


essas mãozinhas fofas e estranhas, do etsy e que me deixaram realmente apaixonada.


essas carinhas meio cubistas, que eu já aos montes no AliExpress, mas não gosto de comprar lá porque não aguento esperar (e eu to numa vibe de consumo consciente, algo que pode resultar num post futuro, talvez?)


esses, que eu não tenho ideia de onde são, mas eu simplesmente quero. 


honestamente, qualquer coisa que o ateliê nó faça, eu vou querer. 


no momento, em um relacionamento sério com meus brinquinhos. e você pode entrar na vibe comigo pelo pinterest. só vem, neném

. 14/10/2019 .
Eu, assim como 98% de toda a internet nesse momento, estou obcecada pela Phoebe Waller-Bridge depois de assistir Fleabag. Eu não vou falar mais um "A" sobre essa série porque todo mundo já falou “meu, você precisa assistir Fleabag” e eu, provavelmente, fui uma dessas pessoas. Mas vou falar sobre o quanto o trabalho dela está na minha cabeça, desde que me peguei apaixonada pelo hot priest, por batom vermelho e porquinhos da índia.

Desde que assisti Fleabag eu fiquei pensando sobre o meu trabalho criativo. Sobre a minha vontade de escrever um novo livro. Sobre a minha narrativa. Sobre as vendas do meu primeiro livro. Sobre sucesso. Eu, assim como você, provavelmente, me cobro demais. E se uma parte de mim ficou extremamente feliz e completa com o simples fato de ter lançado um livro (e fiquei. Ainda é uma das minhas maiores felicidades de vida), eu também me cobro por não ter estourado e não ter virado um sucesso, como no fundo, lá no fundo, eu esperava que acontecesse. Aquele eterno sentimento de que "não somos bons o bastante", sabe?

Reprodução: Carla Llanos
E aí voltamos à Phoebe Waller-Bridge.

Quando assisti Fleabag, desde o primeiro episódio eu fiquei me dizendo “caramba. Como eu queria ter escrito isso!”. Achei profundo, irônico, ácido, dolorido, engraçado, tudo assim, na mesma proporção e de um jeito genial. Me perguntei, inclusive, se eu seria capaz de escrever algo tão bom. Comparei minha primeira escrita com a masterpiece da artista.

Ontem, porém, eu assisti Crashing (tem na Netflix!). Outra série escrita e estrelada pela PWB, em 2016. E, surpreendemente, eu não achei boa. É divertida, tem umas nuances interessantes, mas… É isso. Não é impactante. Não é genial. É legalzinha e, às vezes, quase boba. “Como assim essa bobeirinha é da PWB?”, me perguntei.

E aí eu tive um estalo que me serviu como uma injeção de ânimo para tentar voltar a escrever nesse blog: nem todo trabalho é nossa masterpiece e tudo que sai da gente, muda. Tudo o que fazemos, em questão de trabalho criativo, é reflexo de nossas vivências e, portanto, sempre serão muito diferentes. Em Crashing, o estilo da PWB é o mesmo de Fleabag, porém os assuntos abordados, o texto e as estórias são muito diferentes. Hoje, me pergunto: “o que será que ela viveu para poder escrever Fleabag?”. E eis a resposta, de uma forma simples demais e talvez subjetiva: ela viveu. Pronto. Eis a resposta.

Nossos trabalhos são reflexos de nossas experiências e, portanto, únicos.

PWB e sua chatíssima Lulu
Provavelmente, na época em que ela escreveu Crashing, ela considerou um trabalho incrível, afinal, ela deu ele para o mundo. Foi assim com meu livro. Na época em que eu o escrevi, uma época tão diferente do meu hoje, eu também o considerei lindo. “Meu presente para o mundo. Para as mulheres que, assim como eu, amam todos os dias”, eu disse. E foi mesmo.

Naquele momento, ele era eu. Hoje, eu sou alguém diferente e, portanto, não faz sentido eu querer olhar para um trabalho concretizado, com os olhos que tenho hoje. É claro que não vou achá-lo genial ou incrível porque ele foi uma catarse, não é mesmo? Eu falava de amores efêmeros e, hoje, eu vivo um amor calmo, tranquilo, estável e também gostoso. Mas são duas histórias diferentes, ainda que ambas sejam bonitas.

É estranho quando um trabalho meu não me representa, mais. Mas faz sentido, no final das contas. Nós mudamos todos os dias. Literalmente. Dia após dia estamos mais velhos e com muito mais sentimentos que antes. Eu amei meu primeiro trabalho, assim como acredito que a PWB tenha amado o seu. Mas, agora, abro meu coração e espero pelo próximo.

E quem sabe ele não vira a minha masterpiece, né?
(Pelo menos, por um momento).