. 28/04/2016 .
Morar sozinha é uma experiência e tanto. Alguns de vocês já passaram por isso muito antes que eu, seja mudando de cidade para estudar, ou vivenciando intercâmbios incríveis. Minha mudança foi um pouco diferente, já que ela foi direto para a vida adulta, com direito a aluguéis saindo do meu próprio bolso, compras nada glamourosas compostas por pão, couve-flor e farinha de trigo, e rolês sendo repensados. Pois é, vida adulta tem lá suas vantagens, mas sair de casa é bem complicado. Estou nessa há 4 meses e vou contar cinco coisas que, provavelmente, não te falaram sobre sair de casa. 

1- Você sempre ficará sem dinheiro


É incrível! Você recebe, puff, pagou contas e tá dura. Recebeu de novo, puff, pagou mais contas que surgiram e continuou dura. E não importa se você resolveu guardar um pouco para finalmente comprar aquela bota incrível que você viu no shopping: seu banheiro vai entupir e sua botinha maravilhosa ficará para, quem sabe, mês que vem. 


2- Ficar doente é ainda pior quando você mora sozinha


Estou vivendo isso agora e, vou te contar uma coisa: não tem ninguém pra fazer canja pra você, ninguém pra ligar na farmácia, ninguém pra tirar sua temperatura. Ficou doente morando sozinha e precisa ir ao pronto-socorro? Agradeça aos céus pela existência do Uber e vai na fé - com muita bateria no celular para jogar joguinhos e toda a paciência do mundo. Uma dica de ouro: antes de mudar, certifique-se de você tem hospital e farmácia perto. O Uber fica barato! hahaha #dicadeouro 

3- Você vai falhar miseravelmente em tudo, no começo 


Primeiro jantar, primeira vez que lavar roupas, primeira ida sozinha ao trabalho... Primeiras vezes são traumáticas em um geral, mas quando você está sozinha é ainda pior. Quando me mudei, eu não sabia fazer absolutamente nada de comida, no máximo fritar um ovo. Minha mãe sempre me alertou e eu sempre disse: quando precisar, aprendo. Bem, demorou mais do que eu gostaria de assumir. No meu trabalho, eu sempre brincava que esperava ficar morreeeendo de fome para comer minha própria comida - e o pior é que era verdade hahaha. Depois você vai aprendendo a deixar o arroz por mais cinco minutos no fogo, a colocar um pouco mais de alho e que brócolis salva qualquer refeição gordurosa demais. E tcharam: 4 meses e eu realmente gosto da minha comida. Sobre a roupa... Eu não dei uma de Rachel e manchei todas as minhas roupas com uma meia rosa, porém... Perdi meus dois blazers favoritos - SIM, O VERDE!!! - manchando-os com... Amaciante! Já chorei, reclamei, mas né, vida que segue.

2- Ou você vai ao mercado, ou você vai ao mercado


Eu estou numa semana bem ruim porque fiquei doente com todas as ites: conjuntivite, bronquite e São Paulo me presenteou com sinusite. Ok, fiquei bem quieta na minha cama por dois dias, toda trabalhada na compressa de água quente e remédios. Até que, hoje, percebi que minha geladeira ficou vazia e eu não tinha nada pra fazer no jantar. O que fazer senão se encapotar inteira e ir, no frio, comprar carne, frango, banana, maçã e macarrão, não é?

1- Você aprende a dar valor em coisas minúsculas


Eu até comentei sobre isso nesse texto aqui, mas aqui quero dar mais detalhes. Morar sozinha te mostra como o simples fato da sua mãe chegar cansada do trabalho e ainda fazer o jantar é digno de nobreza. Crescemos com as mães fazendo essas coisas e achamos naturais, que "não desgastam", mas meu Deus, como desgastam! Hoje, chegando cansada do trabalho e ainda ter que cozinhar faz com que eu me lembre da minha mãe toda vez. Então, parece bobo, mas dê valor para essas pequenas coisas. São verdadeiras provas de amor cotidianas. E olha, nesse frio, com as ites atacadas, eu não desejo nada mais que uma canja da minha mãe - que ela fazia, sem reclamar, independente do cansaço de um dia de trabalho pesado.

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Ah! As partes boas de morar sozinha que todo mundo já imagina, como liberdade, fazer o que quer na hora que quer, deixar a cama desarrumada por dias e etc são todas verdadeiras. E são essas mesmas pequenas coisas que fazem que toooodo o perrengue valha a pena. ♥

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Cinco coisas que não te contaram sobre morar sozinha

. 25/04/2016 .
Quando criança, eu sempre gostei de ficar sozinha. Me sentia mais feliz brincando comigo mesma do que tendo que conviver com outras crianças. Meus passatempos favoritos, naquela época, eram um pouco diferentes dos programas que minhas amiguinhas gostavam: eu preferia desenhar e pintar a ter bonecas, gostava de brincar de escolinha - e dava aula para ursos de pelúcia - e eu realmente adorava ficar lendo livros de conhecimentos gerais que meu pai comprava. Quando fiquei um pouco mais velha, acho que no ensino fundamental, comecei a entender que as pessoas não enxergavam a solidão com bons olhos. Estar sozinha era sinal de fracasso, então, passei a ter a obrigação de me incluir, afinal, eu não poderia ficar sozinha. 

Na quinta ou sexta série, eu realmente não me encaixava no meu grupo de amigas. Eu gostava delas, mas eu simplesmente não me encaixava, na maioria das vezes. O medo de ficar sozinha me tornava dependente e fazia com que eu "aceitasse" qualquer tipo de amizade, sendo boa ou não para mim. 3 anos e, após uma discussão boba - mas que foi intensa, para mim - pedi para minha mãe me mudar de escola. Na escola nova, eu estaria sozinha e, justamente por ser nova, essa reclusão seria aceitável. Eu poderia ficar no meu canto lendo algum livro e ninguém me julgaria. Seria o paraíso.

A diferença é que, com o passar das semanas, eu comecei a me sentir inclusa e feliz. Tinha pessoas que eu realmente me identificava e, de fato, era melhor do que estar sozinha. Me pergunto como minha vida seria, hoje, se eu não tivesse tido essa primeira atitude de enfrentar o medo de ser/estar sozinha.


Após a escola, veio a vida amorosa. Meu primeiro namoro foi aos 17 anos e éramos amigos que nos víamos todos os fins de semana. O namoro durou três anos, quando comecei a perceber - aos 20 - que queríamos coisas diferentes na vida. Terminei e simplesmente emendei um outro namoro. Eu tinha pavor em me imaginar sozinha - com quem eu ia ver séries? Para quem eu escreveria? Quem me ajudaria a lidar com meus conflitos? - e, por isso, não dei o menor tempo para mim e nem para o meu ex-namorado que estava se recuperando de um término. O segundo namoro durou 1 ano porque eu não sabia direito o que estava fazendo, mas sabia que aquilo não era o melhor para mim.

Eu precisava me conhecer, afinal. 

Quatro meses depois, embarquei em outro relacionamento. Logo quando eu estava começando a conhecer a Michele-sem-homem-nenhum e me apaixonando por ela. Estava construindo uma personalidade 100% minha quando, mais uma vez, passei a viver na sombra de outro alguém. Com esse terceiro namoro eu comecei a me anular a fim de evitar brigas. E, então, decidi ficar sozinha.

Sozinha sim, solteira também.
Decidi que enfrentaria o silêncio e a solidão. 

No começo, não vou mentir e dizer que foi fácil. Eu pedia para as pessoas me tirarem de casa. "Me convida pra ir na praça, mas me convida!", implorava. Ficar em casa, em um domingo, parecia a pior coisa do mundo - e foi mesmo, no começo dessa minha "jornada de autoconhecimento". O silêncio era um barulho assustador. Mas os dias foram passando e, a cada um deles, coisas novas sobre mim mesma eu descobria. Descobri pessoas maravilhosas - e eu sempre gosto de ressaltar o quanto eu sou grata por atrair tantas pessoas incríveis. Descobri que meu foco é absurdo, quando eu quero. Descobri que a melhor coisa do mundo é seu humor depender apenas de você. Descobri que rir é muito mais fácil que chorar. Descobri que não vale a pena deixar de ser você nem por cinco minutos, se for por outra pessoa. Descobri que eu sou o centro do meu mundo e que eu era a única pessoa a quem eu precisava agradar. 

Hoje, pedi comida chinesa e, no biscoitinho da sorte, tirei a seguinte frase: "A solidão só é agradável quando se está em paz contigo mesmo". Refleti tanto que acabou saindo esse post. A solidão é boa, conforta e inspira. Basta que a gente saiba aproveitá-la. E o silêncio não é um som assustador, não. É uma situação que faz com que a gente ouça nossos próprios pensamentos. 

E que a gente se conheça de verdade.

Silence is a Scary Sound. Será?

. 19/04/2016 .
O nome original dessa playlist era "músicas para melhorar uma segunda-feira ruim", mas percebi que não daria tempo de postá-la na segunda e, então, mudei para "On My Way", que nada coincidentemente, é o nome da primeira música dessa lista. Indie, banjo e até umas músicas que se destoam um pouco da lista, me fizeram feliz em um dia pesado, por isso, estou aqui compartilhando com vocês. Aumenta o volume e vem comigo!





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Playlist: on my way

. 12/04/2016 .
Foi essa a mensagem que minha mãe me mandou no comecinho da noite, logo após me perguntar o que eu faria no jantar.

"Você não pensa em voltar, não?"

Respirei fundo.

Pensei em responder que a cada vez que os vejo meu coração se enche de alegria e, no momento em que pego a rodovia, a euforia dá lugar à saudade. 

Pensei em contar que a grana tá super curta e que fazer compra toda semana é um saco. Pensei até em aproveitar e dizer para ela o quanto a admirava por sempre ter feito parecer tão fácil. Por sempre chegar do trabalho e ainda fazer alguma coisa para eu comer quando chegasse da faculdade.

Pensei em confessar que sinto falta de algumas paixões que deixei por lá.


Pensei em contar que ainda tenho a mesma mania de procurar rostos conhecidos nessa cidade imensa e que ainda me surpreendo quando constato que, não, eu não conheço aquela pessoa de lugar nenhum. 

Pensei em dizer que eu oculto todas as publicações de eventos legais que vão acontecer por lá porque imagino como seria estar nele com o pessoal de sempre e meu peito se enche de nostalgia. 

Pensei em contar que sinto falta das conversas de horas com um dos meus melhores amigos. Quis dizer que sentia falta das nossas análises sobre a vida, sobre nossos relacionamentos e até nossas críticas ácidas que não são mais a mesma coisa - mesmo com áudios de cinco minutos no WhatsApp. 

Pensei em confessar que eu morro de saudades dos nossos sábados assistindo RuPaul's Drag Race. Quase contei que eu descobri quem ganha a quinta temporada e que não era para quem torcíamos.

Pensei em dizer o quanto meu coração aperta quando vejo o Tutu fazendo alguma coisa diferente, pelo snapchat da minha irmã. Até ponderei contar que morro de saudades da minha irmã e olha que nunca fomos exemplos no quesito demonstração de afeto. 

Quis dizer que eu sentia muitas, muitas, muitas saudades.
Dela, da minha irmã, do meu pai, do Arthur.

Até mesmo da sensação de estagnação, do comodismo, da minha preocupação ser apenas "onde ir no sábado".

Respirei fundo.

"Não, mãe. Não está sendo como férias de verão, mas não penso em voltar", brinquei, usando meu humor como escudo. 

Pude imaginar com perfeição uma respirada funda e um olhar de julgamento do outro lado. 

"Certeza?"

Eu tenho poucas certezas na minha vida: a de que Beatles é a melhor banda que já existiu, que não existe nada mais ruim na culinária do que azeitona, que Skol Beats dá uma ressaca monstruosa e que não, eu não queria voltar.

"Certeza, mãe."

Pelo menos por agora.


Da série: textos que escrevo no momento em que estou sentindo tudo isso, mas publico muito tempo depois. 

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"Você não pensa em voltar, não?"

. 10/04/2016 .
Recentemente, eu passei a receber várias visitas por causa desse post aqui. Muita gente acabou pinando os patterns no Pinterest (me segue lá, é mihbroccoli!) e novas pessoas conheceram o blog (yay!), então, como vi que vocês curtem esses freebies, separei mais 18 papéis de parede lindos para vocês usarem! Os três últimos, assim como no post passado, foram feitos por mim. 


 

 
 
 
 

Post rapidinho para atualizar o blog e fazer todo mundo feliz, afinal, quem não gosta de bons wallpapers, né nom, manos?

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Mais 18 papéis de parede para o seu celular

. 08/04/2016 .
Como se não bastasse ter o blog, escrever para as marcas do trabalho e manter o IT com a minha amiga (embora eu esteja mega ausente), eu achei outra forma de falar falar e falar: uma newsletter. Confesso que desde que comecei a ler a da Carol, fiquei com muita vontade de fazer, então, cá estou anunciando que: criei uma newsletter para o blog siiiim. Na verdade, não é necessariamente para o blog, visto que o intuito dela é ser bem mais pessoal (pois é!), mas criei e pretendo mandar e-mails cheios de amor pelo menos uma vez por semana - independentemente de rolar post aqui ou não.

Ryan Gosling está neste post apenas para cumprir a cota de beleza deste blog

Então, se você quer ler meus mimimis, assina aqui embaixo que é noix! ♥ 





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Eu (ainda) tenho muito mais para falar