. 31/12/2015 .

No dia 31/12/2014 eu publiquei este texto no meu Facebook: 

“Este foi ano em que fui abandonado no altar;
foi o ano que eu levei uma surra por um bartender maluco;
o ano em que fui demitido;
o ano em que apanhei de uma cabra - uma cabra fêmea;
e foi o melhor ano da minha vida;
porque se nenhuma dessas coisas não tivessem acontecido
eu nunca teria conseguido o melhor emprego que já tive;
mas o mais importante, eu não teria conhecido a mãe de vocês…”
(HIMYM S04E24)

Não é de hoje que falo o quanto o The Leap mexe comigo. Eu me apeguei muito a essa passagem de HIMYM porque o Ted teve um ano muito ruim, como foi meu 2014. Me apeguei na esperança de que 2015 fosse ser um ano melhor. Mas ele não começou tão legal, não. 

Eu sempre soube o que deveria mudar para minhas prioridades, foco e sentimentos mudarem também, mas comecei 2015 tão fragilizada que eu não tinha forças para agir. Estava muito infeliz e, resumindo, me achava péssima em tudo: péssima profissional, péssima pessoa, péssima namorada. Eu ouvia, em meio as minhas reclamações, que "a vida era assim mesmo e que eu era mesmo mediana em tudo o que fazia. Quanto mais rápido aceitasse, menos sofreria". 

“Pessoas como você tem aos montes, você é quem se acha especial”. 

A verdade é que eu estava bem longe de me achar especial. Não sei se já se sentiram assim, mas já tiveram uma completa sensação de injustiça e que todos os seus esforços não eram recompensados, de alguma forma? Eu me sentia assim constantemente. Me sentia deprimida e vivendo uma eterna injustiça. Mas no fundo eu sabia que as coisas mudariam. Sabia que 2015 seria diferente e que essa diferença dependia, sim, de mim.

Em maio, o IT nasceu e me deu um gás. Me mostrou que eu posso fazer algo realmente legal e que minha vontade, aliada a pessoa mais incrível da minha vida (bjo amiga!) poderia, sim, fazer alguma diferença. O IT foi como uma respirada depois de vários minutos debaixo d'água. Me fez muito bem em um momento que eu me achava uma profissional ruim.

A segunda mudança significativa no meu ano veio dois meses depois, que foi quando terminei um namoro abusivo. Falei mais sobre relacionamentos abusivos aqui, mas não dei meu ponto de vista sobre nada porque recebi algumas ameaças quando começava a falar sobre o assunto. Pois é. De qualquer forma, sair desse relacionamento talvez tenha sido a melhor e mais difícil coisa que eu fiz na minha vida, e todos os meus amigos sabem o quanto foi mesmo. Foi terrível, foi difícil, mas foi. Não me arrependo 1% e, depois disso, dessa decisão, moleque, o ano mudou. 

Como dizem, depois da tempestade, vem o arco-íris e, após o término, conheci pessoas maravilhosas que eu já imaginava que eram maravilhosas - mas que não as as tinha tão pertinho de mim. Eles vão ganhar textão no Facebook, porque sou dessas mesmo hahaha. Eles me deixaram forte, me empoderaram. Sinceramente, eu posso me considerar uma pessoa muito forte, mas até os fortes têm seus momentos de fraqueza - e eles me seguraram em todos eles. Eu, que me sentia deprimida, passei a me sentir incrível e a me ver de forma diferente. Eu pensava "caramba, se eu atraio pessoas tão incríveis, não é possível que eu seja tão ruim, vai!". Eles me lembraram da minha real essência, voltei a ouvir coisas como "Você tá bonita, engordou!", "Nossa, você está com uma cara saudável! Olha essas bochechas!", "Você tá mais feliz, né?".

E estava mesmo. 

Uma amiga antiga me dizia que a mudança que queremos no mundo precisa vir de dentro, e quando eu passei a me enxergar como realmente era, o universo lembrou de mim e passou a me entregar tudo o que eu pedia secretamente. Em setembro, fui convidada para para fazer uma entrevista de emprego para trabalhar no marketing digital do grupo da Kipling. Acho que o convite teve a ver com perfil, mas uma pitadinha de sorte também (não vou desmerecê-la, principalmente após assistir Match Point). Fiz minha primeira entrevista "decisiva" em São Paulo, no mês de outubro. Ainda em outubro, passei na primeira fase do Curso Abril de Jornalismo, algo que sempre fez parte das minhas metas. Ali eu me senti ótima. Competente, sabe? 

Após a entrevista na Kipling e na Abril, decidi que me mudaria para São Paulo, independente se os trabalhos citados rolassem ou não. E tudo rolou, sabe? Como não tive resposta da primeira entrevista, pedi transferência para a agência matriz. Rolou. Um mês depois, soube que o job rolou também. Pedi demissão da agência. Há algumas semanas, soube que passei no Curso Abril de Jornalismo e sou oficialmente Cajiana.

2015 foi morno até julho, ferveu depois. Que guinada, meus amigos.

Paulista Aberta / reprodução do meu Instagram @damichele

Hoje, estou escrevendo esse texto daqui de São Paulo, depois de ter tomado chuva, molhado minha única sapatilha, comprado um tênis e um guarda-chuva, instalado aplicativos de entrega de comida, táxi, Uber e itinerário dos ônibus. Já quase não erro a saída do metrô (quase!) e já tenho Bilhete Único. Sabe, esse texto parece meio "good vibes demais", mas esse ano me mostrou uma coisa: nós, realmente, somos a mudança que precisamos ver. O seu ano será ruim se você estiver de mal com você mesma. As coisas não vão acontecer se você não confiar em seu próprio potencial. 2014 me deu tanta porrada que levei até 2015, mas acordei a tempo de me redescobrir. Inclusive, eu posso dizer que 2015 é um ano de (re)descobertas.

Eu até gostaria de finalizar esse texto com uma frase dos filmes que ando obcecada, mas nenhuma resume tanto quanto essa, que eu livremente adaptei:

— Caraca, moleque! Que ano, que isso! 

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Sobre 2015: Caraca, moleque! Que ano, que isso!

. 24/12/2015 .
Foto: Shutterstock / coffee & girl

Vai ter post com retrospectiva siiim, até porque, tem retrô todo ano, desde o lançamento do MOBIC. Confesso que achei que este ano foi bem diferente aqui para o blog. Ele ficou muito mais pessoal, com textos mais profundos e menos assuntos que todas as pessoas estão comentando (embora, é claro, eu ainda dê meu pitaco em assuntos que estão na boca do povo haha). Estes foram os posts mais lidos de cada mês. Espero que gostem, releiam e continuem voltando ao blog. 2016 vai ser lindão também! 

Janeiro


Fevereiro


Março


Abril


Maio


Junho


Julho


Agosto


Setembro


Outubro


Novembro


Dezembro não tem porque quase não postei e o post das inimigas foi o mais lido de longe, como podem ver ali do ladinho, na seção ++ da Semana. 

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Retrospectivaney 2015: os mais lidos do ano

. 16/12/2015 .
Foto: Shutterstock

Li esse post da Clara Averbuck no Lugar de Mulher e quis fazer um. Quis fazer um parecido, porque como comentei aqui no blog uma vez, eu nem sempre fui bacana, gente boa e cheia de empatia como sou hoje (ainda bem que sou modesta haha). Eu já fui escrota, já fui preconceituosa, já fui maldosa. Mas graças ao tempo a gente não só muda, como também evolui.

Já tive muita rixa com minas. Muitas muitas muitas. Vivia numa extrema competição em que eu tinha que me achar (e me achar é diferente de ser) a mais bonita, a mais legal, a mais inteligente, a mais bem sucedida. Na minha cabeça, eu precisava provar para as inimigas que eu era melhor que elas. Porém, depois de um bom tempo, descobri que não era para os haters que eu precisava provar algo: era para mim mesma. E a partir daí, vejam só, eu descobri que não tinha inimigas e não tinha hater. Eu era apenas mais uma pessoa nesse rolê bizarro e cheio de altos e baixos chamado vida. 

Acho que eu criava essa coisa de hater porque era tão insegura que precisava acreditar que alguém dedicava um tempo da sua vida me observando. Por carência, talvez, eu queria acreditar que uma pessoa queria ser como eu. Que tinha inveja. Que me acompanhava. Que perdia horas do seu dia me desejando coisas ruins. Não que não existam pessoas negativas que eventualmente mandam uns pensamentos que não são legais pra gente, mas a minha viagem era além. Eu, uma anônima de Araçatuba, sem lenço nem documento, realmente acreditava que tinha pessoas que queriam ser como eu.

Pois é. 

O dia em que eu descobri que não tinha haters foi em outubro do ano passado. Tarde, eu sei, mas antes assim do que nunca. Foi quando tive umas zicas na vida que parei para pensar que, opaaaaa: nobody cares. Ninguém se importa se ganhei na loteria, ninguém se importa se fui para o inferno. Acreditar que eu vivia em uma espécie de Gossip Girl não só era infantil como utópico. E então acordei para a vida. 

Esse dia me mostrou que eu não tenho que ser a mais bonita, mais legal e mais inteligente para ninguém além de mim, na minha concepção. Entendi que eu precisava pensar "preciso ser o máximo de mim que posso ser" e só. Eu não estava em uma competição. Eu não vestia uma faixa no braço com um número estampado e nem estava correndo para quebrar uma fita na linha de chegada, porque na verdade, nem eu sabia o que seria o fim da corrida, o sucesso ou o pódio.

Quando descobri que não tinha inimigas, a vida ficou mais leve porque passei a conviver com elas. Parei de olhá-las como tal. Eram minas que, com certeza, também tinham inseguranças, medos e problemas, como eu. Talvez elas também pensassem que tinham haters, invejosas e etc. Talvez eu fizesse parte desse grupo na cabeça delas - e eu queria muito que elas soubessem que eu não estou. Nesse dia, entendi que todas as pessoas são bonitas, talentosas e etc, cada um a sua maneira. Cada uma cumprindo com seus próprios propósitos. Cada uma dando o melhor de si mesma para se autosatisfazer.

Demorou, mas finalmente aprendi que pessoas felizes não têm tempo para se ocupar com as coisas dos outros e, muito menos, tempo para querer conquistar algo só pra provar algo à alguém, ter cinco minutos de satisfação pessoal e, depois, cair no limbo de dúvidas e sentimentos vagos que permeiam pessoas inseguras. Aprendi também que todo mundo tem problemas e todo mundo precisa de forças. Consegui enxergar que a energia que eu direcionava para tentar fazer algo para "dificultar o dia das inimigas" era a mesma que eu deveria canalizar nas minhas realizações. Eu finalmente enxerguei que as coisas legais que acontecem comigo só interessam a mim - assim como as ruins.

Sabe, quando você descobre que não tem haters, a vida fica boa e fica leve, porque você é a única pessoa para quem precisa provar algo. E posso te contar uma coisa? Nesse caminho todo, a pessoa que melhor entenderá um fracasso e reconhecerá seu mérito, veja só, é você mesma. E acredite: isso basta.


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Quando eu descobri que não tinha inimigas

. 15/12/2015 .
Fazia tempo que não tinha um garimpo bem maravilhoso aqui, né? Então, para tirar a poeira dessa seção maravilhosa e também para fazer um post menor e menos pessoal aqui no blog (estou tão rainha do textão que só tem isso aqui, né? haha), aceitei o convite da Dress Lily e montei uma wishlist muito digna de bolsas descoladas e estilosas. Eu sempre fui apaixonada por bolsas diferentes - dessas que a gente não encontra em lugar nenhum e que transformam o look mais básico do mundo em uma superprodução alternativa, então, fiquei muito feliz em conhecer a Dress Lily, que apesar de ter muuuuitos produtos que a gente encontra no Ebay da vida, tem um preço mais justo e um plus, que é a segurança e a certeza de receber o produto em casa. 

Tô tão apaixonada, que não sei nem o que falar, só sentir! QUERO MUITO!!!! // link do amor

Apesar desse post ser um #publidoamor, eu realmente achei os modelos incríveis - e montei uma wishlist 100% honesta. Só para fazer uma introdução, a loja tem de tudo (mesmo): casaco, bijus, acessórios, sapatos, enfim. Se você nunca comprou nada em site gringo, aqui no blog eu fiz um guia do amor (que apesar de focar em lojas como Ali e Ebay, super ajuda em lojas como essa) e você pode ir comprar sem medo. ♥

Agora, sem mais delongas, vamos à wishlist maravilhosaur de bolsas maravilhosaurs que eu realmente consigo imaginar looks incríveix. Vem que o precim é justo até com o dólar do jeito que tá. 


1. Bolsa de Livro - quem não pode com Kate Spade, caça alternativas, né nom?  // 2. Cubo Mágico - socorro eu quero muito! // 3. Bolsa Carteiro - eu tinha uma parecida e acho tão curinga que quero de novo sim // 4. Punk de Boutique - achei muito maravilhosa, sério! E mega a minha cara haha // 5. Basiquinha Amor - esse é o tipo de bolsa que todo mundo tem, menos eu (e por isso quero) // 6. Marc Jacobs Inspired - estraguei a minha pulando enlouquecida na balada (é verdade HIAHEIHEIAHEIAUHE ela arrebentou a alça, cortou de um jeito que é irreparável, mas a festa foi maravilhosa, saudades Darwin) e amava MUITO essa bolsa. Então... ♥ 

E aí? Vocês curtiram? Se sim, tomem cuidado: ainda tem muita coisa diferentona por lá. A galera que faz uma linha mais alternativa não vai se segurar, vai por mim. 


#PUBLIDOAMOR
A postagem foi patrocinada, mas foi feita
com o mesmo amor e cuidado de sempre! 

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Wishlist: bolsas estilosas

. 08/12/2015 .
Carrie chegando em Nova Iorque

Talvez este seja o post mais pessoal e diário do blog até então. E justamente por isso, talvez fique longo. Espero que não se importe. 

Quando eu tinha 17 anos, li O Encontro Marcado por indicação de uma grande amiga. Na época, estava vivendo aquela turbulência da vida de adulta chegando. Mal sabia que minha vida de adulta começaria, de fato, aos 23. Eu sempre fui uma pessoa muito intensa em minhas emoções e até atribuo essa característica a minha lua em peixes (a louca da astrologia strikes again) e, por isso, aos 18 estava a beira de um colapso. Novas responsabilidades, nova rotina, novos planos. Aos 18, a meta da minha vida era trabalhar para pagar a faculdade que eu queria e viver da forma mais independente que fosse possível. Consegui. Dois dias depois de fazer 18 anos arrumei meu primeiro emprego de carteira assinada e três meses depois disso fiz minha matrícula na faculdade. Mas ainda estava surtando com toda aquela mudança. E então minha amiga me ofereceu O Encontro Marcado

Como vocês já perceberam, quando algo me impacta, eu fico obcecada. Aos 18 anos, fiquei assim com Eduardo Marciano. Me via nele e na parte "A procura" todinha. Anotava frases em meu caderno, me sentia compreendida. Era alguém dizendo coisas que até então estavam no fundo do meu peito e nem eu conseguia expressar. Foi um livro importante e que me ajudou a passar pela primeira crise de identidade que tive. E na segunda, ele também está presente. 

Vou passar pela maior mudança da minha vida até então. E a mudança não é apenas física (mesmo que estejamos falando de 600km, a principal mudança não é a de espaço), embora ela seja importante. Estou vivendo o maior "fenômeno" da minha vida até então. A insatisfação com minha cidade, o dilema em ficar longe das pessoas que amo, a dúvida sobre qual caminho seguir, como comentei neste post aqui.  

A frase do livro nunca saiu da minha cabeça e sempre que me via dividida entre alguma coisa, me lembrava dela. E meu Deus, como é difícil escolher algo - principalmente para uma geminiana. É impossível deixar o "e se...?" de lado e conviver apenas com a escolha. É difícil lidar com coisas que poderiam ter sido, mas não foram. E o primeiro grande dilema dessa minha nova fase é esse: para qual caminho seguir? Estou fazendo a coisa certa?

Assim como no livro, minha mudança pode ser dividida em duas partes. 

1- A insatisfação

Tudo começou com um pontinho no meu peito que começou a fazer com que eu me questionasse sobre algumas coisas. Começou no começo do ano, mesmo. Eu sempre soube que as oportunidades na minha cidade, para minha área, eram limitadas, mas apesar da vontade sempre existir, achava que não aconteceria. Eu tinha família, um sobrinho chegando, um namoro longo. Mudar não era opção, portanto, decidi fazer algo diferente por aqui. "Criar a oportunidade" que eu buscava. Me juntei com a Marina, planejamos por meses o IT e nos dedicamos ao projeto o máximo possível entre cursos e empregos integrais. Maio chegou, o lançamento do IT foi lindo e as coisas pareciam encaminhadas. Mas, no segundo semestre, tudo começou a tomar um novo rumo. 

Eu terminei meu namoro longo, a rotina em casa mudou drasticamente, vi outros novos caminhos se apresentarem. Aquele pontinho virou uma mancha grande. Não conseguia me animar com o que me era proposto (e não falo profissionalmente) e comecei a me incomodar com muitas coisas. Várias vezes rascunhei posts cheios de insatisfação aqui no blog, mas não publiquei por medo de alguém daqui se sentir ofendido. Além de me sentir limitada, a maior parte das pessoas daqui me desanimavam. Além dos meus amigos, eu não conseguia manter uma conversa com ninguém e isso me fazia mal, me causava uma sensação ruim de que "eu não pertencia a este lugar". Por favor, não entendam isso como arrogância, prepotência ou algo do tipo. Por favor! Não é isso! Aqui tem pessoas maravilhosas além dos meus amigos (embora eu seja suspeita e diga que eles são as melhores pessoas do mundo), mas por ser uma cidade provinciana, alguns discursos me tiravam do sério. O negócio é incompatibilidade, mesmo. E isso tudo alimentava a mancha que, nessa fase, já tomava metade do meu peito. Eu não sabia o que queria, mas definitivamente, não queria o que estava vivendo. 


Já postei tanto essa cena/frase que daqui a pouco me interditam

E então uma luz apareceu. Uma quase-oportunidade que me fez pensar em, talvez, me mudar. "Quem sabe?", pensei comigo mesma, mas ainda duvidando disso. Eu teria que morar sozinha em uma cidade imensa. Eu, que não sei fazer um arroz e nunca lavei uma roupa na vida. Parecia distante, mas falei "Ok, vamos tentar só por tentar". Fiquei cinco dias na casa de um grande amigo e, ali, pude conhecer São Paulo de verdade. Não como turista, mas como futura paulistana. Peguei metrô cheio, corri para chegar em um lugar na hora certa. Gastei a vida inteira em um único almoço. Peguei metrô sozinha. Quando voltei pra casa, a mancha no peito se tornou luz e vontade. "Eu quero isso pra mim", decidi. E então as coisas começaram a acontecer. 

2- O Impulso

O meu amigo, o que me abrigou em sua casa, me disse que quando ele decidiu ir para São Paulo (ah, ele também era de Araçatexas) as coisas começaram a acontecer para que sua ida desse certo. Foi assim comigo também. Quando voltei determinada a me mudar, tudo rolou. E estou falando sério! Mais de uma oportunidade se apresentou. Eu brinquei com a minha mãe "Se não for de um jeito, vai de outro". Coloquei como meta e a avisei. "Vou em 2016, fica vendo! Começo o ano lá!". Ela não botou fé. Até o início dessa semana.

Enchi o peito, tomei coragem, dei dois passos para trás para tomar impulso e... Tudo deu certo! Cá estou de mudança! Nas próximas semanas corro para lá, visito alguns lugares, escolho o que for mais perto e melhor. Já estou separando algumas coisas, comprando outras e já avisei a todos os amigos queridos. Assim como a segunda parte do livro, estou indo para o meu encontro. O encontro comigo mesma, afinal, será assim por um tempo. Eu comigo mesma. Assim como Eduardo, vou vivenciar meu próprio enfrentamento. E acho que uma das coisas mais difíceis do mundo é se enfrentar. É tentar se encontrar.

O mais incrível dessa nova fase é, definitivamente, não saber o que vem depois. E eu nunca estive tão animada na vida. É um misto de adrenalina, felicidade, medo, ansiedade e frio na barriga. E eu sempre procurei por essa sensação de trezentos elefantes dançando tango no meu estômago.

{ Estou muito ansiosa e se você já passou por isso e quiser trocar uma ideia pra me dar um pouco de tranquilidade, por favor, me chama que eu vou! hahaha } 


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Sobre mudanças

. 07/12/2015 .
Como puderam perceber pelo meu último post, tô meio emotiva. Acho que é marte transitando em aspecto tenso com marte natal. Isso significa que ficarei excessivamente sensível, então, explica o fato de eu ter me emocionando tanto lendo alguns textos recentemente. E é nessa vibe a maioria dos links da semana: muito amor, sensibilidade, coração quentinho. Mas também, como não somos de ferro, tem moda e nerdice também.

Meu amor platônico

Vinte e cinco de novembro - Chata de Galocha. A Lu Ferreira relatou o seu parto humanizado e eu, que não tenho vontade de ser mãe e me interesso 0% pelo assunto, li. E me emocionei. Terminei o texto chorando e sorrindo e estou aqui, indicando a leitura. 

Uma carta para Carolina - Carol Burgo. Vi essa indicação no blog da Adri, li e, mais uma vez, fiquei com os olhos marejados. Sensibilidade e sinceridade. Carol deu um tapa na cara da Carol de vinte e poucos e, sem querer, deu na minha também. Eu, com 20 e poucos, tenho muitos planos para os 30, mas confesso que com o decorrer da vida, eles foram mudando. Na verdade, com 18 anos eu fiz um texto no meu blog antigo, com uma utopia absurda sobre os 25. Imagine o que eu pensava dos 30? Esse texto maravilhoso enfincou meus pés na terra - e olha que eles já estavam no chão há um bom tempo. Apesar dessa minha introdução, não é um texto negativo: muito pelo contrário. É maravilhoso.

Coleção da Moschino homenageia os 30 anos do Super Mario - Fake Doll. Gostaria de dizer apenas duas coisas: quero & muito. 

Por que deixei a redação jornalística para trabalhar numa startup de tecnologia - Daniela Bertocchi. Texto muito interessante não só para jornalistas, mas para todo mundo que trabalha com comunicação. Estamos vivendo um momento muto interessante e com diversas oportunidades. É tempo de mudanças - mesmo.

"Por que eu parei de fazer piada machista", Ronald Rios - VICE. Ronald Rios e sua namorada (feminista ferrenha, como ele mesmo descreve), escreveram para a VICE e ele contou o porquê de ter mudado seu comportamento e eliminado de seus shows piadas machistas. Vocês estão vendo quando eu digo sobre mudanças? :)

TAB - Moradores de Rua - UOL. Essa era uma pauta que sempre tive muita vontade de fazer. Ouvir o que essas pessoas têm para dizer, fazer um retrato à lá Sebastião Salgado dessa (duríssima) realidade. Nunca tirei essa vontade do papel, mas o UOL Tab sim - e ficou incrível, como sempre. Vale dedicar um tempinho do seu dia lendo a matéria e conhecendo essas histórias. Um spoiler: você pode dar uma choradinha.


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Links maravilhosos da semana #16

. 04/12/2015 .
Foto: Shutterstock

Quando eu tinha 18 anos, li um livro em plena crise existencial desse idade tão pesada. Pesada porque temos a ilusão de que somos adultos, mas na realidade, somos apenas crianças com novas responsabilidades. Foi "O Encontro Marcado", do Fernando Sabino. O livro é dividido em duas partes e, a primeira, "A Procura", me acompanha desde então. Sempre que tenho um impasse, uma grande dúvida, um buraco no peito, me lembro dessa parte do livro. Também me lembro de Holden Caulfield, protagonista do livro que carrega o título de meu favorito.

Sempre que um filme ou um livro me impacta, eu fico obcecada por ele por um período de tempo. Geralmente esse impacto acontece porque a obra consegue, de alguma forma, extrair algo que eu estava sentindo, ou representar pensamentos que estavam sob uma densa neblina. Quem convive comigo, também convive com minhas efêmeras obsessões. Quando começo a falar insistentemente sobre um filme e emendo a frase "Você precisa ver"; ou quando termino determinado livro e sempre enfatizo o "Você tem que ler, sério", é uma espécie de convite para que a pessoa entre um pouquinho nesses meus pensamentos e nade nesse marzão todo. Lua em peixes, sabe como é.

Tudo se mistura. Todas as referências que carrego de obras que me marcaram viram uma coisa só. Plath, Salinger, Sabino. Cristina, Annie, Theodore. Michele. Todas as suas frases fazem sentido pra mim e conseguem expressar o que está entalado. Me fazem respirar.

Sou Marciano, Esther, Caulfield.

Por esses dias, me lembrei de uma frase d'O Encontro Marcado e ela não sai da minha cabeça desde então; é parecida com o conto da figueira, citado por Sylvia Plath na Redoma de Vidro, mas é mais leve e, no momento, representa essa tempestade toda aqui dentro:

"O diabo desta vida é que entre cem caminhos, temos que escolher apenas um, e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove".

Hoje, sou Eduardo Marciano. Talvez entrando na segunda parte do livro que protagoniza. Talvez indo ao seu Encontro.

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Marciano, Esther, Caulfield, eu

. 02/12/2015 .
Yaay! Uma tag gostosinha pra gente nostalgiar aqui no blog! Quem me indicou foi a linda da Thayná, que conheci no grupo do blog. Ela sempre anima minhas tardes, porque sempre que acha um vídeo de algum mozão, ou algum gif maravilhoso, ela corre compartilhar com a gente. Sempre que vejo notificação dela meu coração enche de amor porque sei que vai ter coisa linda pra ver haha. Quando ela me mandou mensagem no Facebook dizendo que havia me indicado para a tag, prontamente aceitei. Uma porque ela disse que gostaria muito que eu respondesse. Outra porque adoro tags, me lembram cadernos de correspondências e toda aquela introdução que sempre faço quando vou responder uma listinha. Então, aqui estou eu, respondendo perguntinhas sobre páginas anteriores desse livro cheio de textão que a gente chama de vida. Chega mais!

1- Um filme que fez diferença na sua vida

Foto/Reprodução

Vish, sempre que vejo um filme e gosto dele, é porque ele atua de alguma forma na minha vida - e esse é um dos motivos pelos quais eu fico obcecada por eles durante um período de tempo. Porém, acho que o filme que mudou minha vida de verdade foi Harry Potter, já que foi pelo primeiro filme que conheci os livros, me interessei por literatura, superei problemas e, bem, o final vocês já conhecem.

2- Uma série que marcou sua história


Poderia responder Friends? Com toda a certeza! Mas acho que foi How I Met Your Mother, isso porque foi uma série que vi "sozinha" e tem lições que não tem como você não carregar para a vida. Sou muito o Ted e muitas coisas que ele faz/acredita/fala já foram reproduzidas por mim (não sei se isso é bom), então, é uma série que marcou minha história, sim.

Menções honrosas: The OC (a primeira série que amei na vida), Friends e Gossip Girl (a primeira que eu baixava e via religiosamente).

3- Uma foto que represente muito você

Essa foto sou tão eu que, quando postei, todo mundo comentou que "agora tá explicado". Pois é, algumas coisas não mudam mesmo, viu mores

4- Um acontecimento inesquecível

Melhor orientadora/coordenadora do mundo. Mesmo sendo ariana

Minha colação de grau. Acho que é um momento muito gratificante para qualquer pessoa, em especial porque o ano de TCC é um ano muito difícil. Além disso, fui a primeira da minha família a me formar, então, foi muito legal ver a felicidade dos meus pais e não precisar conter a minha.

5- Banda que era apaixonada há anos atrás


McFLY, né gente? Podem pesquisar aqui no blog sobre a banda e vão ver vários posts cheios de amor e nostalgia. Desde os 14 anos que amo esses meninos e me sinto íntima e parte da vida deles hahaha.

6-  A comida que te lembra infância e que faz seu estômago implorar por um pouquinho

Bolinho de chuva do meu avô. ♥

7- Uma música especial



Too Close For Comfort, porque acho que sempre será a favorita da vida.

All this time you've been telling me lies
Hidden in bags that are under your eyes
And I when I asked you I knew I was right
But if you turn your back on me now
When I need you most
But you chose to let me down, down, down
(parte do Dougie, socorro, como lidar?)

Mas outra que abala minhas estruturas é Slow Dancing In a Burning Room



I was the one you always dreamed of
You were the one I tried to draw
How dare you say it's nothing to me
Baby, you're the only light I ever saw

8- Algo que fez no passado e se arrepende

Ai, alerta clichê, mas não me arrependo de nada porque até os erros mais crassos foram importantes. Aquela história de que "toda ação gera uma reação" é verdade e estou feliz com o que sou hoje - e isso só foi possível pelos erros e acertos do passado. Então, vambora fazendo, errando e acertando no trenzinho do amor. 

9- Algo que você fez no passado e se orgulha

Nossa, essa é mais difícil que a anterior. Até tenho a resposta, mas é bem pessoal - um ponto que ainda não expus aqui no blog (o que é bem difícil, né? haha), então, essa vou deixar meio secreta e guardadinha. 

10- Uma mensagem para você de 10 anos atrás

Já fiz um textão sobre isso (e um dos que mais amo na vida, porque me deu uma sensação muito boa). Hoje, seria: fica calma, menina. ♥

11- Indique três amigos

Vou indicar a Patty, do AML, a Marina, que voltou com o blog, e a Bessie, que acho que gosta de tags também.


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TAG: Gratidão Ao Passado