500 Dias com Ela é o tipo de filme que todo mundo ama, mas apesar de Zoe Deschanel estar uma graça - e com roupas lindas -, a trilha sonora ser maravilhosa, a fotografia ser incrível e termos Joseph Gordon-Levitt, o motivo que faz com o que o filme conquiste a gregos e troianos vai um pouco além da estética cinematográfica: é pela empatia.

Todo mundo já foi Tom e todo mundo já foi Summer. Se você "só se fode" e só é Tom, calma miga, você vai ser a Summer de amanhã. E se você é um heartbreaker e não consegue se entregar tanto em relacionamentos, tenho uma notícia também: você é o Tom de amanhã. E eu falo isso com propriedade, por sentir na pele as duas reviravoltas dessa coisinha instável que a gente chama de vida.

Não é ruim ser Tom. O Tom é um fofo que acredita no amor. Com a pessoa errada (que no momento, ele não sabe que é a errada) ele quer fazer tudo certo. Demonstrar o que sente - e ele sente tudo muito forte e quer a pessoa, quer estar com a pessoa. Ué, o que tem de mais, nisso? Ele quer desenhar, quer postar selfies fofas e legendas quilométricas inspiradas em suas baladas românticas favoritas. Quer andar de mãos dadas, preparar jantares e ver uma sitcom abraçadinho. Ele quer contar as pintas do seu corpo, morder sua orelha e dizer o quanto é apaixonado. Ele é o Tom, ele é assim. 


Mas também não é ruim ser Summer. A Summer ama a si mesma mais do que qualquer outra pessoa. E isso não é ruim (!!!), muito pelo contrário. Ela consegue aproveitar as coisas boas com uma pessoa legal. Consegue ver a graça em fingir ser uma dona-de-casa em uma loja de móveis, sabe curtir um cineminha em casa debaixo do edredom e sabe, principalmente, fazer a pessoa que está a seu lado se sentir amada. Mesmo que por um período - curto ou não - ela o faz, afinal, por que duraria quase 500 dias? O problema é que ser "Summer" é mal visto, mesmo que todo mundo tenha sido ela um dia. E se não foi, será. 

O amor é assim. Vem de repente e, muitas vezes, quando você não quer que ele venha. O amor vem quando você aprende a se amar e quando finalmente está feliz com você mesmo, PÁ, surge alguém.  Como aconteceu com a Summer. Seja você romântico desde criancinha ou um "filho da puta egoísta", você vai passar pelos dois extremos. Vai ser o que vai ligar chorando falando "Volta, traz de volta o meu sorriso, sem você não posso ser feliz" e também, um dia, vai ser quem vai ligar e dizer "Eu acho que precisamos de um tempo". A vida é assim. É feita de extremos e quanto antes você se acostumar com isso, mais seu coração será poupado. 


Pode não parecer, mas um dia você vai quebrar o coração de alguém - assim como já quebraram o seu. E isso não vai acontecer só uma ou duas vezes não - serão várias, váááárias vezes. Um dia você vai enxergar um ônibus repleto de pessoas com o rosto daquela maldita, mas no outro, vai ser você quem vai se casar quinze dias após dar um pé na bunda da menina mais legal do planeta. 

Todo mundo vai ser a Summer um dia.
E todo mundo vai ser o Tom. Acredite.

*e sim, coloquei Araketu em um post, me abracem!

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