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. 23/02/2016 .
7h30. "Agendar os Freelas", diz o despertador. Ativo o botão soneca, rolo para o lado. 

7h35. "Anda logo", diz a etiqueta do alarme. Respiro fundo. Levanto da cama. 

Me arrumo. Com toda a paciência do mundo, escolho a roupa com que irei trabalhar. Não gostei, troco. Troco a blusa. O tênis não ficou bom, vou colocar outro. Hum, não tá bom. Chega, vai assim mesmo. Como meu sagrado sucrilhos. Agendo os freelas entre uma colherada e outra. 

8h20. Subo para o metrô torcendo mentalmente para que ele esteja menos cheio. Chácara Klabin, entra mais três. Ana Rosa, sai 30. Consigo um lugarzinho para sentar. Paraíso. Brigadeiro. Trianon MASP. Epa, é aqui. Pela saída da Pamplona? Da FIESP? Ah, qualquer uma, vou pela escada rolante. Saída errada. 

Espero 15 horas para atravessar a Paulista. Passo o crachá. Subo 22 andares. Passo a digital, entro na sala e trabalho. O ponto alto do meu dia é meu trabalho. Dou risada, sou produtiva, faço um texto aqui, outro acolá. Eita! Hora de ir embora.


Desço 22 andares. Atravesso a rua rapidinho, entro no metrô. Está cheio, mas com sorte consigo sentar. Brigadeiro. Paraíso, sai 30. Ana Rosa, sai mais 15. Chácara Klabin. Santos Imigrantes. Desço torcendo para que ainda esteja claro. 

Passo no mercado. Compro algo para fazer no jantar e um chocolate. "Vou chegar, fazer comida, tomar banho e dormir cedo". 

20h. A comida não está nem perto de estar pronta. 20h40 eu tomo banho. 21h30 eu janto. Ih! Tem roupa para lavar. 22h coloco roupa para bater. 23h estendo e coloco para secar. Nossa, o quarto está uma zona. 00h arrumo o guarda-roupas. 00h30 lavo a louça.

"Preciso agendar os freelas!". Deito na cama, a preguiça fala mais alto.

Coloco How I Met Your Mother. Abaixo um pouco a tela do computador. Fecho os olhos e penso no dia de amanhã. Coração aperta de saudade; coração abre com as possibilidades. 

Sinto falta de casa, mas agradeço por estar vivendo a rotina que eu sempre quis. 
Louca, corrida, independente. 

Adormeço. 

7h30. 

Rotina

. 13/02/2016 .
Faz tempo que estou para escrever esse post, porque nos últimos tempos eu consumi bastantes filmes e finalizei algumas séries. Até revivi meu antigo tumblr para poder expor, um pouquinho, as minhas obsessões por filmes que me encantaram. Confesso que ainda tenho muitos filmes em minha lista - e tenho séries a serem iniciadas - mas até que aproveitei bem os momentos "de ócio" com as coisinhas que vou listar. Vou colocar pela ordem em que foram assistidos, ok? Ok! 

Match Point (Woody Allen, 2005)



Esse filme estava na minha lista sabe Deus desde quando. A primeira vez em que ouvi falar dele foi por um amigo virtual dos meus 17 anos (conversávamos horrores sobre vestibulares de Jornalismo, livros clássicos e filmes). Ele me indicou Match Point, mas veja só, fui assistir seis anos depois. Ainda bem! É o tipo de filme que não teria sido bem aproveitado caso eu tivesse assistido naquela época. Assim como todos os filmes do Woody Allen, o roteiro é impecável e tem frases que serão levadas para a vida. Tenho um impasse muito grande por gostar tanto das obras do Allen porque acho ele um ser humano de bosta, mas sou completamente obcecada por sua obra. Rola uma identificação absurda e que até me assusta. Enfim. Match Point fala sobre como a sorte é tão importante quanto qualquer outra skill (amo que meus textos aqui no blog nunca se mantém formais hahaha). É um filme que nos faz pensar sobre escolhas, índoles, destino, enfim. O elenco é fenomenal e somos presenteados com uma Londres, sempre encantadora, da ótica do diretor, ou seja, takes incríveis da cidade da rainha. 

Before Sunrise, Before Sunset e Before Midnight (Richard Linklater, 1995, 2004, 2013)

Before Sunset, 2004

Ah, a trilogia do Amanhecer... Fiquei perdidamente apaixonada e sem dúvida alguma, estes filmes passaram a integrar a minha lista de favoritos. Essa trilogia retrata o amor como ele realmente é: o fogo do início, a coerência e solidez de quando ele é entendido como tal e como ele é com desgastar dos anos. Foi o primeiro trabalho que conheci do Linklater, mesmo ele sendo super famoso por Boyhood. O texto é tão impecável que eu tenho vontade de transcrever o filme todo, sem contar nas imagens. Somos presenteados com imagens incríveis de Viena, de Paris e da Grécia. Passei a ser uma grande admiradora do diretor e uma completa apaixonada por Jesse e Celine. 

Master of None (Netflix - 2015)


Uma grata surpresa da Netflix. Muitas pessoas comentaram sobre a série e esse post da Bessie me fez começar a ver. Assim, eu acho que esperei muito e, nos primeiros episódios, fiquei um pouco com a sensação de "hum, é isso que a galera tá venerando?", mas a partir do "Parents", passei a ter o devido respeito, até porque o roteiro é maravilhoso e o Aziz faz um humor muito gostoso  e inteligente. A Netflix está surpreendendo muito com a qualidade de produção de suas séries e tá realmente complicado não querer ver todas as produções assinadas pelo serviço de streaming. Como faz pra ter tanto tempo? 

Waking Life (Richard Linklater, 2001) 


Assisti esse filme em uma madrugada e, nos primeiros minutos, não estava dando a devida atenção. Acho que porque os textos são muito profundos e, no momento, eu estava com um pouco de sono e distraída. Entretanto, quando Jessie e Celine (sim, da trilogia) apareceram na cena, toda a minha atenção foi voltada para o filme e, nossa, que filme. Na verdade, não é nenhuma superprodução e você pode até se sentir cansado ao acompanhar, mas o texto é tão profundo e provoca tantos questionamentos (ou expõe tantos pensamentos que já passaram por sua cabeça, mas de uma forma mais organizada) que não tem como não se interessar, identificar e ficar encanado naquilo. Fiquei pensando nesse filme e em suas passagens por dias e, até hoje me pego pensando em algumas frases. É, definitivamente, um filme para pensar sobre a nossa existência.

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E você? O que tem visto por esses dias?

Comecei a minha "Maratona do Oscar", então provavelmente tenha mais textos assim nas próximas semanas! :)

Beijo beijo!

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O que assisti nos últimos tempos

. 11/02/2016 .
Eu não sei se algum dia já bradei a frase "Eu odeio Carnaval", mas a verdade é que nunca fui a maior fã da folia não. Não por ter algo contra, mas porque nunca tinha algo realmente legal aqui na minha cidade. Eram festas meio estranhas e que me faziam optar por ficar em casa, assumindo meu posto de passista do Bloco Unidos da Netflix mesmo. Porém, sempre tive muita vontade de, um dia, curtir um Carnaval massa. Já posso dizer que 2016 é um ano de realizações. 

Meu primeiro bloquinho foi com a Nath, minha amiga do trabalho. Iríamos ao bloquinho da Confraria do Pasmado, percebemos que não daria tempo, optamos pelo Gambiarra e, quando chegamos, acabamos indo à Confraria mesmo (sem saber hahaha). Foi minha primeira experiência nesse vuco-vuco e eu fiquei apaixonada. Muitos boys bons, muitas marchinhas contagiantes, aquele calorão de Araçatuba que era facilmente enfrentado com uma cervejinha gelada. Achei 10, me encontrei no rolê. Meu ascendente sagitariano festeiro adorou aquele vuco-vuco. Estava decretado: iria em bloquinhos na próxima semana.


A Nath, minha até então companheira de Carnaval, foi torrar no bom Sol e eu fui curtir o carná com minha melhor amiga Katy Perry e seu namorado Beyoncé (Fê). Foram três dias intensos de folia e muito, muito glitter. Mas eu vou separar por bloquinhos, por dias e por fantasia. Vamo comigo? Vamo.


MinhoQueens (sábado) 

Acordamos cedo e fomos para a 25 de março nos munir de adereços carnavalescos. Foi lá que comprei as frutas que compuseram meu último e mais singelo look. Compramos muitas flash tattoos (3 por 10), muitas pérolas adesivas (3 por 10), coroas de flores e muito, muito glitter. Nos arrumamos no QG Carnavalesco (a.k.a. Casa da Katy) e o Conrado (não sei qual é o codinome do Con) foi o responsável pro nossa maquiagem purpurinada. Resultado:

Uma Lana Del Rey que encontrou com a Globeleza. 100% apaixonada.

Fomos ao bloco MinhoQueens e só por esse nome eu já estava apaixonada. Eu não sei se você, leitorx, já foi em uma balada gay, mas se nunca foi, faça esse favor a você mesmx. É a parada mais divertida do mundo, sério! Então, eu já sabia que o que me aguardava seria um rolê incrível. O que dizer de um bloco de Carnaval que toca Anitta, Spice Girls, Rouge e Christina Aguilera, né? Foi apenas maravilhoso. Fiz muitos snaps, aliás, tô a louca dos snaps (segue noix no mihbroccoli).

Agrada Gregos (domingo)

Cheguei no QG Carnavalesco às 14h, no máximo. E desde então começamos a nos arrumar. Sério, nós fomos ficar prontos às 19h - e o bloquinho acabava às 21h hahahahaha nós ficamos tão apaixonados por nós mesmos que quisemos tirar mil fotos, gravar mil snaps, enfim. Quisemos ser veados para sempre.

Fofura demais, gente. 

Chegamos no bloquinho - tivemos que andar muuuuuuuuuito, acho válido ressaltar - e todo mundo nos elogiava. Sério! Estávamos tão fofos que as pessoas não resistiam haha, mas enfim. Chegamos e estava tocando "Tô namorando todo muuuuuuuundo" e né, Wesley Safadão é presságio de coisa boa e, spoiler: foi maravilhoso. A gente dançou tanto que eu nem sei o que falar, fiquei podre no dia seguinte. Interagimos com pessoas que nunca mais vamos ver na vida, tiramos fotos com desconhecidos e dançamos muito Anitta, Katy Perry, Britney... Teoricamente a Agrada Gregos não é um bloco gay, mas a purpurina dominou e, graças a Deus. Festas gays são apenas maravilhosas. Pena que chegamos tarde haha.

Tô de Bowie (terça-feira)

Acho que era o bloco mais famoso - e deu gente pra caramba. A Carol falou um pouco do mesmo bloco e compartilho da mesma opinião com um acréscimo: achei uma bosta. Não ouvi o som, me senti sufocada, enfim. Acabou que a galera parou numa praça, uma pastelaria ligou uma caixa de som e o Carnaval aconteceu ali mesmo ao som de Sorry. O que mais eu queria da vida, né não? Nesse dia fui de Carmem Miranda hipster, mas fui completamente ofuscada pela Paquita e pala Fada Bela.


Dessa vez contamos com a Ana Egípcia e sempre maravilhosa - minha veterana, me comprou no primeiro dia da faculdade em Araçatuba, foi a primeira pessoa a me receber em São Paulo e somos super migas até hoje, ai esse universo, viu! - e seu boy francês que estava de Alex do Laranja Mecânica (e tava um bafo também, ela arrasou no boy). Ficamos um pouquinho na praça e subimos pra ir embora. Tinha flopado.

Mas o destino é um safadinho e no meio do caminho trombamos com o bloco do Jegue Elétrico. E foi o que? Isso mesmo, maravilhoso. Tudo bem que ficamos pouco, afinal, já tínhamos caminhado pra caramba no Flop Bowie, mas pudemos presenciar a Fada Bela (aka Fê) lutando no meio da multidão com uma bruxa (aka um cara hétero fantasiado de bruxa). Foi incrível hahahaha.

No fim, acabamos em um fast food vegetariano que, pasmem, eu amei.

Além disso, meu Carnaval teve:

- Karaokê com Wesley Safadão (Camarote, para ser mais específica)
- The worst date ever hahahahah (um dia farei um post só sobre isso)
- Purpurinas que ficarão em meu corpo por mais três gerações
- Perda de vergonha de gravar snaps toscos
- Desbloqueio da habilidade de pechinchar (conseguimos comprar 3 latinhas por R$ 10,00) 

Só sei que eu quero muito de novo. Carnaval de 2017, é nóis.


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Aquele em que eu me apaixonei pelo carnaval