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. 30/10/2011 .
Hoje em dia só se fala no SWU e seu cunho engajado em prol da sustentabilidade. O assunto ocupa desde pautas em jornais até conversas despretensiosas, mas, você sabe mesmo o que é sustentabilidade? Convidamos o repórter do programa ‘Legendários’, Felipe Solari, para falar um pouquinho sobre esse assunto do qual tanto se fala.



Seria correto afirmar que ‘ser sustentável’ está na moda?
Sim, claro... Está na moda, e todo modismo me assusta um pouco... Afinal, até Justin Bieber é modismo, portanto nunca confie nos modismos. Mas, o modismo pela Sustentabilidade pode salvar o Mundo... O Justin Bieber não. Sendo modismo ou não, que seja um modismo duradouro, e que esse tema passe a estar sempre nas discussões, reuniões, aulas e papos de bar.

Você acha que as pessoas realmente agem por essa causa, ou falam mais nas redes sociais para parecerem legais?
Muitos falam desde seu sofá e seu computador... Poucos saem as ruas, ou participam realmente. Posso dizer que sempre que fui como voluntariado ou manifestante de passeatas politicas, vi poucas pessoas participando... Mas pelo Twitter estavam todos engajados. Claro, muito mais fácil fazer isso sentado no sofá de casa certo? ERRADO! Temos que fazer, temos que estar presentes fisicamente. Tem que plantar arvore, e não apenas elogiar o plantio delas.

Existem ações simples que podemos encaixar na nossa rotina que ajudam a proteger o meio ambiente como um todo. Quais?
Comece praticando o bom dia, o obrigado. Depois pratique o bem, a ajuda, a atenção. Não adianta você apagar a luz de casa se você não tem uma relação real com a "Sustentabilidade". Não posso desligar a energia quando saio de casa, e no primeiro motoqueiro que me der trabalho no transito eu xingar e jogar o carro em cima... Está tudo interligado. O cara não vai para o trabalho de bicicleta porque sabe que pode ser atropelado por um bêbado que avance o sinal vermelho. Mas quando esse motorista bêbado, se transformar em um motorista educado e consciente, aquele outro cara vai sair de bicicleta, e eles vão se dar bom dia.

Acredita que o estudo para o uso de energias renováveis e a preservação do ambiente em si, têm o destaque e o investimento necessário aqui no Brasil?
Acredito que sim... Temos empresas enormes por aí. Mas claro que também existe um Monopólio. Sobre recursos renováveis, sou fã da cana de açúcar... Quanto mais corta, mais cresce, e é a cara do Brasil.

Você já conheceu lugares incríveis nas gravações do seu quadro no programa Legendários. Algum te marcou em especial?
Patagônia. A ponta do mundo, muitos animais que pareciam distantes, uma parede de gelo de 40 metros de altura, e muitos pensamentos sobre de onde viemos e para onde estamos indo.


Felipe Solari em gravação do programa 'Legendários' na Patagônia

"Poucos saem às ruas", diz Felipe Solari

. 27/10/2011 .
Um dos motivos que fazem de Jane Austen uma autora tão popular é a facilidade de com que a leitora sente empatia por suas heroínas. As imposições sociais da Inglaterra regencial e as dificuldades financeiras são algo que as jovens enfrentam ao longo dos capítulos (além de serem problemas presentes na biografia da própria escritora). Isso é válido para a responsável Elinor e para a romântica Marianne, as irmãs Dashwood de "Razão e Sensibilidade", assim como para a dócil Fanny Price de "Mansfield Park" e para a perspicaz Elizabeth Bennet de "Orgulho e Preconceito". Sua única protagonista a se destoar nesse quesito é Emma Woodhouse.

Rica, inteligente, bonita, admirada pela vizinhança de Highbury, ela é mais independente do que qualquer personagem feminina de sua criadora. O contraste é perceptível no seu conceito sobre casamento. Enquanto que para as outras mocinhas o matrimônio significa segurança, fuga ou ascensão social, para Emma é simplesmente algo desnecessário.

No entanto, na tentativa de dissipar o tédio e a solidão - e arranjar a vida das pessoas queridas, Emma se distrai formando e desfazendo casais, como se tratasse de um jogo bem intencionado. E ao manipular a vida de seus conhecidos, ela é quem tece todos os conflitos de sua história, até se tornar vítima de suas próprias maquinações.

COMÉDIA DE COSTUMES
Publicado em 1815, o romance é uma sátira aos costumes da época e para críticos atuais pode ser classificado como percussor das comédias românticas. Sua narração, pontuada por uma ironia fina, segue a ótica da protagonista. Seus enganos sobre as intenções dos outros personagens vão se desvendando conforme o progresso da leitura.

Austen teria afirmado que com “Emma” havia escrito uma heroína de quem ninguém além de ela mesma iria gostar. A inglesa estava enganada, a aproximação entre protagonista e leitora é inevitável. Emma é sua personagem mais humana, com defeitos proporcionais às suas qualidades e preconceitos muito semelhantes às idéias que nós próprias concebemos sobre as outras pessoas.

Ainda que a Inglaterra do início do século XIX não seja um espelho do mundo no segundo milênio, o livro ainda é agradável de ler, como os outros romances austenianos. E a razão é a mesma: identificação com personagens.

ADAPTAÇÕES
Como “Razão e Sensibilidade” e “Orgulho e Preconceito”, “Emma” foi adaptado diversas vezes. Duas versões de 1996 e uma de 2009 traduzem o romance para a linguagem audiovisual. A primeira tem Gwyneth Paltrow no papel principal, na segunda Kate Beckinsale encarna a heroína casamenteira, e a terceira é uma minissérie televisiva com Romola Garai.



A atriz Gwyneth Paltrow em cena com o filme 'Emma'

A comédia “As Patricinhas de Beverly Hills”, que transporta a trama para o universo dos anos 90, seria a adaptação mais inusitada não fosse “Emma e os Lobisomens”. Seguindo a febre de “mash-up” literários (misturas de livros clássicos com terror e comédia), o romance de Adam Rann povoa a vila de Highbury com criaturas sanguinárias.

Emma: comédia de enganos e desenganos

. 25/10/2011 .
Glamour, flashes, agitação. Com apenas três palavras pode-se definir como é o dia-a-dia de uma modelo. Mulheres lindas que têm a beleza delas descoberta quando ainda são meninas, fazem do rosto e do corpo sua profissão – e muitas vezes são padronizadas e julgadas. O estereótipo de que “toda modelo é anoréxica” é forte não só no Brasil, como no mundo, mas as profissionais contam que a preocupação com o corpo não ultrapassa os parâmetros normais: “Nós somos mulheres, nunca estamos satisfeitas, seja você modelo ou empresária” conta Lucy Horn, 22 anos, modelo desde os 11.

As modelos Vanessa Zamiani, Gabriela Levinnt e Lucy afirmam que o maior problema que encontraram na carreira foi ficar longe da família. A pressão quanto ao padrão de beleza torna-se insignificante diante da saudade dos familiares. Vanessa, 18, diz que ficar longe da família desde cedo é o que mais pesa na carreira, mas que tudo vale a pena. Vanessa é modelo desde os 11 anos e já fez vários trabalhos, inclusive uma campanha em Nova Iorque. Outro tabu no mundo fashion é a questão dos temidos ‘padrões de beleza’ que são obrigadas a seguir. Lucy explica que lidar com esse tipo de problema não é nenhum bicho de sete cabeças: “É uma questão de sempre estar se alimentando bem, se cuidando e focar nos seus objetivos. Fazendo isso de forma saudável, tudo se ajeita e você acaba tirando de letra”.

A modelo Vanessa Zamiani em desfile e em campanha para a Fause Haten

Gabriela, 21, não sofre tanto com os padrões impostos e sim com o preconceito. Modelo fotográfica desde os 18 anos, Gabriela diz que as pessoas, muitas vezes, acabam tratando-a como um objeto: “Muitas pessoas acham que mulher bonita é burra ou só fala besteira, e sabemos que isso não é verdade. Felizmente Deus me deu o dom da beleza, mas sei que não vai durar pra sempre”. A modelo participou recentemente do programa Legendários e do reality Casa Bonita, do canal GNT. Outro motivo que faz com que o preconceito diante da profissão se intensifique é o fato das meninas serem obrigadas a amadurecer rapidamente. A psicóloga Milvia Villaça diz que esse amadurecimento pode ser tanto positivo quanto negativo para a pessoa. Um exemplo da forma negativa é a falta de alguém para poder ajuda-la a discernir o bom do ruim, o que pode acarretar em algo grande no futuro. Porém, o lado positivo é que elas aprendem desde cedo a ter responsabilidades e viverem sozinhas sem os pais, afinal, eles não estarão para sempre com elas.

Com um corpo de dar inveja, Gabriela é musa do São Paulo e participa de concursos de beleza

A psicóloga deixa claro também que essas profissionais possuem uma facilidade diferenciada em relação as outras pessoas para adequar-se a regras, já que aprendem isso desde cedo e na prática. Milvia diz também que, por absorver e cumprir essas regras, são pessoas mais equilibradas, o que é essencial nesse tipo de trabalho. Lucy, que deixou a cidade de Estrela, no Rio Grande do Sul, e mora em São Paulo há 5 anos, não se arrepende de ter saído de casa cedo. “Com 10 anos de trabalho, tenho um currículo super extenso: já fiz capa da Vogue, 20 edições de SPFW, várias campanhas nacionais... Tudo vale a pena porque faz com que eu cresça profissionalmente”, ressalta.


A modelo conta também que, por diversas vezes, já pensou em desistir da carreira: “Em 10 anos de trabalho tenho tido vários momentos assim. Ficar longe da família, longe das suas raízes, realmente não é fácil. Você precisa de um psicológico muito bem trabalhado e de uma forte base familiar para poder encarar as exigências e a bela panela de que pressão que envolve todos os profissionais do mundo”, confessa Lucy.
Com um currículo repleto de trabalhos importantes, Lucy já foi capa de revistas como Vogue e Elle (foto)


Os tabus que cercam as modelos