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. 29/08/2016 .
Eu sempre escrevi muito. Sempre extravasei emoções com a escrita e isso acontece desde criança com diários e cartas. Tudo o que eu sinto demais, eu preciso colocar para fora e, veja só, faço isso escrevendo. Feliz ou infelizmente, eu sou uma pessoa que sente muito (posso culpar a lua em peixes? haha) e, consequentemente, estou sempre escrevendo sobre meus pensamentos, devaneios, inseguranças, felicidades, dores, amores, enfim. Tudo o que precisa ser "diminuído" ou amenizado, dentro de mim, vira texto.

No fim de semana, em um momento de ansiedade, eu escrevi sobre o quanto nos cobramos exaustivamente e como essa cobrança está sendo direcionada até para coisas imbecis, como um feed de uma rede social. Escrevi aqui, no meu blog, sobre mim e para mim, afinal, quando escrevo, é como se eu ficasse anestesiada de minhas próprias emoções, mesmo que momentaneamente. É como se eu voltasse a respirar.


Para minha surpresa, o texto correu muito por essa internet de meu deus. Integrou lista de link de blog famoso, foi divulgado por blogueira grande, replicado em grupos grandes e muitas, muitas mensagens chegaram até mim - tanto que ainda não tive coragem de responder porque quero dar toda a minha atenção para elas. Os comentários são sempre os mesmos "obrigada, você escreveu o que eu sinto", "nunca me senti tão representada/o", "caralho, é exatamente isso". São várias outras pessoas que estão com esse peso no peito, como eu. São outras pessoas que se identificaram com um momento de quase desespero. São pessoas que também estão se cobrando de uma forma desumana e que, veja só, encontram um conforto - mesmo que efêmero - em minhas palavras. Me agradeceram por desabafar, por me mostrar humana e passível de erros. Me abraçaram forte, mesmo a quilômetros e quilômetros de distância. 

E cara, isso é incrível.

Sabe, é meio surreal pensar que algo que eu escrevi com o único propósito de desabafar tenha tomado essa proporção. Este já é o post mais lido e compartilhado do blog, que eu tenho há quase 5 anos - e é incrível ver que as minhas linhas tortas estão alcançando tantas pessoas de lugares tão diferentes. Não deixa de ser um pouco preocupante que seja por se identificarem com um texto escrito em uma crise de ansiedade, haha, mas tudo o que resultou desse texto foi um amor mútuo. Vocês me agradeceram por tê-lo escrito. Eu, agradeço vocês pelas palavras e pelos abraços mandados. 

Eu espero que todos vocês que leram e o compartilharam, se atentem às últimas linhas dele:

que respirem e não se esqueçam de como isso é feito.

Temos um acordo? ♥ 

Sobre abraços dados com palavras (e um texto que viralizou)

. 23/08/2016 .


A paixão da pré-escola.
O frio na barriga.
A temporada da sua série favorita.
A dor de estômago.
A vontade de sair correndo.
A falta de ar.

O interesse.
A vontade de ficar sozinha.
A vontade de estar junto.
O medo.
A insegurança.
O amor pelo namorado dos 16 anos.

O sorriso que parece eterno.
O choro que não tem fim.
A saudade.

A fome.
A exaustão.
A preguiça.
A vontade de não sair da cama.

As boas oportunidades.
As ciladas.
Os dias ruins.
Os dias incríveis.
A chance de viver uma história incrível.
A armadilha de viver uma história horrível.

A queimadura.
O alívio.
A leveza.

A faculdade.
As amizades que seriam para sempre.
Os relacionamentos.

A felicidade que você sentia em sua cidade pequena.
A sensação de pertencimento a um lugar.

A rejeição.
A dor de perda.
A felicidade da conquista.

Não importa o que esteja vivendo...
Isso também vai passar. 

(Leia também - sobre o mesmo assunto, só que bem mais extenso e cheio de experiências pessoais: Maio)

efêmero

. 20/08/2016 .
Esses dias a Carol Rocha postou no Twitter dela, com uma hashtag engraçadinha que tinha como intuito compartilhar situações vergonhosas e reais, que uma dessas suas cenas era quando estava passando a compra no caixa e, conforme o valor ia aparecendo na telinha, ia analisando quais itens ficariam no supermercado. Dei risada, achei engraçado e me senti, por poucos segundos, um pouco mais leve. Ler que alguém "famoso" na internet também passava por esse tipo de "pequenos perrengues cotidianos" me deixou um pouco mais confortável. Mais que isso, me tirou um pouquinho dessa cobrança eterna em que vivemos: a de ser perfeito. 


Eu vou me usar como centro neste texto, mas tenho quase certeza que você vai se identificar, porque todo mundo com quem eu converso sobre esse assunto me diz "nossa, eu também" no final do meu devaneio, então lá vai: eu vivo 100% do tempo pressionada por mim mesma. Ninguém está vendo, mas eu preciso fazer o arroz perfeito, afinal, já tenho 24 anos e moro sozinha há 8 meses. Eu preciso ter o quarto perfeito. Eu preciso fazer o trabalho perfeito. Preciso ter o cabelo, a roupa, a maquiagem perfeita. Eu preciso ter o fucking feed do Instagram perfeito - e o que antes era uma coleção de momentos felizes, virou mais uma vitrine que me cobra, o tempo todo, para ser perfeita. O meu aplicativo favorito virou mais uma ferramenta de pressão, afinal, eu preciso ter coisas bonitas para serem fotografas e manter toda uma linha editorial. Que matinho do condomínio, o quê! Eu preciso é montar uma decoração escandinava para fortalecer o conceito minimalista das minhas fotografias, senão, não presta.  

Deu pra entender o drama?

Com toda essa cobrança, vem uma frustração que não acaba nunca porque nada, nada das coisas citadas anteriormente, são ou ficam perfeitas. Meus textos não são perfeitos, minhas fotos poderiam ser melhores, meu quarto só tem uma cama e eu preferi ir mais vezes à Araçatuba a decorá-lo. Minhas roupas são de fast fashion e a colega da balada tá sempre melhor vestida, mesmo. Para mim, tudo o que eu faço é "ok" e nada é realmente bom. Quando recebo elogios, não sei não responder com um "Ah, é okayzão, né?" ou apontar um defeito que faça com que eu desmereça aquelas palavras legais. 

A cobrança é tanta e tão intensa que a gente não se sente merecedora de nenhum reconhecimento. 

Esses dias, uma fotógrafa que eu adoro o trabalho e que eu acho incrível - de verdade -, postou no Facebook essa mesma coisa: o fato de não considerar o seu próprio trabalho, digno de tantos elogios. Ela contou no post que a cada comentário legal, mais ela enxerga defeitos ou coisas que poderiam ser melhoradas em suas fotografias e ensaios. Quando li aquilo, tive duas ações: a de dizer que ela estava louca, porque seu trabalho era impecável, e a de dizer que a entendia. 

Com aquele post, me fiz algumas perguntas que estão me atormentando desde então. Por que não conseguimos apreciar o que fazemos? Por que toda essa compulsão pela perfeição? E, principalmente:

quando é que vamos aceitar que podemos - e vamos! - fracassar algumas vezes?

A nossa geração - lá vem o conceito horrível de gerações, que eu odeio, mas vivo usando - é a geração da ansiedade, dos problemas psicológicos, da popularização do ansiolítico e da fobia social. Não é nenhum pouco normal todos os seus amigos concordarem que estão sofrendo com transtornos de ansiedade e não é preciso um diploma em psicologia para entender porque isso tá rolando. Nós vivemos sob pressão o tempo inteiro - e ela não vem da família ou do mercado, não. A pressão que mais dói é a que vem de nós mesmos. Falta o ar, falta calma, falta sobriedade mas, mais que qualquer outra coisa, falta humanidade de nós para conosco. 

Somos tão compassivos com situações que não precisam, mas quando falamos de nós mesmos, somos irredutíveis. Se um amigo nos diz que "Dormiu demais no sábado e não conseguiu produzir nada para aquele freela criativo", somos os primeiros a dizer que "Ei, está tudo bem, você estava mesmo precisando". Quando é com a gente, o pensamento mais tranquilo é que "Você é uma irresponsável inútil". Percebem a diferença?

Às vezes tenho a sensação de viver num estresse tão grande que desaprendi a respirar. Quando paro para inspirar e expirar devagarinho eu sempre me pergunto "como é que eu estava vivendo esse tempo todo?". Sabe a sensação de estar nadando nadando nadando e finalmente colocar a cabeça para fora d'água e dar aquela respirada funda? É assim que me sinto quando paro tudo para ouvir uma música calma e focar na minha respiração. Ou quando vejo que alguém também está passando pelas mesmas coisas e perrengues que eu. 

Hoje em dia nós dedicamos tanto tempo para construir vidas perfeitas na internet e para superar nossas próprias expectativas e cobranças que ver alguém "grande" assumindo que tem os mesmos problemas, medos e dias ruins, é mais do que empático ou reconfortante.

É como um respiro.

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Sobre o feed perfeito no Instagram

. 17/08/2016 .
Não sei vocês, mas eu infelizmente associo (muito) músicas a momentos e dificilmente consigo separá-las. Muitas coletâneas foram perdidas com o passar de algumas fases, ao mesmo tempo em que outras playlists cheias de recordações boas foram criadas. Música é sempre importante para nos fazer lembrar de coisas que já passaram, né? Bom, como sempre tive essa mania de "criar trilhas", eventualmente eu "perdia" músicas que eu gostava muito pelo simples fato delas me lembrarem algo ou alguém, então, já tem um tempo que venho fazendo um exercício de "separar" e "voltar a ouvir" algumas, sem prestar atenção na carga emocional que já empreguei a alguma delas. E, galera, eu consegui!


Ainda nesse exercício, fiz minha lista de músicas que já estiveram na listinha de restritas e que, hoje, já consigo ouvir de boas. Vem comigo porque, como sempre (beijo, modéstia), essa playlist é 100% maravilhosa. 



Aproveita e segue meu perfil no Spotify, é mihbroccoli! :)

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Playlist: Proibidonas

. 15/08/2016 .
Nós não fomos criadas para sermos princesas. Não brincamos apenas de bonecas e não aprendemos, desde cedo, a como cuidar de uma casa. Nossas mães nunca tiveram tempo para nos ensinar a costurar: em vez disso, nos mostravam com exemplos práticos de como ser fortes, independentes e batalhadoras. Em vez de bonecas, livros. Em vez de panelinhas, cadernos. Fomos criadas para sermos mulheres fortes, para enfrentar o mundo de frente. Não somos mulheres para casar. 

Não vamos viver para limpar a casa, lavar os pratos e dedicar 100% do nosso tempo para nossos filhos, porém, seremos parceiras, ótimas companhias e as melhores pessoas para dividir uma vida e uma história. Não fomos criadas para esperarmos a porta do carro ser aberta ou a cadeira ser puxada: nós aprendemos que o quer que a gente queira, somos nós as únicas que têm que fazê-lo.


Não sabemos pregar um botão de um paletó, mas sabemos indicar uma costureira incrível e barata ali na Augusta. Não sabemos fazer o melhor almoço de domingo, mas dividimos a conta de um restaurante português impecável. Não somos as melhores do mundo em limpar o apartamento, mas se você quiser conversar sobre o expressionismo abstrato, vamos fazer isso com o maior prazer do mundo enquanto indicamos um bom vinho e escolhemos uma boa diarista naquele site que descobrimos ontem. 

Nós não sabemos se vamos querer ter filhos um dia, mas conseguimos amar um sobrinho ou um filho de uma amiga com todas as nossas forças. Não estamos ansiosas por um anel ou por um vestido branco, mas ficamos realmente felizes com aquele presente inesperado que foi comprado por amor e sem data comemorativa. Nossas brincadeiras favoritas na infância nunca foram casinha ou boneca, mas éramos as melhores em artes e redação. Não fomos criadas para brigar com você enquanto joga vídeo-game com os amigos, mas sim, para jogar tão bem quanto vocês todos juntos.

Mas por favor, não nos entendam mal. Não somos mulheres que não gostam do amor ou que não sabem amar, muito pelo contrário! Enxergamos o amor nas coisas mínimas. Para nós, um "se cuida" é o equivalente a um "eu te amo", um "já comeu?" é uma prova do quanto importamos e um "estou com saudades" faz nosso coração bater mais forte.

Não somos mulheres criadas para casar, mas somos as melhores para dividir uma casa, uma bicicleta, uma mala e algumas linhas a serem escritas. Às vezes, nós queremos casar, nos vestir de branco e celebrar o amor com tanta gente querida. Mas não fomos criadas para isso, não.

Antes de casar, nosso negócio é amar.
E isso nós fazemos muito bem.

(Leituras recomendadas: esse post da Marina e esse aqui da Pat)
(Eu odeio esses textos que começam com "A incrível geração...", então, coloquei esse título ironicamente haha)

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A incrível geração de mulheres que não foram feitas para casar

. 11/08/2016 .
Sim, este é um texto sobre a Beyoncé.


Se você me perguntar quando foi que eu comecei a admirar a mãe da Blue Ivy da forma com que admiro hoje, eu vou te responder: um pouco tarde demais. Isso porque foi apenas no VMA 2014 e sua performance incrível e icônica que eu finalmente fui prestar atenção na cantora que todos os meus amigos já veneravam. Foi ali, após aquela performance, que eu baixei o álbum homônimo e comecei a ouvir a palavra maior cantora pop da atualidade. E, então, eu recebi todas as mensagens que ela mandava. 

Eu sempre enfatizo o tanto que 2014 foi pesado pra mim. É tipo o 2007 da Britney, sabe? Penso que se eu sobrevivi a esse ano, sou praticamente invencível. Em meio aos meus vários problemas (TCC, ansiedade, perda de peso, baixa autoestima e relacionamento abusivo), descobri um álbum que, acredite ou não, me empoderou tanto que me ajudou a sair de toda aquela atmosfera ruim. E hoje, até hoje, quando escuto algumas músicas - principalmente Flawless - eu sinto um misto de nostalgia ruim com um alívio. Tipo quando você se lembra de algo que foi angustiante, mas que passou. Sabe? Pois é.

Depois veio a admiração da artista e profissional. Olha, a bicha é destruidora mesmo. Como mulher, Beyoncé colocou o feminismo em pauta, cantou sobre ele, gritou o que pensava sobre os padrões de beleza, sampleou uma escritora negra, africana e incrível e fez disso um hit. Depois, apontou o dedo na cara até da polícia americana com o seu incrível clipe de Formation. Como se não bastasse, reinventou o conceito de videoclipe (e de álbum) e fez um CD que fala sobre o que ela é e de um jeito que ela quis. O Lemonade é Beyoncé cantando folk, rock, pop e sendo extremamente competente, como sempre.

É uma mensagem sobre você, sobre ela, sobre a indústria cultural, sobre o racismo.

Cara, a mulher é foda.

Sabe, o meu carinho pela cantora é um negócio pessoal, afinal, em um momento em que eu estava me sentindo a pessoa mais horrível do mundo e com a autoestima tão sólida quanto um pudim, eu ouvia no volume máximo ela me dizendo que eu era maravilhosa. Quando eu estava em um relacionamento horrível, ela me entendia e dizia que "se fosse um cara", faria diferente. Uma leve lida sobre a carreira dela e você tem lições valiosas sobre amor-próprio, garra, empreendedorismo, mesmo.

Para mim, além de tudo o que você encontrar na internet, o álbum Beyoncé foi uma fonte de força que eu encontrei quando não sabia mais onde encontrar. Ele me empoderou - e eu não consigo usar outra palavra - afinal, como não ter mais força ao ouvir de alguém tão poderosa que você é maravilhosa - e que só precisou acordar, para estar assim? 

E sinceramente, como não admirar uma pessoa que realmente faz você acreditar nisso só com sua voz nos fones de ouvido?

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Flawless

. 10/08/2016 .
Confesso que me senti uma tia velha ao fazer esse post. Primeiro porque ele surgiu depois que fui a uma festa, na minha cidade, e percebi como as meninas de 18 anos estão enormes, lindas e etc. Segundo porque alguma delas passaram a me seguir no Twitter e eu vi o quanto elas parecem perdidas. Foi inspirada por um twitter e uns tweets meio "too much information" que esse post saiu. Afinal, quem nunca teve 18 anos, né?


1- Você não vai morar sozinha assim que fizer 18 anos. E quando o fizer, não será, nem de longe como você imaginou;

2- Aquela tatuagem incrível que você fez ontem, provavelmente deixará de fazer sentido daqui há alguns anos;

3- Tá tudo bem você não ter certeza sobre "para qual curso prestar" no vestibular. São pouquíssimas as coisas que conseguimos ter 100% de certeza, na vida;

4- Muito provavelmente suas amigas do ensino médio seguirão caminhos diferentes, mas se fizer esforço, manterá essas amizades por mais vários anos;

5- Seu namorado mais velho pode, muitas vezes, te manipular da forma que ele quiser. Tome cuidado;

6- Caso não precise trabalhar, aproveite o tempo livre e estude. Idioma, a matéria da faculdade, enfim. Quando você ficar mais velha, vai ter desejado se dedicar mais;

7- Homem nenhum no mundo vale a mudança da sua personalidade. Não deixe que ele imponha quais roupas usa, com quem você sai além dele e, jamais, deixe ele julgar suas amigas;

8- Você só tem 18 anos. Você não tem obrigação alguma de ser uma mulher madura e independente;

9- A espetaculização de algumas coisas está bem longe de ser legal. Que tal falar menos sobre posições sexuais que gosta, no Twitter, e fazer o que curte sem ninguém saber?

10- Quando te elogiarem, mas falarem mal de outra pessoa em troca, por exemplo: "Sua roupa está linda, não está como a da xxxxx, com aquele shorts curto", não aceite

11- Calma, você ainda tem tempo de aprender ou fazer todas as coisas que quer. Take it easy! 

12- Você pode errar. Você ainda pode; 

13- Não deixe ninguém ser o seu mundo; 

14- Seja o amor da sua vida. Sério. Ame-se mais que a qualquer outra pessoa, coloque as suas vontades e desejos como prioridade. Você é a pessoa mais importante da sua vida, tá? 

15- Registre o máximo de bons momentos que conseguir. Uma foto feliz é sempre um momento feliz;

16- Aprenda a cozinhar. Parece besteira, mas você não tem noção de como isso vai ser importante lá na frente; 

17- Valorize sua família. Eles são as pessoas que mais te amam na vida e você não tem noção dos esforços que eles fazem diariamente para te ver feliz; 

18- Pense antes de fazer qualquer coisa, mas não precisa se condenar tanto caso seja impulsiva, alguma vez. Nós vamos dar cabeçada e errar muitas vezes e, afinal, você tem apenas 18 anos;

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18 conselhos que eu daria para meninas de 18 anos

. 09/08/2016 .
Não era amor. 

Para muitas pessoas, superar alguém rapidamente pode parecer algo positivo. "Menos sofrimento", responderiam caso eu perguntasse o motivo da felicidade ao eliminar alguém de sua vida. "Liberdade", algum sagitariano comentaria enquanto abre uma cerveja. Para mim, essa constatação vem com um certo pesar. Eu gosto muito da ideia de estar apaixonada, mas ao mesmo tempo, não conseguia sentir da forma que gostaria. Naquele dia, eu até pensava que finalmente tinha me apaixonado, mas não.

Não era amor e eu percebi isso da forma mais romântica possível: em um show do Marcelo Jeneci

[Para deixar a leitura ainda mais intensa e gostosa, recomendo você a dar o play nessa música aqui. Deu o play? Então podemos continuar].



Fui ao show do Jeneci com uma amiga, que namora à distância um cara que está na França, e um amigo músico que é completamente artístico e talentoso. Como disse lá em cima, nesse dia, eu estava comentando com eles sobre a pessoa que eu pensei estar apaixonada. Ao mesmo tempo em que contava, eu tinha consciência de que não era nada muito extremo, forte ou irracional. Era como se falar da pessoa, para meus amigos, me obrigasse a acreditar naquilo, entende? Não era amor, não era paixão. Era medo de não conseguir amar alguém de novo e era o desespero em me agarrar em algo/alguém que pudesse me lembrar, mesmo que remotamente, de coisas que já vivi. 

O show começou.

Minha amiga, Ana, filmava as músicas que falavam sobre histórias de amor e enviava ao namorado. O Felipe, o amigo, apreciava o show de uma forma que só outro artista conseguiria. Eu sentia as letras das músicas entrando em mim e me esbofeteando a cara. Sem dó, piedade ou consideração. 

Se você nunca viu um show do Jeneci, fica a minha dica para uma experiência incrível em sua vida. Você sai com a alma lavada. Mas ao mesmo tempo em que você sai leve, demora pra digerir. É tudo tão intenso que aquilo penetra no fundo dos seus pensamentos. E naquele dueto com a Tulipa, cantando "Do Amor", o amor aconteceu, mas eu não sentia nada e, aquilo, me angustiou de uma forma que eu não sabia que era possível. Afinal, não sofremos apenas quando amamos? Não sofremos apenas quando a relação é abusiva? O sofrimento não vem da rejeição?

Descobri que o sofrimento pode vir, também, do vazio.

Fotinho do meu instagram, @damichele ♥ 

Eu não sentia nada por ninguém, a não ser carência e vontade de estar junto esporadicamente. 
Amor, aquele que eu senti pela última vez há exato um ano, não tinha mais. 

A angústia deu lugar à preocupação.

"E se eu não conseguir amar de novo? E se eu sempre for assim, me apaixonar, mas passar em uma semana? Eu vou ser mais uma dessas pessoas que se acostumaram com a superficialidade e que afastam tudo o que é profundo?". Me deu uma espécie de desespero enquanto via os dois músicos dividindo o microfone.

Eu sentia muito, muito, mas nada saia. 

E aí, no meio da minha briga intensa comigo mesma, Jeneci e Tulipa começaram a cantar "Do Amor". 

[Agora, coloca "Do Amor" para tocar].

E a resposta veio em forma de canção. 

"O meu amor sai de trem por aí
e vai vagando devagar para ver quem chegou
O meu amor corre devagar, anda no seu tempo
que passa de vez em vento
Como uma história que inventa o seu fim
quero inventar um você para mim
Vai ser melhor quando te conhecer

Olho no olho
e flor no jardim
Flor, amor
Vento devagar
vem, vai, vem mais"

A minha vontade de amar, acredite, é maior do que a vontade de ser amada, mas acalmei meu coração. As coisas acontecem e não adianta apressar nada. 

Amor não se força. Acontece. 
E o  meu amor, o meu sentir, está saindo de trem por aí.
Mas eu sei que volta -
e vai ser quando tiver que voltar. 


(Este texto foi escrito há meses e quem assina a newsletter recebeu ele no timing certinho. Como eu tô naquele famigerado bloqueio do BEDA, estou finalmente publicando. Perdoem o vacilo e essas confusões sentimentais todas e não desistam de mim). 


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Sobre o show do Jeneci e sobre (não) amor

. 08/08/2016 .
tem dia que é felicidade.
tem dia em que é admiração.
tem dia em que é surpresa.
tem dia em que é boca aberta, coração acelerado e atenção.

é a palavra que usa-se quando todas as outras faltam.
é jeitinho, é identidade, é cultura.


é quando o coração acelera ao ouvir essa interjeição em um lugar que não seja a quente cidade do interior.
é sentir-se próximo com apenas duas sílabas. é identificação.

é um "vôti, não acredito",
"vôti, como passou rápido",
"vôti, como é bom te ver!".

é atenção, olhos atentos e sorriso.
é surpresa, espanto e admiração.

é sentir-se em casa.

-

Vôti é um dos dialetos de Araçatuba. Passei o fim de semana todinho lá, foi uma delicinha e fiquei inspirada a explicar a palavra favortia dos araçatubenses, de um jeitinho mais poético. Sintam-se devidamente apresentadas ao vôti. ♥ 

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Vôti

. 07/08/2016 .
Primeiramente, queria dizer que o nome dessa tag era "TAG Petralha" e O QUE DIZER DESSE NOME, né? HAHAHAHA. Segundamente, como hoje eu volto para São Paulo, deixei esse post levinho e de boinha agendadinho (quanto diminutivo, né?) para postar o quinto texto do BEDA. Espero que identifiquem o meu esforço em fazer o projeto certinho, mesmo com a falta de dois posts, tá? A tag foi postada pela Lidy lá no grupo "Se Organizar, Todo Mundo Bloga". 

1. O que costuma pedir no Starbucks?
Capuccino de chocolate com avelã ou Frapuccino de Choco Chip. 

2. Qual item do teu armário tu não consegue viver sem?
Minhas blusinhas listradas. 


3. Diga uma coisa que as pessoas provavelmente não sabem sobre ti.
Eu tenho três histórias de ficção prontinhas e que facilmente poderiam virar livros, mas sou insegura demais para tentar algo dessa dimensão. 

4. Diga uma coisa que tu quer fazer antes de morrer.
Uma viagem incrível com a minha mãe. Ela é a melhor mulher do mundo e acho que não aproveitou sua vida, ainda. Eu quero muito poder levar ela para algum lugar incrível e fazer ela realmente feliz em uma determinada ocasião. É tipo minha maior meta de vida, acho. 

5. Qual comida que tu não consegue viver sem?
Qualquer tipo de doce com chocolate. E Coca-Cola, que não sei se entra na categoria "comida", mas que é igualmente necessário para a minha existência. 

6. Qual a frase que rege a tua vida?
"Se puder escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil". 

7. O que tu gosta e não gosta sobre o YouTube?
Tenho 0 paciência com vídeo, então, vou ser repetitiva e dizer que amo JoutJout, ainda dou risada da Porta dos Fundos e eventualmente assisto umas coisas velhas da MTV.

8. Qual a música que mais ouve?
Atualmente? Essa aqui, ó:


9. Como definiria o teu estilo?
Gótica suave fofa com crise de identidade e que acha que é fashionista. 

10. Número favorito:
14! Já falei isso várias vezes, aqui no blog. 

11. Dois hobbies:
Escrever e montar playlists. 

12. Duas coisas que te irritam:
Grosseria gratuita e gente que anda devagar. 

13. Um prazer culposo…
Eu amo demais os dois filmes dos Anjos da Lei. Desculpa, mundo. Espero que ainda confiem no meu crivo cinematográfico após essa revelação. 

Pronto! Se você estiver participando do BEDA, também, fica a dica de um post rapidim e gostosim para momentos de falta de inspiração. <3 


Ps: todas as fotos dos posts do BEDA são do meu Instagram. Aproveita pra seguir, é @damichele <3 

13 perguntas pessoais

. 06/08/2016 .
Era quinta-feira de manhã, o metrô estava lotado. Naquele empurra-empurra entre as pessoas que saíam e entravam ao mesmo tempo, um casal de velhinhos se encaixou no meio daquelas tantas outras que se espremiam no espaço. A senhora se segurou no senhor e, com um sorriso divertido, riu gostosamente quando o trem voltou a andar e o seu marido se desequilibrou. Se abraçaram ali, no meio de tanto gente mal humorada de manhã. Era o amor após a paixão, beleza, desejo e fogo. Era calmaria, companheirismo e olhares cheios de significados. Não pude não reparar naqueles dois e não pude não me inspirar. Assim como no casamento em que fui ontem. 

Quando uma amiga se casa, inevitavelmente você começa a pensar sobre os seus relacionamentos e sobre como você lida com o amor. Com versos de Coríntios 13 e o famoso texto que prega que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, o casamento da Ju foi uma das coisas mais lindas que vi na vida, muito provavelmente pelo fator emocional que tudo aquilo envolvia. "Ame o máximo que puder e, se der para amar mais um pouco, ame".


Aquela frase me marcou e, imediatamente, lembrei do casal de velhinhos que entrou na estação Ana Rosa. De toda aquela cumplicidade, de conseguirem achar graça em algo tão cotidiano quanto um desequilíbrio no trem. De se amarem de um jeito que era visível para mim, uma pessoa com sono, com fones de ouvidos e completamente distraída. Não pude não pensar que quero, sim, viver isso um dia, talvez. Amar, compartilhar, receber e todas essas coisas que já vimos naquele discurso ótimo (hahaha) do Joey:


It is a love based of giving and receiving as well as having and sharing. And the love that they give and have is shared and received.  Tribbiani, Joey

Uma das minhas melhores amigas estava vivendo aquilo e começando todos os planos que sempre fez, desde os 15 anos. Estava vivendo seu conto de fadas, devidamente vestida como uma princesa. Estava com um sorriso que nunca vi igual e, seu marido (uau, marido!) segurando o choro ao vê-la entrando no altar foi tão lindo e sincero que me levou às lágrimas, assim como minhas outras duas amigas que dividiram o posto de dama de honra comigo. 

Sabe, ir a um casamento e ser bombardeado com palavras que pregam a importância de amar, demonstrar e acompanhar, em uma época em que nos acostumamos com a liquidez das relações humanas, faz a sua cabeça fervilhar. Por mais que eu leia e entenda todo esse movimento geracional (?), eu constatei ali que sou uma eterna apaixonada, mesmo que já tenha dito o contrário. Eu queria aquele olhar, aquele sorriso. Aquele amor representado em ações e expressões. "A gente se ilude dizendo que já não há mais coração", mas desde quinta eu percebo que o coração tá aqui, ó. Meio seco, talvez, cheio de dúvidas e muito escaldado, mas louco para transbordar. 

Do jeitinho que eu vi a Ju, seu marido (m a r i d o!) e o casal da Ana Rosa. 

-

Ps: fiquei dois dia do BEDA sem postar, mas tenho boas justificativas: viajei quase 600 km para o casamento, saí corrida do trabalho e, bem, ontem eu praticamente não existi. Então, peço compreensão dos brother aí. 

Having and giving and sharing

. 03/08/2016 .
Eu não sei vocês, mas eu tenho o defeito (defeito?) de ouvir a mesma música incansáveis vezes. Sério, quando eu gosto, escuto até não aguentar mais e, enfim, fazer uma nova playlist. Recentemente, estou ouvindo ad infinitum algumas músicas específicas - que são deliciosas, é claro - e, em um momento de pseudo-bloqueio-criativo-no-BEDA, resolvei colocá-las em uma listinha do amor para vocês saírem bailando comigo.


Tem coisa linda, mas tem um guilty pleasure no meio também porque, né, se tem uma coisa que tem nesse blog é verdade haha. Spotify aberto? Então solta o play! 



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Playlist: can't stop

. 02/08/2016 .
Gargalhada do Arthur. Assistir a série favorita com uma boa companhia. Bolo de fubá ainda quente. Abraço surpresa. Café da minha mãe. A minha lista de pequenas felicidades cotidianas são inúmeras e, talvez por serem tantas, às vezes passam despercebidas no meio dessa correria louca que chamamos de vida. Para ser bem sincera, eu não tinha noção da importância dessas coisas simples até decidir escrever sobre elas. Percebido isso, me perguntei: o que mais deixamos de aproveitar por não darmos o merecido valor?


No último fim de semana, revi o filme Begin Again (já falei sobre ele aqui) e assim que passou a cena da Gretta e do Dan observando cenas do dia a dia, com uma trilha sonora escolhida ao acaso, comentei que essa é a coisa que eu mais gosto de fazer durante a manhã, no caminho para o trabalho. A música em volume alto nos fones do ouvido, uma cena corriqueira e todo um clipe é montado. Tem dias em que o clipe é melancólico e composto por Radiohead de fundo e uma moça com o olhar triste e com a cabeça encostada na janela do ônibus. Em outros, o take é incrível: duas pessoas de mãos dadas atravessando a rua, o sol se pondo entre os prédios altos e Everlasting Lights, da Black Keys, dando som àquela imagem. É algo extremamente simples, mas que tem uma importância enorme para mim: a observação, a escolha da música, o sentimento. 

A verdade é que na medida em que vivo sozinha nessa cidade enorme e pesada, mais valor consigo dar às coisas pequenas e boas. O abraço é mais aconchegante e faço questão de demorar. A troca de olhares é muito mais significativa. Um bom dia sorridente melhora qualquer manhã. Um “se cuida” tem muito mais valor. O gostinho do purê de batata que eu finalmente acertei é ainda mais especial – e dá de 10 em qualquer restaurante da Alameda Santos. Descobrir coincidências com pessoas, no meio dessa multidão de 200 milhões de cabeças – tem ainda mais peso. Viver aqui me faz acreditar em serendipidade.

serendipidade | s. f.
se.ren.di.pi.da.de
(inglês serendipity)
sub. feminino
1. aptidão de atrair a si coisas boas sem planejar. dom de fazer boas descobertas.
2. acaso feliz.


Hoje, eu consigo reconhecer as coisas boas e pequenas que surgiram sem um planejamento. É o muffin de avelã incrível daquela padaria pequena, perto de casa. É a quase-namorada de um grande amigo que virou mais minha amiga do que ele. É atrair pessoas boas e talentosas, é ter uma boa conversa e sair do bar com a sensação de que tive uma aula de antropologia. É conhecer alguém com quem gosto tanto de estar junto, que bagunço toda a minha rotina de sono no fim de semana. É descobrir uma banda maravilhosa que tem uma música que casa exatamente com o momento que estou vivendo. É ler um texto lindo, ganhar um presente sem esperar. É tomar um café às 22h, de um domingo, com o melhor amigo. É um "estou com saudades", "amei te ver", "e a cerveja que você está me devendo, hein?" no WhatsApp. 

A verdade é que esperamos muito da felicidade. Temos a resposta pronta para quando nos perguntam o que seria "ser feliz", mas nunca respondemos que "já somos". É preciso ganhar na loteria, viajar o mundo, encontrar a alma gêmea, antes de se considerar feliz. Mas a felicidade tá aí, ó, do seu lado! Seja em forma de gatinho que roça o rabo entre suas pernas, pedindo comida, seja impresso no livro que você esperou anos para ser lançado. 

Felicidade é cotidiana e é questão de ser. Tá aí todo dia, na sua casa, no seu trabalho e até no transporte público. Você só precisa enxergá-la. 

E pra enxergá-la você não precisa trocar de óculos, não. 
É só ajustar o foco.


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Sobre as coisas simples da vida

. 01/08/2016 .
No ano passado eu falhei miseravelmente na missão BEDA (Blog Every Day August) porém, entretanto, todavia, agosto foi um mês bem difícil, em 2015. Quem lê o blog desde essa época, sabe que foi um mês fundamental para o MOBIC virar o que virou hoje. Foi naquela época em que comecei a escrever mais sobre mim, meus sentimentos e etc, e a dar essa nova forma - mais autêntica e pessoal - ao blog que, até então, tinha o propósito de ser uma revista virtual. Se estiver com tempo, você pode ver os posts do ano passado neste link aqui. Por mais que eu queira me justificar com essa introdução enorme, não tem choro nem vela: fiz apenas 17 de 31 textos que deveria ter feito ou, seja, falhei.

Mas isso vai mudar com 2016! 


Tenho milhares de posts nos rascunhos, vários textos já escritos e pedindo para serem publicados e um grupo maravilhoso feito por blogueiras para uma dar força para a outra no BEDA, então, acredito que agora vai. Se você curte meus textinhos, fica que vai ter bolo, meme, tag, textão idiota, textão romântico e tudo o que você já está acostumada durante o mês inteirinho. Se você chegou agora, seja bem-vinda/o. Espero que goste desse cantinho colorido e cheio de mimimis.

PS: se você é blogueira e quer participar do BEDA, a Nica fez um calendário incrível para te ajudar na organização e planejamento editorial. É mara!

PS 2: rolou textinho na newsletter, essa semana! Você já assinou? ♥

Fica, vai ter BEDA