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Mostrando postagens de Agosto, 2016

Sobre abraços dados com palavras (e um texto que viralizou)

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Eu sempre escrevi muito. Sempre extravasei emoções com a escrita e isso acontece desde criança com diários e cartas. Tudo o que eu sinto demais, eu preciso colocar para fora e, veja só, faço isso escrevendo. Feliz ou infelizmente, eu sou uma pessoa que sente muito (posso culpar a lua em peixes? haha) e, consequentemente, estou sempre escrevendo sobre meus pensamentos , devaneios, inseguranças, felicidades, dores, amores, enfim. Tudo o que precisa ser "diminuído" ou amenizado, dentro de mim, vira texto. No fim de semana, em um momento de ansiedade, eu escrevi sobre o quanto nos cobramos exaustivamente e como essa cobrança está sendo direcionada até para coisas imbecis, como um feed de uma rede social. Escrevi aqui, no meu blog, sobre mim e para mim, afinal, quando escrevo, é como se eu ficasse anestesiada de minhas próprias emoções, mesmo que momentaneamente. É como se eu voltasse a respirar. Para minha surpresa, o texto correu muito por essa internet de meu deus.

efêmero

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A paixão da pré-escola. O frio na barriga. A temporada da sua série favorita. A dor de estômago. A vontade de sair correndo. A falta de ar. O interesse. A vontade de ficar sozinha. A vontade de estar junto. O medo. A insegurança. O amor pelo namorado dos 16 anos. O sorriso que parece eterno. O choro que não tem fim. A saudade. A fome. A exaustão. A preguiça. A vontade de não sair da cama. As boas oportunidades. As ciladas. Os dias ruins. Os dias incríveis. A chance de viver uma história incrível. A armadilha de viver uma história horrível. A queimadura. O alívio. A leveza. A faculdade. As amizades que seriam para sempre. Os relacionamentos. A felicidade que você sentia em sua cidade pequena. A sensação de pertencimento a um lugar. A rejeição. A dor de perda. A felicidade da conquista. Não importa o que esteja vivendo... Isso também vai passar.  ( Leia também - sobre o mesmo assunto, só qu

Sobre o feed perfeito no Instagram

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Esses dias a Carol Rocha postou no Twitter dela, com uma hashtag engraçadinha que tinha como intuito compartilhar situações vergonhosas e reais, que uma dessas suas cenas era quando estava passando a compra no caixa e, conforme o valor ia aparecendo na telinha, ia analisando quais itens ficariam no supermercado. Dei risada, achei engraçado e me senti, por poucos segundos, um pouco mais leve. Ler que alguém "famoso" na internet também passava por esse tipo de "pequenos perrengues cotidianos" me deixou um pouco mais confortável. Mais que isso, me tirou um pouquinho dessa cobrança eterna em que vivemos: a de ser perfeito.  Eu vou me usar como centro neste texto, mas tenho quase certeza que você vai se identificar, porque todo mundo com quem eu converso sobre esse assunto me diz "nossa, eu também" no final do meu devaneio, então lá vai: eu vivo 100% do tempo pressionada por mim mesma . Ninguém está vendo, mas eu preciso fazer o arroz perfeito, afinal,

Playlist: Proibidonas

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Não sei vocês, mas eu infelizmente associo (muito) músicas a momentos e dificilmente consigo separá-las. Muitas coletâneas foram perdidas com o passar de algumas fases, ao mesmo tempo em que outras playlists cheias de recordações boas foram criadas . Música é sempre importante para nos fazer lembrar de coisas que já passaram, né? Bom, como sempre tive essa mania de "criar trilhas", eventualmente eu "perdia" músicas que eu gostava muito pelo simples fato delas me lembrarem algo ou alguém, então, já tem um tempo que venho fazendo um exercício de "separar" e "voltar a ouvir" algumas, sem prestar atenção na carga emocional que já empreguei a alguma delas. E, galera, eu consegui! Ainda nesse exercício, fiz minha lista de músicas que já estiveram na listinha de restritas e que, hoje, já consigo ouvir de boas. Vem comigo porque, como sempre (beijo, modéstia), essa playlist é 100% maravilhosa.  Aproveita e segue meu perfil no Spotify, é mihbr

A incrível geração de mulheres que não foram feitas para casar

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Nós não fomos criadas para sermos princesas. Não brincamos apenas de bonecas e não aprendemos, desde cedo, a como cuidar de uma casa. Nossas mães nunca tiveram tempo para nos ensinar a costurar: em vez disso, nos mostravam com exemplos práticos de como ser fortes, independentes e batalhadoras. Em vez de bonecas, livros. Em vez de panelinhas, cadernos. Fomos criadas para sermos mulheres fortes, para enfrentar o mundo de frente. Não somos mulheres para casar.  Não vamos viver para limpar a casa, lavar os pratos e dedicar 100% do nosso tempo para nossos filhos, porém, seremos parceiras, ótimas companhias e as melhores pessoas para dividir uma vida e uma história . Não fomos criadas para esperarmos a porta do carro ser aberta ou a cadeira ser puxada: nós aprendemos que o quer que a gente queira, somos nós as únicas que têm que fazê-lo. Não sabemos pregar um botão de um paletó , mas sabemos indicar uma costureira incrível e barata ali na Augusta. Não sabemos fazer o melhor almoç

Flawless

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Sim, este é um texto sobre a Beyoncé . Se você me perguntar quando foi que eu comecei a admirar a mãe da Blue Ivy da forma com que admiro hoje, eu vou te responder: um pouco tarde demais . Isso porque foi apenas no VMA 2014 e sua performance incrível e icônica que eu finalmente fui prestar atenção na cantora que todos os meus amigos já veneravam. Foi ali, após aquela performance, que eu baixei o álbum homônimo e comecei a ouvir a palavra maior cantora pop da atualidade. E, então, eu recebi todas as mensagens que ela mandava.  Eu sempre enfatizo o tanto que 2014 foi pesado pra mim. É tipo o 2007 da Britney, sabe? Penso que se eu sobrevivi a esse ano, sou praticamente invencível. Em meio aos meus vários problemas (TCC, ansiedade, perda de peso, baixa autoestima e relacionamento abusivo), descobri um álbum que, acredite ou não, me empoderou tanto que me ajudou a sair de toda aquela atmosfera ruim. E hoje, até hoje, quando escuto algumas músicas - principalmente Flawless - eu s

18 conselhos que eu daria para meninas de 18 anos

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Confesso que me senti uma tia velha ao fazer esse post. Primeiro porque ele surgiu depois que fui a uma festa, na minha cidade, e percebi como as meninas de 18 anos estão enormes, lindas e etc. Segundo porque alguma delas passaram a me seguir no Twitter e eu vi o quanto elas parecem perdidas. Foi inspirada por um twitter e uns tweets meio "too much information" que esse post saiu. Afinal, quem nunca teve 18 anos, né? 1- Você não vai morar sozinha assim que fizer 18 anos. E quando o fizer, não será, nem de longe como você imaginou; 2- Aquela tatuagem incrível que você fez ontem, provavelmente deixará de fazer sentido daqui há alguns anos; 3- Tá tudo bem você não ter certeza sobre "para qual curso prestar" no vestibular. São pouquíssimas as coisas que conseguimos ter 100% de certeza, na vida; 4- Muito provavelmente suas amigas do ensino médio seguirão caminhos diferentes, mas se fizer esforço, manterá essas amizades por mais vários anos; 5- Seu n

Sobre o show do Jeneci e sobre (não) amor

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Não era amor.  Para muitas pessoas, superar alguém rapidamente pode parecer algo positivo. "Menos sofrimento", responderiam caso eu perguntasse o motivo da felicidade ao eliminar alguém de sua vida. "Liberdade", algum sagitariano comentaria enquanto abre uma cerveja. Para mim, essa constatação vem com um certo pesar. Eu gosto muito da ideia de estar apaixonada, mas ao mesmo tempo, não conseguia sentir da forma que gostaria. Naquele dia, eu até pensava que finalmente   tinha me apaixonado , mas não. Não era amor e eu percebi isso da forma mais romântica possível: em um show do Marcelo Jeneci .  [Para deixar a leitura ainda mais intensa e gostosa, recomendo você a dar o play nessa música aqui. Deu o play? Então podemos continuar]. Fui ao show do Jeneci com uma amiga, que namora à distância um cara que está na França, e um amigo músico que é completamente artístico e talentoso. Como disse lá em cima, nesse dia, eu estava comentando com eles sobre

Vôti

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tem dia que é felicidade. tem dia em que é admiração. tem dia em que é surpresa. tem dia em que é boca aberta, coração acelerado e atenção. é a palavra que usa-se quando todas as outras faltam. é jeitinho, é identidade, é cultura. é quando o coração acelera ao ouvir essa interjeição em um lugar que não seja a quente cidade do interior. é sentir-se próximo com apenas duas sílabas. é identificação. é um "vôti, não acredito", "vôti, como passou rápido", "vôti, como é bom te ver!". é atenção, olhos atentos e sorriso. é surpresa, espanto e admiração. é sentir-se em casa. - Vôti é um dos dialetos de Araçatuba. Passei o fim de semana todinho lá, foi uma delicinha e fiquei inspirada a explicar a palavra favortia dos araçatubenses, de um jeitinho mais poético. Sintam-se devidamente apresentadas ao vôti. ♥  Curtiu o post? Então compartilhe ♥ Twitter  //  Facebook  //  Instagram  //  Grupo do Blog  // Snap: mihbroccoli

13 perguntas pessoais

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Primeiramente, queria dizer que o nome dessa tag era "TAG Petralha" e O QUE DIZER DESSE NOME, né? HAHAHAHA. Segundamente, como hoje eu volto para São Paulo, deixei esse post levinho e de boinha agendadinho (quanto diminutivo, né?) para postar o quinto texto do BEDA . Espero que identifiquem o meu esforço em fazer o projeto certinho, mesmo com a falta de dois posts, tá? A tag foi postada pela Lidy lá no grupo " Se Organizar, Todo Mundo Bloga ".  1. O que costuma pedir no Starbucks? Capuccino de chocolate com avelã ou Frapuccino de Choco Chip.  2. Qual item do teu armário tu não consegue viver sem? Minhas blusinhas listradas.  3. Diga uma coisa que as pessoas provavelmente não sabem sobre ti. Eu tenho três histórias de ficção prontinhas e que facilmente poderiam virar livros, mas sou insegura demais para tentar algo dessa dimensão.  4. Diga uma coisa que tu quer fazer antes de morrer. Uma viagem incrível com a minha mãe. Ela é a

Having and giving and sharing

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Era quinta-feira de manhã, o metrô estava lotado. Naquele empurra-empurra entre as pessoas que saíam e entravam ao mesmo tempo, um casal de velhinhos se encaixou no meio daquelas tantas outras que se espremiam no espaço. A senhora se segurou no senhor e, com um sorriso divertido, riu gostosamente quando o trem voltou a andar e o seu marido se desequilibrou. Se abraçaram ali, no meio de tanto gente mal humorada de manhã. Era o amor após a paixão, beleza, desejo e fogo. Era calmaria, companheirismo e olhares cheios de significados. Não pude não reparar naqueles dois e não pude não me inspirar. Assim como no casamento em que fui ontem.  Quando uma amiga se casa, inevitavelmente você começa a pensar sobre os seus relacionamentos e sobre como você lida com o amor. Com versos de Coríntios 13 e o famoso texto que prega que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, o casamento da Ju foi uma das coisas mais lindas que vi na vida, muito provavelmente pelo fator emocional que

Playlist: can't stop

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Eu não sei vocês, mas eu tenho o defeito (defeito?) de ouvir a mesma música incansáveis vezes. Sério, quando eu gosto, escuto até não aguentar mais e, enfim, fazer uma nova playlist. Recentemente, estou ouvindo ad infinitum algumas músicas específicas - que são deliciosas, é claro - e, em um momento de pseudo-bloqueio-criativo-no-BEDA, resolvei colocá-las em uma listinha do amor para vocês saírem bailando comigo. Tem coisa linda, mas tem um guilty pleasure no meio também porque, né, se tem uma coisa que tem nesse blog é verdade haha. Spotify aberto? Então solta o play!  Curtiu o post? Então compartilhe ♥ Twitter  //  Facebook  //  Instagram  //  Grupo do Blog  // Snap: mihbroccoli

Sobre as coisas simples da vida

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Gargalhada do Arthur. Assistir a série favorita com uma boa companhia. Bolo de fubá ainda quente. Abraço surpresa. Café da minha mãe. A minha lista de pequenas felicidades cotidianas são inúmeras e, talvez por serem tantas, às vezes passam despercebidas no meio dessa correria louca que chamamos de vida. Para ser bem sincera, eu não tinha noção da importância dessas coisas simples até decidir escrever sobre elas. Percebido isso, me perguntei: o que mais deixamos de aproveitar por não darmos o merecido valor ? No último fim de semana, revi o filme Begin Again ( já falei sobre ele aqui ) e assim que passou a cena da Gretta e do Dan observando cenas do dia a dia, com uma trilha sonora escolhida ao acaso, comentei que essa é a coisa que eu mais gosto de fazer durante a manhã, no caminho para o trabalho. A música em volume alto nos fones do ouvido, uma cena corriqueira e todo um clipe é montado. Tem dias em que o clipe é melancólico e composto por Radiohead de fundo e uma moça com

Fica, vai ter BEDA

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No ano passado eu falhei miseravelmente na missão BEDA (Blog Every Day August) porém, entretanto, todavia, agosto foi um mês bem difícil, em 2015. Quem lê o blog desde essa época, sabe que foi um mês fundamental para o MOBIC virar o que virou hoje. Foi naquela época em que comecei a escrever mais sobre mim, meus sentimentos e etc, e a dar essa nova forma - mais autêntica e pessoal - ao blog que, até então, tinha o propósito de ser uma revista virtual. Se estiver com tempo, você pode ver os posts do ano passado neste link aqui.  Por mais que eu queira me justificar com essa introdução enorme, não tem choro nem vela: fiz apenas 17 de 31 textos que deveria ter feito ou, seja, falhei. Mas isso vai mudar com 2016!  Tenho milhares de posts nos rascunhos, vários textos já escritos e pedindo para serem publicados e um grupo maravilhoso feito por blogueiras para uma dar força para a outra no BEDA , então, acredito que agora vai . Se você curte meus textinhos, fica que vai ter bolo, m

Sobre abraços dados com palavras (e um texto que viralizou)

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Eu sempre escrevi muito. Sempre extravasei emoções com a escrita e isso acontece desde criança com diários e cartas. Tudo o que eu sinto demais, eu preciso colocar para fora e, veja só, faço isso escrevendo. Feliz ou infelizmente, eu sou uma pessoa que sente muito (posso culpar a lua em peixes? haha) e, consequentemente, estou sempre escrevendo sobre meus pensamentos , devaneios, inseguranças, felicidades, dores, amores, enfim. Tudo o que precisa ser "diminuído" ou amenizado, dentro de mim, vira texto. No fim de semana, em um momento de ansiedade, eu escrevi sobre o quanto nos cobramos exaustivamente e como essa cobrança está sendo direcionada até para coisas imbecis, como um feed de uma rede social. Escrevi aqui, no meu blog, sobre mim e para mim, afinal, quando escrevo, é como se eu ficasse anestesiada de minhas próprias emoções, mesmo que momentaneamente. É como se eu voltasse a respirar. Para minha surpresa, o texto correu muito por essa internet de meu deus.

efêmero

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A paixão da pré-escola. O frio na barriga. A temporada da sua série favorita. A dor de estômago. A vontade de sair correndo. A falta de ar. O interesse. A vontade de ficar sozinha. A vontade de estar junto. O medo. A insegurança. O amor pelo namorado dos 16 anos. O sorriso que parece eterno. O choro que não tem fim. A saudade. A fome. A exaustão. A preguiça. A vontade de não sair da cama. As boas oportunidades. As ciladas. Os dias ruins. Os dias incríveis. A chance de viver uma história incrível. A armadilha de viver uma história horrível. A queimadura. O alívio. A leveza. A faculdade. As amizades que seriam para sempre. Os relacionamentos. A felicidade que você sentia em sua cidade pequena. A sensação de pertencimento a um lugar. A rejeição. A dor de perda. A felicidade da conquista. Não importa o que esteja vivendo... Isso também vai passar.  ( Leia também - sobre o mesmo assunto, só qu

Sobre o feed perfeito no Instagram

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Esses dias a Carol Rocha postou no Twitter dela, com uma hashtag engraçadinha que tinha como intuito compartilhar situações vergonhosas e reais, que uma dessas suas cenas era quando estava passando a compra no caixa e, conforme o valor ia aparecendo na telinha, ia analisando quais itens ficariam no supermercado. Dei risada, achei engraçado e me senti, por poucos segundos, um pouco mais leve. Ler que alguém "famoso" na internet também passava por esse tipo de "pequenos perrengues cotidianos" me deixou um pouco mais confortável. Mais que isso, me tirou um pouquinho dessa cobrança eterna em que vivemos: a de ser perfeito.  Eu vou me usar como centro neste texto, mas tenho quase certeza que você vai se identificar, porque todo mundo com quem eu converso sobre esse assunto me diz "nossa, eu também" no final do meu devaneio, então lá vai: eu vivo 100% do tempo pressionada por mim mesma . Ninguém está vendo, mas eu preciso fazer o arroz perfeito, afinal,

Playlist: Proibidonas

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Não sei vocês, mas eu infelizmente associo (muito) músicas a momentos e dificilmente consigo separá-las. Muitas coletâneas foram perdidas com o passar de algumas fases, ao mesmo tempo em que outras playlists cheias de recordações boas foram criadas . Música é sempre importante para nos fazer lembrar de coisas que já passaram, né? Bom, como sempre tive essa mania de "criar trilhas", eventualmente eu "perdia" músicas que eu gostava muito pelo simples fato delas me lembrarem algo ou alguém, então, já tem um tempo que venho fazendo um exercício de "separar" e "voltar a ouvir" algumas, sem prestar atenção na carga emocional que já empreguei a alguma delas. E, galera, eu consegui! Ainda nesse exercício, fiz minha lista de músicas que já estiveram na listinha de restritas e que, hoje, já consigo ouvir de boas. Vem comigo porque, como sempre (beijo, modéstia), essa playlist é 100% maravilhosa.  Aproveita e segue meu perfil no Spotify, é mihbr

A incrível geração de mulheres que não foram feitas para casar

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Nós não fomos criadas para sermos princesas. Não brincamos apenas de bonecas e não aprendemos, desde cedo, a como cuidar de uma casa. Nossas mães nunca tiveram tempo para nos ensinar a costurar: em vez disso, nos mostravam com exemplos práticos de como ser fortes, independentes e batalhadoras. Em vez de bonecas, livros. Em vez de panelinhas, cadernos. Fomos criadas para sermos mulheres fortes, para enfrentar o mundo de frente. Não somos mulheres para casar.  Não vamos viver para limpar a casa, lavar os pratos e dedicar 100% do nosso tempo para nossos filhos, porém, seremos parceiras, ótimas companhias e as melhores pessoas para dividir uma vida e uma história . Não fomos criadas para esperarmos a porta do carro ser aberta ou a cadeira ser puxada: nós aprendemos que o quer que a gente queira, somos nós as únicas que têm que fazê-lo. Não sabemos pregar um botão de um paletó , mas sabemos indicar uma costureira incrível e barata ali na Augusta. Não sabemos fazer o melhor almoç

Flawless

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Sim, este é um texto sobre a Beyoncé . Se você me perguntar quando foi que eu comecei a admirar a mãe da Blue Ivy da forma com que admiro hoje, eu vou te responder: um pouco tarde demais . Isso porque foi apenas no VMA 2014 e sua performance incrível e icônica que eu finalmente fui prestar atenção na cantora que todos os meus amigos já veneravam. Foi ali, após aquela performance, que eu baixei o álbum homônimo e comecei a ouvir a palavra maior cantora pop da atualidade. E, então, eu recebi todas as mensagens que ela mandava.  Eu sempre enfatizo o tanto que 2014 foi pesado pra mim. É tipo o 2007 da Britney, sabe? Penso que se eu sobrevivi a esse ano, sou praticamente invencível. Em meio aos meus vários problemas (TCC, ansiedade, perda de peso, baixa autoestima e relacionamento abusivo), descobri um álbum que, acredite ou não, me empoderou tanto que me ajudou a sair de toda aquela atmosfera ruim. E hoje, até hoje, quando escuto algumas músicas - principalmente Flawless - eu s

18 conselhos que eu daria para meninas de 18 anos

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Confesso que me senti uma tia velha ao fazer esse post. Primeiro porque ele surgiu depois que fui a uma festa, na minha cidade, e percebi como as meninas de 18 anos estão enormes, lindas e etc. Segundo porque alguma delas passaram a me seguir no Twitter e eu vi o quanto elas parecem perdidas. Foi inspirada por um twitter e uns tweets meio "too much information" que esse post saiu. Afinal, quem nunca teve 18 anos, né? 1- Você não vai morar sozinha assim que fizer 18 anos. E quando o fizer, não será, nem de longe como você imaginou; 2- Aquela tatuagem incrível que você fez ontem, provavelmente deixará de fazer sentido daqui há alguns anos; 3- Tá tudo bem você não ter certeza sobre "para qual curso prestar" no vestibular. São pouquíssimas as coisas que conseguimos ter 100% de certeza, na vida; 4- Muito provavelmente suas amigas do ensino médio seguirão caminhos diferentes, mas se fizer esforço, manterá essas amizades por mais vários anos; 5- Seu n

Sobre o show do Jeneci e sobre (não) amor

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Não era amor.  Para muitas pessoas, superar alguém rapidamente pode parecer algo positivo. "Menos sofrimento", responderiam caso eu perguntasse o motivo da felicidade ao eliminar alguém de sua vida. "Liberdade", algum sagitariano comentaria enquanto abre uma cerveja. Para mim, essa constatação vem com um certo pesar. Eu gosto muito da ideia de estar apaixonada, mas ao mesmo tempo, não conseguia sentir da forma que gostaria. Naquele dia, eu até pensava que finalmente   tinha me apaixonado , mas não. Não era amor e eu percebi isso da forma mais romântica possível: em um show do Marcelo Jeneci .  [Para deixar a leitura ainda mais intensa e gostosa, recomendo você a dar o play nessa música aqui. Deu o play? Então podemos continuar]. Fui ao show do Jeneci com uma amiga, que namora à distância um cara que está na França, e um amigo músico que é completamente artístico e talentoso. Como disse lá em cima, nesse dia, eu estava comentando com eles sobre

Vôti

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tem dia que é felicidade. tem dia em que é admiração. tem dia em que é surpresa. tem dia em que é boca aberta, coração acelerado e atenção. é a palavra que usa-se quando todas as outras faltam. é jeitinho, é identidade, é cultura. é quando o coração acelera ao ouvir essa interjeição em um lugar que não seja a quente cidade do interior. é sentir-se próximo com apenas duas sílabas. é identificação. é um "vôti, não acredito", "vôti, como passou rápido", "vôti, como é bom te ver!". é atenção, olhos atentos e sorriso. é surpresa, espanto e admiração. é sentir-se em casa. - Vôti é um dos dialetos de Araçatuba. Passei o fim de semana todinho lá, foi uma delicinha e fiquei inspirada a explicar a palavra favortia dos araçatubenses, de um jeitinho mais poético. Sintam-se devidamente apresentadas ao vôti. ♥  Curtiu o post? Então compartilhe ♥ Twitter  //  Facebook  //  Instagram  //  Grupo do Blog  // Snap: mihbroccoli

13 perguntas pessoais

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Primeiramente, queria dizer que o nome dessa tag era "TAG Petralha" e O QUE DIZER DESSE NOME, né? HAHAHAHA. Segundamente, como hoje eu volto para São Paulo, deixei esse post levinho e de boinha agendadinho (quanto diminutivo, né?) para postar o quinto texto do BEDA . Espero que identifiquem o meu esforço em fazer o projeto certinho, mesmo com a falta de dois posts, tá? A tag foi postada pela Lidy lá no grupo " Se Organizar, Todo Mundo Bloga ".  1. O que costuma pedir no Starbucks? Capuccino de chocolate com avelã ou Frapuccino de Choco Chip.  2. Qual item do teu armário tu não consegue viver sem? Minhas blusinhas listradas.  3. Diga uma coisa que as pessoas provavelmente não sabem sobre ti. Eu tenho três histórias de ficção prontinhas e que facilmente poderiam virar livros, mas sou insegura demais para tentar algo dessa dimensão.  4. Diga uma coisa que tu quer fazer antes de morrer. Uma viagem incrível com a minha mãe. Ela é a

Having and giving and sharing

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Era quinta-feira de manhã, o metrô estava lotado. Naquele empurra-empurra entre as pessoas que saíam e entravam ao mesmo tempo, um casal de velhinhos se encaixou no meio daquelas tantas outras que se espremiam no espaço. A senhora se segurou no senhor e, com um sorriso divertido, riu gostosamente quando o trem voltou a andar e o seu marido se desequilibrou. Se abraçaram ali, no meio de tanto gente mal humorada de manhã. Era o amor após a paixão, beleza, desejo e fogo. Era calmaria, companheirismo e olhares cheios de significados. Não pude não reparar naqueles dois e não pude não me inspirar. Assim como no casamento em que fui ontem.  Quando uma amiga se casa, inevitavelmente você começa a pensar sobre os seus relacionamentos e sobre como você lida com o amor. Com versos de Coríntios 13 e o famoso texto que prega que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, o casamento da Ju foi uma das coisas mais lindas que vi na vida, muito provavelmente pelo fator emocional que

Playlist: can't stop

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Eu não sei vocês, mas eu tenho o defeito (defeito?) de ouvir a mesma música incansáveis vezes. Sério, quando eu gosto, escuto até não aguentar mais e, enfim, fazer uma nova playlist. Recentemente, estou ouvindo ad infinitum algumas músicas específicas - que são deliciosas, é claro - e, em um momento de pseudo-bloqueio-criativo-no-BEDA, resolvei colocá-las em uma listinha do amor para vocês saírem bailando comigo. Tem coisa linda, mas tem um guilty pleasure no meio também porque, né, se tem uma coisa que tem nesse blog é verdade haha. Spotify aberto? Então solta o play!  Curtiu o post? Então compartilhe ♥ Twitter  //  Facebook  //  Instagram  //  Grupo do Blog  // Snap: mihbroccoli

Sobre as coisas simples da vida

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Gargalhada do Arthur. Assistir a série favorita com uma boa companhia. Bolo de fubá ainda quente. Abraço surpresa. Café da minha mãe. A minha lista de pequenas felicidades cotidianas são inúmeras e, talvez por serem tantas, às vezes passam despercebidas no meio dessa correria louca que chamamos de vida. Para ser bem sincera, eu não tinha noção da importância dessas coisas simples até decidir escrever sobre elas. Percebido isso, me perguntei: o que mais deixamos de aproveitar por não darmos o merecido valor ? No último fim de semana, revi o filme Begin Again ( já falei sobre ele aqui ) e assim que passou a cena da Gretta e do Dan observando cenas do dia a dia, com uma trilha sonora escolhida ao acaso, comentei que essa é a coisa que eu mais gosto de fazer durante a manhã, no caminho para o trabalho. A música em volume alto nos fones do ouvido, uma cena corriqueira e todo um clipe é montado. Tem dias em que o clipe é melancólico e composto por Radiohead de fundo e uma moça com

Fica, vai ter BEDA

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No ano passado eu falhei miseravelmente na missão BEDA (Blog Every Day August) porém, entretanto, todavia, agosto foi um mês bem difícil, em 2015. Quem lê o blog desde essa época, sabe que foi um mês fundamental para o MOBIC virar o que virou hoje. Foi naquela época em que comecei a escrever mais sobre mim, meus sentimentos e etc, e a dar essa nova forma - mais autêntica e pessoal - ao blog que, até então, tinha o propósito de ser uma revista virtual. Se estiver com tempo, você pode ver os posts do ano passado neste link aqui.  Por mais que eu queira me justificar com essa introdução enorme, não tem choro nem vela: fiz apenas 17 de 31 textos que deveria ter feito ou, seja, falhei. Mas isso vai mudar com 2016!  Tenho milhares de posts nos rascunhos, vários textos já escritos e pedindo para serem publicados e um grupo maravilhoso feito por blogueiras para uma dar força para a outra no BEDA , então, acredito que agora vai . Se você curte meus textinhos, fica que vai ter bolo, m