. 25/10/2015 .

Em um dos episódios de Sex And The City, a Carrie se questiona sobre o amor. No meio do assunto, (acho que) a Charlotte fala algo sobre só poder amar uma vez. Todas entram em choque, afinal, vários amores já tinham passado por suas vidas. Fiquei pensando sobre o assunto, afinal, sou movida por amor e a ideia de que só pode sentir esse sentimento uma única vez parecia inadmissível e um tanto quanto assustadora, na verdade. Então, quer dizer que já gastamos o nosso amor-da-vida aos 20 e poucos anos? Isso não é nem metade das nossas vidas! Quer dizer, então, que todas as histórias furadas, os buracos no caminho e as decepções invalidaram a busca por uma nova pessoa? E o que dizer dessa perspectiva que, simplesmente, elimina qualquer esperança de que se encontre felicidade com um alguém? É impossível. Mas algumas pessoas com quem conversei acreditam nisso.

Como boa jornalista que sou (ok, ok, pode dizer "amiga mala que entra em questões profundas no meio da conversa despretensiosa no bar em que a pauta era, até o momento, o quão a batata com cheddar daquele lugar era deliciosa") perguntei para alguns amigos o que eles pensavam sobre o assunto. E você talvez se surpreenda em saber que alguns deles concordaram que, sim, só se ama de verdade uma única vez na vida. Discordei veemente, afinal, já escrevi aqui no blog que amor, na minha concepção - é um ciclo. Você se apaixona > você ama > acha que nunca sentiu algo tão forte como o que sente > passa > se apaixona de novo > ama > acha que aquela é a vez mais intensa em que provou do sentimento. Quando o amor acaba, abre-se lugar para que um outro ocupe o espaço. Tudo é mutável, passageiro. É impossível acreditar que se ame apenas uma vez.

Entretanto, existem amores que marcam mais que outros. E talvez essas marcas (sem entrar no mérito/qualificação de positivas ou negativas) sejam mais resistentes que outras. Talvez as cicatrizes sejam fundas o suficiente para confundir dor com amor. Ou então, as lembranças boas são tão vívidas que te faça misturar nostalgia com o sentimento. Mas, sabe, o que seria de nós se não pudéssemos conviver com marcas? Se não pudéssemos reviver bons momentos, mesmo que em pensamentos embaçados antes de dormir? Viver acreditando que não poderá amar novamente é como viver no escuro. Viver sem esperanças, mesmo. Não me chame de romântica ou coisa do tipo, porque os gênios do rock já disseram antes de mim que todas as pessoas precisam de amor. E precisamos mesmo.

Ted Mosby, também conhecido como "eu, se eu fosse um personagem de uma série de TV"

Eu realmente acredito que nada é completo se não tivermos amor. E eu digo amor e não alguém, necessariamente. O amor pode existir de muitas formas. Ele é combustível, sabe? Para mim, se o amor é correspondido, ele é força. Se não é, é determinação. Se o amor é novo, é arrepio. Se é antigo, é conforto e se o amor faz mal, no final, dá força e experiência. Ele sempre existe e sempre traz coisas boas, de uma forma ou de outra, independente do período (se no início ou no fim do sentimento). Eu, na qualidade de pessoa esperançosa e otimista por natureza, jamais conseguiria acreditar que só se ama uma vez.

Ama-se três, quatro, quinze, cinquenta vezes. Nos apaixonamos por motivos diferentes, amamos coisas que jamais imaginaríamos que pudéssemos amar. Em um dia, amamos alguém que é apaixonado por filmes com estética noir e tem prazer em ouvir vinil apreciando um Merlot e, no outro, estamos amando alguém que acompanha religiosamente Velozes e Furiosos e está pirando nas últimas produções do Calvin Harris com uma lata de Skol. Em um dia amamos olhos pretos e, no outro, estamos fascinados por olhos azuis. 

Quem somos nós para determinar as vezes em que seremos arrebatados por algo tão natural - e tão inevitável - quanto esse sentimento? Quem somos nós para definir que só vamos amar uma vez. E principalmente: quem somos nós para não conseguir amar de novo? Fico pensando no que seria da vida - e de nós mesmos - se as coisas fossem padronizadas e delimitadas. E sabe, ainda bem que é possível amar tantas e tantas e tantas vezes. Até porque, como disse Ted Mosby, love is the best thing we do. E é mesmo.

Um spoiler: Charlotte ama novamente. 

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Quantas vezes a gente ama, na vida?

. 22/10/2015 .
Sempre que o post não tiver pauta, será ilustrado por SG&JB. Acostumem-se
Outubro, pra mim, sempre é um mês de grandes acontecimentos. Em 2013, comecei o segundo namoro mais longo da vida. Em 2014, comecei na empresa que estou até hoje e descobri que seria tia. Neste ano, nada de diferente aconteceu - e talvez seja por isso que eu esteja com uma sensação de que "algo marcante ainda vai acontecer". Mas não. Estamos na penúltima semana de outubro e a única coisa que vai acontecer meio que "fora do curso", é eu entrar no meu Paraíso Astral, que começa no sábado - e com a festa mais legal da cidade. 

Também em outubro, já percebi que posto menos no blog. No ano passado, usei o TCC de desculpa. Neste ano, uso o foco no meu trabalho. Estou trabalhando muito. Muito. De verdade. E acabo sem energias até para escrever meia dúzia de besteiras. E apesar de odiar a glamourização do termo workaholic, estou me sentindo bem. Eu ainda não consigo entender essa vibe generalizada da galera que tá gritando a plenos pulmões que "trabalhar é horrível, temos que ser nômades e etc". Acho isso tão subjetivo, sabe? Ao mesmo tempo em que tem pessoas que se veem sem estabilidade alguma, outras procuram por ela. E sinceramente, mudo tanto de opinião que eu não sei o que vou querer amanhã. Hoje, 21/10, ainda me vejo construindo carreira, passinho por passinho e etc. Estudei quatro anos pra isso, né? Então, meu foco (força e fé haha) está meio que dedicado à carreira. E aí, o blog fica em segundo lugar na minha lista de prioridades. 

Mas não é o trabalho o culpado pelo meu desleixo. Outra coisa que contribui com a falta de inspiração é a saturação. Vocês não estão com a sensação de que todas as pessoas estão falando as mesmas coisas sobre as mesmas pessoas e ao mesmo tempo? Eu leio pouquíssimos blogs, hoje em dia, que são os que nadam contra a corrente assim como venho (tentando) fazer há algum tempo. Hoje está tão difícil encontrar pessoas que saibam o que falar. Está assim na blogosfera e, principalmente, na vida pessoal. E é por isso que estou vendo cada vez mais séries. 

Por falar em séries, voltei para o meu estágio natural. Depois de três meses saindo todo-santo-fim-de-semana, já voltei a me sentir confortável para trocar baladas por noites de pipoca, coca-cola e Netflix. Sendo assim, comecei a ver Narcos, insisti em Sense8 (E MEU DEUS DO CÉU HEIN!!!), voltei a acompanhar a lástima que é Supernatural e finalizei Sex And The City. Inclusive os filmes. Estou bem órfã e, me conhecendo há 23 anos, não tenho dúvida alguma de que vou rever a série em loop, assim como já faço com Friends e HIMYM. Não sei até que ponto essa minha reclusão é boa, mas estou me sentindo confortável. Então podemos considerar que seja algo bom, não é mesmo? 

E é isso. Falei, falei, falei e não falei nada. Mas pelo menos tirei a poeira daqui.
Até breve. Eu espero.


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Sobre a vida (até agora) e a falta de inspiração

. 13/10/2015 .

Antes mesmo de começar a assistir Sex And The City eu já tinha apontado a série como um dos seriados com os melhores figurinos da televisão. Independentemente de ser fã, eu sabia reconhecer a relevância da produção para o universo fashion. Hoje, que não só assisto como amo forte, não consigo não ficar enlouquecida pela ousadia da Carrie. Embora nem sempre eu diga "quero usar, socorro", não consigo não enxergar aquilo como a mais pura e deliciosa moda. Nessa minha nova relação de amor com a minha atual série favorita (do momento, gente! Calma) identifiquei tendências da época que voltaram com tudo - e carregadas de estilo e sofisticação. Quer saber quais?

1- Saia Midi


Sofisticação e elegância acompanham o comprimento das saias midis. Os modelos foram usados a exaustão pela colunista do The Star e eu fiquei apaixonada por 99% das composições da fashionista. Inclusive, estou louca para, finalmente, tirar uma que tenho do armário - e nunca usei - e bancar a Bradshaw pelas quentes ruas de Araçatuba haha.

2- Mini bags



Há alguns séculos atrás, fiz um post aqui no blog falando sobre a tendência das Mini Bags. Em Sex And The City, Carrie usou e abusou das bolsinhas, porém, não consegui encontrar looks maravilhosos compostos com esse acessório. Uma que me marcou bastante, inclusive, foi uma que ela usou quando foi à clínica veterinária reclamar do barulho do galho e era de plástico. Parecia muito com os modelos que a Melissa e a Petite Jolie andam fazendo. Fica a dica de bolsa inspired Carrie Bradshaw aí. 

3- Flores no pescoço



Não consegui um look glamouroso e atual com aplicação de flores no pescoço e nas roupas, mas elas já apareceram nas passarelas da Gucci e, miga, vai pegar. Seja na roupa, seja como broche ou como colar, elas voltaram - e se eu fosse você, se jogava nessa tendência Falcão Fashionista sem medo de ser feliz. 

4- Pochete

Reprodução: Fake Doll
Pois é. Vivemos para ver o dia em que as pochetes voltariam para nossas listas de desejo. Pode destorcer esse nariz, ou vai me dizer que achou, realmente, os looks acima detestáveis? Eu não. Não sei se usaria, sendo bem sincera, mas gostei muito. Viu? Carrie trendsetter independentemente da década. 

5- Cabelo volumoso e natural



As ondas voltaram e aposentaram, pelo menos na maioria dos casos, as chapinhas, escovas progressivas e outras técnicas de alisamento - ainda bem! You go, Bradshaw! 

*

Ainda estou aguardando ansiosamente pela volta da saia de tule. Tenho uma maravilhosa que comprei quando a Riachuelo lançou a parceria com o Oskar Metsavaht, usei bastante mas dei uma aposentada por achar, agora, ela meio "espalhafatosa" demais. Espero voltar ou dou uma de Carrie, faço combinações sem sentido e saio maravilhosa por aí. Vai que cola, né?

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5 tendências de Sex And The City que estão de volta

. 11/10/2015 .
*não cheguei a desmaiar, mas vocês sabem que eu bem gosto de um drama. 

Ai gente, to aqui! Dei uma sumida porque mega de última hora tive que ir para São Paulo e não tive tempo de respirar. Fiquei sabendo de um compromisso em um dia e no outro já estava lá. Loucura-loucura-loucura, já diria Luciano Huck. Ainda bem que o Oda (sigam ele no snap, sério, é odamoura) é incrível e me abrigou em sua casa mesmo dizendo cinco horas antes que "migo, estou indo praí, graças a deus". E bem, ele está comigo nessa história.

Eu e Oda em momentos de intimidade
Quando cheguei na casa dele, meio que já começamos a programar o que faríamos. Estávamos em três, Oda, Fê (seu namorado maravilhoso) e euzinha. Cheguei de viagem e fomos almoçar umas 15hrs no Outback. Claro que morri de comer, mesmo apelando para um prato Kids (sei de minhas limitações, ok?) e claro que sai rolando. Como a gente almoçou bem tarde, não sentimos nada que pudesse parecer com fome durante um bom tempo. A gente acordou bem cedo (eu, na verdade, mal dormi da viagem e os dois acordaram 7h para me pegar na rodoviária), então, após uma pratada, chegamos, deitamos e dormimos, é claro.

A programação da noite já estava feita por eles, afinal, eu cheguei de supetão. "Amiga, vamos em uma balda trash que vai ter especial RBD, ok?". Eu adoro balada gay e balada trash, então prontamente disse:

- Vambora fazendo 




Antes fomos ao barzinho Tatu Bola com a Nath e a Jessica conversar um pouco sobre a vida, interiorrrrr e beber bons drinks. Só que, antes, já tínhamos bebido algumas boas Stellinhas na casa do Oda e, por conta da quantidade que comemos antes, não jantamos, então, a (maravilhosa) caipirinha de sakê com abacaxi, limão e gengibre deu uma turbinada que eu só fui perceber, é claro, mais tarde. Enfim. Batemos um papo gostoso, rimos bastante e o bar já estava dando uma esvaziada quando os meninos falaram para irmos, afinal, ainda teria un poco de tu amor para dançarmos a noite. E fomos.


Para chegar na balada, passamos na frente de outra e achamos ser lá.

"Aqui é a Ay, Caramba!?" (melhor nome)
"Não, é ali do lado. Vocês vão pra lá?"
"Sim."
"Ai, vocês não têm cara de Ay, Caramba!".
Sorrimos.

Mas só depois entenderíamos.

A Ay Caramba era minúscula e bem quente, mas estava tocando RBD. Estava cheia, mas ainda assim, quando entramos, foi algo meio assim:

Não tínhamos cara de Ay Caramba
O mais legal é que 1) tinha pessoas com as roupas do Rebelde; 2) tinha "cover" dublando; 3) todo mundo coreografava.

O problema é que, quando entrei e dancei um pouquinho, já senti minha pressão dar uma oscilada. Eu estava de salto, com uma calça que estava me embalando a vácuo (obrigada Deus pelos quilos alcançados, não estou reclamando, só contando, não me tire eles, pfvr) e tentando dançar. Claro que meia hora depois eu senti o pipoco. Avisei os meninos que iria sentar e já me descaracterizei: sentei na escada, tirei o salto e ali fiquei.


Mas aí passou. E fui dançar de novo. Porque gente, caso vocês nunca tenham ido a uma balada gay, por favor, façam esse favor a vocês mesmos. Essa foi, de fato, a primeira realmente gay que fui, mas sempre vou em baladas alternativas, então, sempre dancei muito e coreografei muito nesses rolês. É incrível. Mas aí a balada foi acabando, voltei a sentar e decidimos, por fim, ir embora. Porém, a fila para pagar a conta estava imensa. E eu fiquei assim:


E como se não bastasse, tinha os maravilhosos que furavam fila. E eu comecei a ficar ansiosa pra ir embora. Eu já falei aqui que tenho ansiedade, então, junte ela a um ambiente quente, pequeno e a sensação de que eu não sairia dali nunca.


E passei. Quando fui pagar a conta, já quase caí. Fiquei desesperada. Pensava "MEU DEUS EU VOU DESMAIAR AQUI NO MEIO" e gente, você sentir que vai desmaiar é muito desesperador porque você esta enxergando apenas um ponto, seu corpo inteiro está formigando e você não tem força para abrir os olhos. Mas sou forte e fui andando (aos trancos e barrancos, mas fui) e saímos da balada. O Fê foi buscar o carro e eu fiquei sentada na sarjeta (que glamour, senhor) rezando para não cair dura. E o Oda tenso, porque né.


Aí entrei no carro, chegamos, tomamos bons neosaldina para acordarmos incríveis e pronto. No dia seguinte morremos de comer no Zé do Hambúrguer e to aqui, vivona e contando (mais esse) caso da minha vida.

Leia também: Coisas que marcam: O dia em que levei um capotão

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Coisas que marcam: o dia em que desmaiei na balada*

. 09/10/2015 .

O nome dessa seção é "Links Maravilhosos da Semana", mas estou tão ausente que vou compilar links que li durante o mês ou sei lá desde quando. O bom é que vai ser um post com conteúdos incríveis independentemente de data, tá? 

Férias: Croácia (The Supernova) - eu nunca me encantei tanto por um post sobre viagem como esse da Lya. Aliás, eu poderia escrever uma tese de doutorado sobre o quanto amo esse blog desde sei lá quando. As fotos são incríveis, uma ótica que foge tanto das tradicionais-fotografias-de-viagem-para-lugares-incríveis que não tem como você não ficar, no mínimo, encantada. O relato dela também é maravilhoso e você devora o post sem perceber. Para inspirar e, quem sabe, organizar um roteiro de viagem. 

Relacionamento abusivo: você está em um? (IT Online) - eu posso ser cretina e indicar um texto meu no meu próprio blog? R: posso sim. É que eu gostei muito de ter feito essa matéria sobre relacionamento abusivo. Fica a dica e, se conhecer alguém que esteja passando por isso, envie o texto pra ela. 

Você quer ser blogueira ou socialite? (Got Sin?) - um dos melhores textos sobre blogosfera que li nos últimos tempos. A Sininhu colocou o que eu já pensava em um único post e que, com certeza, vocês já perceberam  também. Ela comenta sobre como o conceito de "ser blogueira" está deturpado - e como o old school ainda faz alguns olhos brilharem. 

Amor, mijei (Bá Moretti) - gente, só Deus sabe o quanto eu me contorci de rir depois que li esse post da sempre maravilhosa Ba. É SÉRIO. Eu chorava de rir e não conseguia acreditar que, sim, Bazinha colocou em seu blog que "mijou na cama do namorado". É por isso que eu amo a blogosfera, gente! É por posts assim que ainda tenho e leio blogs! HAHAHAH por favor, pare o que estiver fazendo e leia. Agora! 

7 coisas que aprendi com blogs de moda (Fashionismo) - nossa, sim!!! Os blogs mudaram tanto minha visão de mundo, principalmente em relação ao feminismo (inclusive, atribuo meu primeiro contato com o feminismo ao GWS e, por isso, tenho um carinho enorme por esse blog). Esse post do Fashionismo traz, ainda, coisas mais banais que também são importantes e não tínhamos consciência, como tirar a maquiagem haha. Check it out!

E aqui no blog, o que teve de maravilhoso nos últimos meses? 


Como usar boné - o it-acessório do verão - esse post foi feito em parceria com uma loja, mas foi feito com tanto amor e gostei tanto das montagens e dos looks que eu realmente indico. Estou meio preguiçosa, confesso, mas ao mesmo tempo, quando pego para fazer minhas montagens, estou gostando demais do resultado. E esse post é um exemplo. 

Playlist: Deus abençoe esses caras - mais um exemplo de montagem que me deixou feliz. Essa playlist é bem destruidora e tem estilos de músicas bem diferentes. É para quem aprecia boa música, mas não se prende a um único estilo. Resumindo: os caras são bons. Mesmo. 

3 combinações espertas para dias preguiçosos - post de moda e inspiração bem simples, mas tão útil que acho que vale a pena compartilhar de novo. 

5 lições para aprender com RuPaul's Drag Race - porque é possível filosofar (muito) até mesmo em um reality show de drag queens. Gostei bastante de analisar RuPaul's de uma outra forma. Confira. 

23 coisas que aprendi em 23 anos - sabe aqueles posts reflexivos que te levam a fazer toda uma análise da sua vida? Pois é. Aparentemente bobinho, esse post de cunho divertido acabou me fazendo perceber que, sim, a gente aprende muitas coisas em momentos bobos. Mesmo que não tenhamos consciência disso. 

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Links maravilhosos da semana #14

. 08/10/2015 .
Dia 26 de setembro o MOBIC fez quatro anos. São quatro anos, 808 textos publicados, mais de meio milhão de visualizações (o que pode ser muito ou pouco dependendo do seu ponto de vista. Pra mim é astronômico rs). Minha vida está um caos tão grande que só fui perceber que meu blog já tinha uma graduação de idade, hoje, 12 dias depois. E inevitavelmente comecei a refletir sobre a minha blogagem. E também porque to muito reflexiva por esses dias - é o movimento da minha Vênus, liga não. 

Quando criei o blog, criei ele cheio de pretensões. Para um blog pessoal, eu já tinha o radio:ACTIVE, então, queria que o MOBIC me desse dinheiro. Me transformasse em uma blogueira famosa, viajada e etc. Se você começar a navegar pelos primeiros posts do blog (inclusive, esse aqui é o primeiro) vai ver que eu não falava como falo hoje e tentava, ao máximo, não me envolver nos textos. O MOBIC tinha colaboradores, bons textos (os da Rafa, porque os meus melhoram muito com o passar dos anos, embora na época eu acreditasse que eles eram ótimos haha) mas 0 pessoalidade. 0 empatia. Queria uma revista virtual e, consequentemente, ganhos. 

Foi somente com a saída do Alisson, que fundou o Disco Punisher, que o My Other Bag Is Chanel passou a ser, de fato, um blog. Aos poucos, fui parando de postar sobre que eu achava que bombaria. Fui me desprendendo de pretensões. Fui fazendo as coisas por amor e só. Fui deixando o radio:ACTIVE de lado na mesma medida em que me dedicava ao MOBIC. Meus amigos passaram a falar que liam e gostavam. Outros pediam postagens. Fui me animando. E então, veio o meu primeiro ganho com o blog: elogios. De amigos. 

Um tempo depois, me inscrevi para o concurso de Correspondente Kipling. Eu estava muito feliz que uma marca tão grande estivesse fazendo um projeto tão legal para blogs que nem eram conhecidos. Corri me inscrever, mesmo tendo apenas uma única bolsa da marca. Me dediquei e usei as ferramentas que tinha: photoshop, Polyvore e paixão por me vestir. Venci como Correspondente do Sudeste e ali veio o meu segundo ganho com o blog: um concurso. Sim, também dinheiro, e bolsas incríveis, mas (vai parecer demagogo, eu sei, mas eu juro que é sincero) o dinheiro foi tão segundo plano que eu nem me importava. Ter sido "reconhecida" no meio de tanta gente foi maravilhoso. Ali foi a primeira vez em que me senti "boa", sabe? Por mais que façamos as coisas por amor e acreditemos na gente, ter um reconhecimento de fora é importante. Pelo menos foi para mim. 

No mesmo ano, outro ganho inestimável: a viagem para o Encontrinho da Kipling. Foi a primeira vez em que viajei de avião e pude conhecer pessoas maravilhosas. Outro ganho: as pessoas que conheci através do blog. A experiência de três dias sendo paparicada, indo a lugares incríveis e etc era algo meio fora da minha realidade e eu meio que achava tudo aquilo surreal. Foi muito incrível saber que aquilo tudo estava acontecendo por causa do MOBIC e do amor com que eu o fazia. Três meses depois, embarquei para Santa Catarina, em uma campanha da FashionBuzz, com absolutamente tudo pago, para um resort cinco estrelas. Fui uma das #blogueirasnoCostão. Mais uma experiência que não consigo mensurar. Ali, conheci a Evelyn (ela é maravilhosa do jeitinho que é nos vídeos), e mais pessoas maravilhosas. Experiência e pessoas foram as coisas mais preciosas que o MOBIC me deu naquele ano. 

2014 foi o ano em que o blog precisou ficar em segundo plano na minha vida, afinal, estava entregando meu TCC. Mas ainda assim, em abril, pude cobrir o Lollapalooza com a Kipling. Até meu namorado, na época, entrou na dança. E apesar de ter sido um ano extremamente difícil, foi mais uma experiência incrível, afinal, ali eu vi a Ellie Goulding de pertinho e me arrisquei com vídeos. Conheci uma galera linda do Amazonas e tive longas conversas no saguão do hotel. Rendeu danças desengonçadas ao som de New Order e uma experiência maravilhosa. Mais uma vez, com o blog, ganhei momentos inesquecíveis. 

Sabe, ao mesmo tempo em que minha vida de gente grande vai se desenvolvendo, menos tempo para o blog vou tendo. Mas o amor com que escrevo cada vírgula é o mesmo, ou até maior. Apesar de ressaltar essas coisas, eu não posso finalizar esse texto sem dizer que foi com o blog que conheci outros blogs maravilhosos e, consequentemente, visões e ideologias diferentes da minha e que me fizeram crescer de alguma forma. Não posso não dizer que alguns textos, de pessoas que também me leem, já me tocaram de um jeito que mudou todo o meu dia. Não posso deixar de citar os e-mails cheios de carinho que recebo e que, coincidentemente, chegam nos dias em que mais preciso ler boas palavras. Se você me perguntar o que eu ganho com o blog, eu vou dizer amor, porque é isso mesmo. É um comentário me dizendo que "amou o que escrevi", o simples fato de ver as visualizações e saber que, "caramba, todas as pessoas já leram minhas palavras". É incrível pensar que eu, da minha casa no fim de Araçatuba, 600km de São Paulo, tenha atingido tanta gente de alguma forma.


Em 4 anos de blog eu ganhei amor. E é por isso, apenas por isso, que continuo aqui. E é também por esse amor que recebo, que coloco o mesmo sentimento em todos os meus textos, por mais simples que possam parecer. 

Obrigada por me ler hoje, ontem, ou quem sabe amanhã. 
Meu muito, muito obrigada. Mesmo.

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4 anos de blog: e o que ganhei com isso?

. 07/10/2015 .

Eu tenho Vicky, Cristina, Barcelona como um dos filmes que mais amo na vida. Elenco, estória, atuação, fotografia, trilha sonora, enfim. Acho ele incrível em todos os sentidos, mas quero compartilhar com você mais um fator que faz com que esse filme tenha um lugar cativo em meu coração: ele me mostra quando um rolo vai para frente ou não. Calma, deixe-me explicar!

Tudo começou há alguns anos. Eu estava namorando e meu namorado era de uma cidade vizinha que não tinha absolutamente nada para fazer, então, nossos finais de semana eram sempre com filmes, brigadeiro e pipoca amanteigada. Eu adoro esse tipo do programa, então, tava tudo lindo, tirando o fato de que eu não via os filmes que ele escolhia. Ele gostava de filmes tipo Velozes e Furiosos, 60 Segundos e um que ele me fez assistir mas só aguentei 20 minutos que era com o Sean Farris e ele tinha tipo um clube da luta secretinho, mas eu fazia um inferno para ele ver os meus filmes. Assim, ele viu Clube da Luta pela primeira vez, dormiu em Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças e viu Vicky, Cristina, Barcelona.

Ele detestou. Ficou indignado com o final porque, segundo ele, "agora que o filme parecia andar, acaba!". Eu fiquei indignada com a indignação dele e não conseguia entender como uma pessoa poderia não gostar de VCB (ai, vou começar a abreviar porque to com preguiça de ficar digitando). Mas tudo bem, éramos mesmo muito diferentes. Depois desse evento fatídico, nosso relacionamento durou, ainda, cerca de um ano. E foi o meu namoro mais tranquilo dentre os três relacionamentos em que estive.


Anos depois, iniciando minha vida de solteira - quer dizer, em termos - mostrei o filme para o carinha com quem estava saindo. Digo que estava solteira em termos porque minha solteirice se resumia a "sair apenas com um carinha, mas não termos nada exposto ou um link no Facebook". Ingênua, sugeri assistirmos Vicky, Cristina, Barcelona. Não fiquei surpresa com o fato dele ter adorado o filme. Éramos bem parecidos, então, eu esperava que o filme fosse agradá-lo. Ele gostou tanto que até postou uma frase do Juan Antonio no Facebook. 

O que aconteceu? 

Duas semanas depois nós paramos de sair. Não sei o que aconteceu, ninguém deu um basta, simplesmente nos afastamos mutuamente. Não houve traumas, machucados nem nada, mas acabou. Do nada. 

Até aí, tudo bem. Não demorou para que outro "carinha" aparecesse. Quer dizer, demorou um mês e pouquinho, eu acho. Sou uma pessoa meio pragmática, então, se você me convidar para ver um filme, sempre serão os mesmos, se for série, sempre serão as mesmas, e se me chamar para tomar sorvete, sempre escolherei os mesmos sabores. Já falei aqui sobre meu bloqueio com novas escolhas, mudanças e etc. Então, é claro que assistimos ao filme.

Ele adorou a obra. Colocou a Scarlett Johansson como Cristina de capa no Facebook e ficamos debatendo horas a fio sobre as personalidades das personagens. Eu estava encantada com o fato de alguém se identificar tanto com a Cristina como eu e, ao mesmo tempo, achar todas as ações da Vicky justificáveis. Estava feliz por poder comentar horas sobre o quanto a Maria Elena é irresistível e o quanto cada um de nós temos um pouco de cada personalidade dos três, inclusive falhas e anseios. 

Foi maravilhoso, mas o que aconteceu?


Duas semanas depois nós paramos de sair. Da mesmíssima forma: sem traumas, sem rolos, sem choros e sem brigas. Foi um desinteresse mútuo e pronto, já estávamos na pista for business novamente. 

Depois, namorei por um tempo. Decidi que não assistiria ao filme com ele porque não queria saber se o namoro duraria ou não se ele gostasse ou não do filme. Porque agarrada a superstições como sou, já estava associando o filme a um profeta de relacionamentos amorosos. Dos meus, para ser mais específica. O namoro foi longo, terminou, e outro carinha apareceu.


Decidi que colocaria a teoria a prova. Estava saindo com a pessoa e não tinha nada a perder porque, no momento, estou na minha vibe de "quero ficar sozinha, meu foco é minha carreira" e todo aquele discursinho que, por mais clichê que possa parecer, é bem verdadeiro. 

Assistimos ao filme e eu já estava desencanada do tipo "ai, se ele gostar, aproveito as duas semanas e boa". E ele odiou o filme. Elogiou atuação e fotografia, mas achou o roteiro fraco - ele me deu pontos de vista concisos e até aceitáveis, mas que nunca vão me fazer achar Vicky, Cristina, Barcelona, ruim, fraco ou qualquer coisa que não beire o "excelente, incrível, meu Deus esse filme, socorro". 

O que aconteceu?


Sim, passamos das duas semanas.  

Se VCB é o meu oráculo de relacionamentos, eu não sei, mas prometo refazer o teste e vir aqui contar. Se o próximo gostar e cair no limbo das duas semanas, prometo escrever um livro embasando essa teoria a grandes filósofos ou renomados astrólogos que poderiam explicar o estigma com o alinhamento de planetas, galáxias e afins.  Ou, também, posso parar de beber e ver séries de ficção científica para deixar de ser retardada. É uma opção. 

* PS: Compartilhei essa teoria no Twitter e uma conhecida disse que fazia sentido, pois duas pessoas com quem ela tinha se envolvido e que tinham gostado do filme, também não vingou. To falando que é bruxaria, gente... 

PS2: Tenho um outro post associando minha vida a Vicky, Cristina, Barcelona pronto, mas vou dar um tempo para vocês não me acharem muito obcecada. Ou problemática, né? 


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Teoria Vicky, Cristina, Barcelona