. 31/03/2016 .
Fazia tempo que não rolava links da semana, né? Fiquei com vontade de fazer porque, só hoje, li pelo menos cinco coisas maravilhosas, então, estoy aqui querendo te para compartilhar essas lindezas com vocês.

Sobre minha lua em peixes

A importância dos filmes de mulherzinha - Apesar de não ser a maior fã de comédias românticas do mundo, achei a discussão muitíssimo válida. Vale a leitura!

Uma denúncia denúncia de assédio sofrida por um cara deixou muito claro como o machismo funciona - É maravilhoso demais ver como as mulheres estão se comportando!

Moses Sumney e sua "Everlasting Sigh" é a coisa mais linda que você vai ouvir hoje - Super dica de música maravilhosa. Fica a dica!

Apaixonada pelo sentimento - A Stephanie escreveu algo que estava entalado há um bom tempo não minha garganta e simplesmente não saia. Quando li esse texto eu não só me identifiquei com cada linha, como pude respirar aliviada.

5 veículos alternativos que você precisa começar a ler - Fiz esse post pro IT e acho que tem tudo a ver com vocês que leem o MOBIC. São cinco sites que você precisa ler se gosta de conteúdo de qualidade.

Perfis de animais bonitinhos para você seguir no Instagram - A Adri fez minha felicidade com esse post que é o mais fofo dos últimos tempos. Ainda não sei lidar com o guaxinim que chama Pumpkin ♥ ♥ ♥

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Links maravilhosos da semana #17

. 29/03/2016 .
Sempre que fico obcecada por alguma série, obrigo meus amigos a assistirem também. Já falei sobre isso por aqui porque, de alguma forma, é como se eles passassem a me conhecer mais, afinal, se me identifiquei tanto com algo, alguma coisa tem. Bem, com Sex And The City não foi diferente. Como já falei também em outra ocasião, comecei a ver a série logo quando terminei meu namoro e eu conseguia me ver em cada situação vivenciada pela nossa protagonista apaixonada por sapatos. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde isso viraria post, então, cá estamos com uma lista quase queima-filme: cinco vezes em que a (minha) vida imitou Sex And The City.


1- La Douler Exquise
Esse já virou post aqui, mas acho válido ressaltar, até porque essa foi a primeira vez em que falei OMG, SOU A CARRIE! Para quem não assistiu, vou resumir: após inúmeras tentativas de ter, com o Big, o relacionamento que ela realmente queria - ela sempre quis que ele "a assumisse", fosse romântico, dissesse que a amava, conhecesse suas amigas, enfim - ela finalmente desiste. Nesse episódio nós percebemos que terminar amando é muito pior do que terminar após uma traição, desgaste, ou qualquer coisa, porque você tem que ser mais forte que você mesmo. Inclusive, ela descreve esse relacionamento com esse texto maravilhoso que eu reproduzi mil vezes:

“I was in an S & M relationship with Mr. Big.In love relationships, there is a fine line between pleasure and pain. In fact, it’s a common belief that a relationship without pain is a relationship not worth having. To some, pain implies growth. But how do we know when the growing pains stop and the “pain-pains” take over? Are we masochists or optimists, if we continue to walk that fine line? When it comes to relationships how do you know when enough is enough?” 

2- O e-mail pós-mancada colossal



No primeiro filme, Big é um safado e abandona Carrie no altar. O que ele faz? Manda meia dúzia de e-mails e ela faz o que? Isso mesmo, perdoa o salafrário. Comigo aconteceu uma situação mais ou menos parecida há um tempo. Coincidência? Acho que não. 

3- Quando ela termina com o cara dos sonhos (aka) Aidan


Não sei lidar com esse episódio. Que vontade de dar na cara dela

Todo mundo massacrou a coitada quando ela terminou com o Aidan (eu falo terminar, não quando ela de fato foi péssima e traiu ele com o igualmente péssimo do Big), mas eu entendi. Eu já tive um "relacionamento dos sonhos" e não conseguia entrar na mesma vibe e acabei terminando. Muita gente me indagou da mesma forma que falaram com a Carrie, mas né, vida que segue. Foi trouxa? Foi. Se arrependeu no futuro? Talvez, mas... Vambora fazendo.

4- Berger
Acho que esse é o cara mais odiado da série, porque ele tem a proeza de terminar com ela por post-it (não que os WhatsApp da vida sejam muito diferentes, convenhamos) por pura insegurança profissional. Tá, ela PRECISAVA encher o saco dele com o negócio da xuxinha? Não, não precisava, mas eu sou meio sem noção como ela e provavelmente faria um comentário parecido.


Anyway, no começo do ano eu conheci um Berger: lindo, fazia a mesma coisa que eu e, aparentemente, éramos almas gêmeas. Mas aí, não concordei com um texto e o amor acabou. Ai, gente, sou tão de boa com críticas, vamos superar, né? hahahaha

5- O discurso do casamento abandonado
No episódio "The Chicken Dance", a Carrie é convidada a fazer um discurso para um casal que mal conheceu, mas como a noiva é fãzoca do trabalho da escritora, ela topou e fez um texto lindíssimo. É claro que ela chama o Big para a cerimônia e para ouvir seu texto. Bom, como o nosso homem do ano é o pior do mundo - ai gente, eu odeio o Big, me desculpem - quando ela começa a discursar, ele simplesmente ATENDE O TELEFONE E SAI. NÃO OUVE UMA SÓ PALAVRA DO DISCURSO LINDO. Passei por algo quase igual no meu discurso da colação de grau. A reação foi praticamente a mesma.

Bônus - Charlotte and the Bad Kisser
Olha, eu sei que o objetivo do post era ser Carrie, mas eu realmente vivenciei algo idêntico ao drama da Charlotte com o Brad lá. Claro que não foi tão horrível quanto o da Charlotte, mas foi tão sofrível quanto. O mais engraçado é que quando a situação rolou, eu tive muito que segurar o riso porque eu não conseguia desassociar essas imagens da minha mente. Momentos. 

Apesar de eu reclamar no Twitter o quanto eu sentia vontade de dar na cara da Carrie, uma coisa eu não posso falar: ela nunca foi influenciável. Sempre fez o que ela queria e da forma que queria, por mais que Miranda tentasse colocar juízo em sua cabeça. No final ela ficou com o cara que realmente amava, por mais que esse cara fosse o Big. Não aprovo, mas... Fez o que quis, né?

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Ps: Quando cheguei em São Paulo, meus amigos me disseram que eu era a Carrie e essa era minha Nova Iorque. Como não associar? Trabalho com palavras, juro que sou fashionista - só me falta os dinheiros, porque bom gosto eu tenho - e vivo escrevendo sobre meus dates hahaha.


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5 vezes em que a (minha) vida imitou Sex And The City

. 28/03/2016 .
- Eu não acredito mais em relacionamentos, na verdade. 

- Você? Sério? 

- Sim. 

- Mas não faz sentido, vindo de você. Você acredita no amor.

- Eu sei, no amor eu acredito. Eu só não consigo mais acreditar em relacionamentos. Já não penso em casamento, embora torça por cada novo noivado que surge no meu feed do Facebook. Aguardo por términos de namoro de terceiros, mesmo que eu torça por casais que nem fazem parte do meu círculo de amizades. Não me entenda mal, eu dizer que parei de acreditar não significa que eu queira que não exista mais casais, muito pelo contrário. Eu realmente torço para que os casais me mostrem que ainda há esperança. 

- Mas se você ama alguém, você acredita que pode ter um relacionamento com ela. 

- Não necessariamente. Você consegue amar uma pessoa mais que qualquer outra coisa na sua vida mas, por uma razão que nem você sabe direito, vocês não conseguem ficar juntos. Cobrança, ciúmes, excesso de opções... Bauman explica. Essa modernidade líquida é uma merda. 

- Você realmente acha que não vai casar, juntar, ou como queira chamar? Não vai ter alguém "para o resto da vida"?


- Acho. Hoje eu acredito que relacionamentos têm prazo de validade. Três anos no máximo. 

- Você fala isso porque foi o máximo que um namoro seu durou. 

- Exatamente. Falo isso com embasamento empírico, hahaha. Mas falo também de uma forma pessoal. Quem sou eu para definir o tempo de um relacionamento alheio, né? 

- Eu não consigo acreditar que você parou de acreditar em relacionamentos.

- Eu sei. Eu também não. Mas, você sabe como eu adoro me comparar com personagens das séries que gosto, né? Tem um episódio em que o Ted fala justamente isso: "I've stopped believing" e ele até brinca que, antes, se ele visse uma menina lendo o mesmo livro que ele, na fila da cafeteria, ele logo pensaria "Talvez ela possa ser a mulher certa", mas, hoje, o máximo que ele consegue pensar é "Essa vadia vai pegar o último muffin integral". Eu estou mais ou menos assim. Todos os dias eu acredito um pouco menos. 

- Então você não está desacreditada de relacionamentos, está desacreditada das pessoas.

- Também. 

- Você acredita no amor? 

- Acredito. 

- Você acredita que pode amar alguém de novo? 

- Eu não sei. Na verdade, acreditava que sim, até um tempo atrás. Hoje eu não sei. Quer dizer, há amores e amores. A gente nunca ama alguém da mesma forma que amou outra pessoa. É sempre mais ou menos. 

- Você acredita em relacionamentos, só parou, por enquanto, de acreditar nas pessoas e que pode amar de novo. Mas pode. Essa vida é muito louca e tudo pode acontecer. Você só não pode parar de acreditar. 

- Esse meu ceticismo não significa infelicidade ou algo do tipo, por favor, relaxe, hahah. Aliás, acho que está me fazendo bem.

- Você está criando um bloqueio para autodefesa. Mas me preocupa saber que, você, logo você, não acredita mais no amor.

- Eu acredito no amor, já falei. O problema são os relacionamentos.

- Vamos conversar de novo sobre esse assunto daqui um tempo e, aí, você me fala se continua com essa descrença. Combinado?

- Combinado.

I've stopped believing

. 20/03/2016 .
Oi gente! Nossa, eu estou com pelo menos 15 posts salvos nos rascunhos e não consigo dar andamento a nenhum deles - e esse bloqueio infernal está me tirando do sério. Coloquei como meta do dia finalizar pelo menos um deles e, então, peguei o do Lollapalooza, que era pra ter sido publicado na semana passada. Antes de começar a lista das cinco melhores coisas dessa edição, quero fazer uma apresentação das personagens desse texto, assim fica mais dinâmico.



Oda, melhor amigo, ilustrador, DJ, Katy Perry e uma das minhas pessoas favoritas do mundo.
Fefo, namorado do Oda, modelona, Beyoncé e é tão lindo que dá vontade de socar.
Victor, um dos meus grandes amigos da vida - e faz parte dela desde os meus 16 anos. Ele não está na foto, mas será citado, então tá tudo bem. 

Pronto, agora que fomos devidamente apresentados, vou dar início a lista, começando pelo maior destaque e motivo pelo qual eu fiz questão de ir nessa edição do festival:

1- O Show do Of Monsters And Men

Parem tudo e deem toda a atenção do mundo em Six Weeks ♥

Eu só fui no Lolla por causa desse show, porque sou realmente apaixonada pelos islandeses gracinhas. Assim que chegamos no festival, Oda, Fefo e eu fomos comprar ~mangos~ e ficamos uns bons minutos na fila. Sério, que planejamento de bosta: ninguém que estava com cartão conseguia comprar nada. Aí ok, né, ficamos esperando o "sistema voltar" e até deu tempo do Victor, que é de Sorocaba e que eu encontraria lá, achar a gente, ir embora e combinar outro local de encontro. Quase meia hora depois e ainda não tínhamos comprado nossos drinks, então, como já estava super perto do horário do show do Of Monsters e era no palco mais distante, apertamos o passo e fomos "no seco" mesmo. Chegando lá... Não consigo não cair no clichê de shows lindos: foi incrível, que vibe, gente, de verdade. Era o que eu queria e mais um pouco e, confesso, quase chorei - eeeeee lua em peixes! 

2- Halsey (que virou MC Halsinha no Twitter)


Se vocês também não conheciam, é com muito prazer que apresento vocês à Halsey. ELA É MARAVILHOSA DEMAISSSS!

Saímos de lá e logo começaria Tame Impala, que era outra banda que eu queria ver e tinha combinado de ver com o Victor. O sinal de telefone lá era um lixo e, então, não conseguimos nos comunicar, sendo assim, fui com o Oda e o Fê ver a Halsey, que não conhecia, mas foi incrível. Ela me lembrou a Ellie Goulding nos bons tempos. Ela é maravilhosa, tem presença de palco e estou ouvindo bastante desde o show. Inclusive, fica a dica pra vocês que querem atualizar a playlist. 

3- Die Antwoord


Depois da Halsinha, finalmente conseguimos comprar alguma coisa pra comer. A essa altura, meu celular já tinha acabado a bateria, então, realmente não vi mais o Victor no rolê. Comprei uma batata oleosa que me deu uma puta crise de enxaqueca na volta - mas ok, valeu a pena -, sentamos no chão e começou o show do Die Antwoord. Uma pausa: melhor. show.


A única música que tinha ouvido deles era a "I Fink U Freaky" e achava legal e bizarro, mas só. Ainda bem que estava por perto quando começou porque, meu, que show. Na segunda música o cara pulou na galera e até agora eu não sei se participei de um rito satanista ou se vi um show hahaha mas foi animal e tinha uma energia que, nossa, era impossível ver parado. Tirando Of Monster que foi o motivo para eu ir no Lolla esse ano, foi o melhor show. E eu vi 100% sóbria! hahaha

4- Marina and The Diamonds 


Depois, finalmente vimos Marina & The Diamonds - só hoje lembrei que ela odeia a Ellie e fiz a falsiane pulando no show da galesa hahaha. Obviamente preferi o show da Ellie, mas o da Marina foi muito bonitinho - e preciso confessar que sai do meu corpo com How To Be a Heartbreaker. Foi o show que o Fefo e o Oda mais queriam assistir, então eu acabei sendo contagiada pela animação deles.



5- Vai capa, bem?

Mais uma vez o rolê foi incrível porque tenho amigos incríveis.


Já falei o quanto sou sortuda por ter os melhores amigos do mundo? Quem me segue no snapchat (mihbroccoli) viu que a gente se divertiu do metrô até chegar no autódromo, então, eu não tenho outra palavra para descrever esses dois. Lito e Hernando, Dani ama vocês! ♥

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E você? Foi também? Acompanhou pela TV? Me conta ;)

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Aquele do segundo Lollapalooza

. 15/03/2016 .
Estou na fase do marasmo da solteirice. Assim que você termina um relacionamento, você quer recuperar o tempo "perdido", quer provar para todo mundo que está muito bem, obrigada; quer mostrar que agora você tá solteira e ninguém vai te segurar e todos os clichês funkísticos que ouvimos e concordamos internamente. Tá tudo bem, todo mundo passa por isso e longe de mim dizer que essa fase é ruim - muito pelo contrário, convenhamos. Mas depois de qualquer movimento ou tempestade, vem ela: a calmaria e o comodismo. 

Quando a emoção do novo status passa, você desacelera. E desacelerar é tão maravilhoso quanto aquele guitarrista que é a cara do Jared Leto. Hoje, o que eu mais gosto em ser solteira é o fato do meu humor não depender de ninguém a não ser eu mesma. Nenhum mau humor vai estragar o meu dia bom; eu não preciso convencer ninguém a fazer algum programa que eu queria e não existe negociação. Eu quero, eu vou, fim. É muito bom viver por você mesma e, depois que você se acostuma a isso, fica difícil querer deixar algo mudar esse marasmo todo. Mas os primeiros encontros surgem - e eu realmente não sei se eu perdi a paciência, o interesse ou se é medo de, sei lá, perder essa tranquilidade.

Primeiros encontros são ruins em 80% dos casos. Você está nervosa. Você não é 100% natural (porque está nervosa). Você não conhece a pessoa direito. Você não quer comer muito porque, né, ninguém come temaki no primeiro encontro quando o look consiste em uma camisa branca que você escolheu por medo de ousar. Primeiro encontro é composto por amenidades. "Será que chove?", "Você viu Annie Hall?", "O que você gosta de fazer nas horas vagas?", "Qual livro da saga Harry Potter é o seu favorito?". Risada forçada. Cruzada de perna ansiosa. Vontade interna de sumir. Até rolar o primeiro beijo. 

Porém, até rolar o primeiro beijo, rola aquela expectativa infernal. "Será que ele tá curtindo?", "Será que ele tá na mesma vibe que eu?", "Ele encostou a perna na minha. É um sinal?". Primeiros encontros podem ser resumidos naquele episódio em que o Ted finalmente conhece a Slutty Pumpkin: Expectativas e ansiedade. Ai, posso voltar a ver How I Met Your Mother comendo chocolate, de pijama, na minha cama?


Quando o primeiro beijo (finalmente) acontece, é como se toda a tensão acabasse. Ali você já tem o desfecho da noite: se foi bom, a noite pode continuar sem aquela atmosfera pesada. Se foi ruim, tchau e bênção, já dizia um sábio sertanejo. O primeiro beijo é o que define se todas as horas gastas em conversas mornas e comentários engraçadinhos valeram a pena ou não. Na maioria das vezes até vale, mas aí vem as expectativas pós-encontro e adeus sossego. Eu, ansiosa como sou, gostando ou não do date, fico agoniada com os próximos dias: se eu gostei, espero mensagem. Se eu não gostei, fico gelada quando ela vem. É terrível de um jeito ou de outro. Acaba-se o sossego. Lua em peixes, sabe como é. 

A cada vez que surge um primeiro encontro, eu travo. Penso em desistir, por mais legal que o cara possa parecer. Meu medo de sair dessa minha maravilhosa zona de extremo conforto é maior que o interesse de conhecer alguém incrível. Ou de ter uma noite legal. Ou de, quem sabe, acabar a noite com um grande amigo que eu não pensava que ganharia. Mas aí penso em desmarcar. Inventar que meu irmão passou mal e preciso cuidar dele. Sabe? Acho que não consigo mais ver a graça na adrenalina do primeiro encontro. Aliás, eu nunca gostei de adrenalina, para ser bem sincera. 

Será que passa? 

Perdi a paciência com primeiros encontros?

. 06/03/2016 .
Eu estou com pelo menos oito posts salvos nos rascunhos e simplesmente não consigo dar andamento a nenhum deles. São todos pessoais e eu to com aquela sensação de "estar-cheia-e-precisar-escrever", mas mesmo assim não sai nada. Então, vendo o post mais recente da Ba, vi o vídeo gracinha dela e pensei em algo que quero fazer em março - e aí chegamos ao tema desse post.


Sou péssima com metas e vocês já bem perceberam. Minhas "realizações de ano" quase ou nunca se concretizam e eu juro que não é por mal: ou eu realmente esqueço ou eu paro de querer. Para você ter uma ideia, eu encontrei nos rascunhos - sério, os rascunhos desse blog é tipo um limbo, tem coisa de 2012 parada lá hahaha - de um 101 em 1001 incompleto de 2014! Então, para me obrigar a cumprir coisas que eu quero e também para não esquecer, estou fazendo esse post. 


O que eu quero fazer em março? 


Gravar fragmentos dos meus dias para, no fim do mês, fazer um vídeo;
Ir, finalmente, ao Ibirapuera - de preferência também ao planetário;
Ir a um show de alguma banda que eu goste (OMAM? ♥);
Fazer o almoço na minha casa (na minha ida mensal à Araçatuba) para minha mãe ver que to 10 na cozinha;
Tentar começar o "Segunda sem carne";
Colar o papel de parede que comprei em janeiro, no meu quarto; 

Pronto. Metas singelas justamente para eu conseguir realizá-las. Se funcionar assim, posso até tentar me organizar melhor nos próximos meses. Quem sabe? 

Ah! Espero conseguir desentalar e publicar os posts que rascunhei nessa semana. 

Beijo, beijo! 

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Coisas que eu quero fazer em março

. 01/03/2016 .
Quarta-feira. 06/05/15

Cheguei estressada do trabalho, tinha brigado com meu namorado e era o dia que antecedia a chegada do Arthur. Não sei se foi o misto de emoções diferentes (esgotamento, raiva, ansiedade) ou se realmente não aguentei a sobrecarga. Não lembro nem mesmo o motivo, mas tive uma briga feia com a minha irmã, que se preparava para trazer o que viria a ser o amor da minha vida. 

Sai um pouco de casa, com os ânimos a flor da pele. Eu nunca soube lidar com sentimentos demais. Eu só sabia chorar e nem sabia o porquê. Era pelo meu trabalho que estava me sobrecarregando? Era o meu namoro que estava dando seus últimos suspiros e eu sabia disso? Era a chegada do meu sobrinho? Eu não sabia, eu só sentia. E pensei que fosse surtar.

Meia noite. 07/05/15

Cheguei em casa após o meu surto e encontrei a minha irmã sentada no sofá. Eu nunca me senti tão mal na vida. Ela estava prestes a ter um filho e eu é quem estava surtando. Capricorniana fria como é, nunca fomos de nos abraçar, trocar elogios e palavras bonitas. Nosso relacionamento nunca foi dos mais amorosos, mas ali, há algumas horas da chegada dele, nos abraçamos e choramos igual duas loucas. Tudo era pequeno demais perto do que estava para acontecer. 

Quinta-feira. 07/05/15 

A cesárea estava marcada para às 13h. Eram 9h30 da manhã e eu não conseguia me concentrar. 2015 não foi o ápice da minha ansiedade generalizada, mas naquele dia eu tive um gostinho que saboreei diariamente no ano anterior. Mãos suadas, taquicardia, falta de ar. Não conseguia pensar, quem dirá produzir um release sobre um evento de genética avícola no Chile. Minha chefe percebeu e falou: "Vai pro hospital, você não vai conseguir fazer nada, hoje!". Era verdade. Liguei para o meu pai, ele me buscou e lá fomos. 

Minhas pernas não paravam quietas e ali fomos informados de que a cesárea atrasaria. Fomos encontrar a minha irmã e, já com as roupas e propés, ela estava sorridente e serena. Eu não acreditava. "Como assim você está calma?????", eu indaguei. Meus pais e eu não conseguíamos esconder nosso nervosismo, mas ela não. Uma calma que eu me pergunto se, um dia, eu consegui sentir na vida. "Tô bem!", ela afirmava quando eu insistentemente perguntava. 

Quinta-feira. 14h10 

Estávamos feito leões enjaulados na maternidade. Andávamos de um lado para o outro e eu não conseguia responder a nenhuma mensagem de amigos, que sabiam do meu nível de estresse e ansiedade, me perguntando se estava tudo bem, se tinha alguma novidade. Até que o médico chegou.

"É um meninão!", disse sorrindo. Como em um filme, abracei a minha mãe e comecei a chorar. Eu nem liguei se estava fazendo cena. O Tutu já estava ali e, em alguns minutos, iríamos vê-lo. Eu nunca vou conseguir descrever a sensação de leveza que eu senti naquele momento. Se você me pedir para escolher, hoje, o momento mais importante da minha vida, foi esse. 

Quinta-feira. 14h30

Vimos uma enfermeira empurrando um carrinho com uma espécie de aquário e o coração acelerou. Era ele. "Vou parar só um pouquinho, porque não posso!", ela disse quando estava chegando perto. E aí nos grudamos para ver o nosso bebê, o nosso Tutu. Eu, que sempre disse que recém-nascido tinha cara de joelho, conseguia ver cada traço da minha irmã naquele rostinho. Conseguia enxergar os olhinhos verdes, conseguia dizer que a boca era da Daniele e consegui reparar no quanto ele era parecido com nós duas, quando nascemos. Tirei o máximo de fotos que consegui e, quando a enfermeira tirou ele da gente, fiquei olhando aquilo por horas. Eu era tia. 

-

Desde então, eu não sou só irmã. Não sou só filha mais velha. Eu sou tia. E ser tia é engraçado, porque você consegue amar um ser, com todas as suas forças, mesmo que ele não tenha vindo de você. Você se preocupa, você se lembra dele em vários momentos do seu dia. Você sonha com o próximo encontro e com o próximo apertar de coxas gordas e gostosas. Ser tia é dar risada quando recebe um snap dele jogando o seu DVD dos Beatles no chão e é não se importar de vê-lo brincando com seus livros. É vibrar com um engatinhar e é torcer para presenciar o primeiro passo.


Antes mesmo dele nascer eu já o amava tanto que eu não conseguia explicar. Não conseguia lidar. Hoje, esse amor é ainda maior. Cresce com um "bobô", ou com uma foto recebida logo de manhã. Ser tia é aprender que não tem como um dia ser ruim quando ele começa com um sorriso de seis dentes. 

Hoje, eu acompanho a formação da minha irmã na melhor mãe do mundo; vejo a minha mãe com um brilho nos olhos que ela não tinha antes. Meu pai, então, nunca foi tão feliz na vida. Eu estou aqui, morrendo de saudade e com a certeza de que nunca amei tanto uma pessoa, ou que nunca quis tanto fazer tudo por alguém. Hoje, eu sou a tia de longe, mas que tem muito mais de 600km de amor por essa pelota. 

Se tem uma coisa que aprendi com ser tia, é que você ama muito. Ama tanto que quer expressar de alguma forma - e percebe que é tudo tão grande, que é impossível. 

Hoje a saudade bateu tão forte, que virou texto.


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Sobre ser tia