Sim, este é um texto sobre a Beyoncé.


Se você me perguntar quando foi que eu comecei a admirar a mãe da Blue Ivy da forma com que admiro hoje, eu vou te responder: um pouco tarde demais. Isso porque foi apenas no VMA 2014 e sua performance incrível e icônica que eu finalmente fui prestar atenção na cantora que todos os meus amigos já veneravam. Foi ali, após aquela performance, que eu baixei o álbum homônimo e comecei a ouvir a palavra maior cantora pop da atualidade. E, então, eu recebi todas as mensagens que ela mandava. 

Eu sempre enfatizo o tanto que 2014 foi pesado pra mim. É tipo o 2007 da Britney, sabe? Penso que se eu sobrevivi a esse ano, sou praticamente invencível. Em meio aos meus vários problemas (TCC, ansiedade, perda de peso, baixa autoestima e relacionamento abusivo), descobri um álbum que, acredite ou não, me empoderou tanto que me ajudou a sair de toda aquela atmosfera ruim. E hoje, até hoje, quando escuto algumas músicas - principalmente Flawless - eu sinto um misto de nostalgia ruim com um alívio. Tipo quando você se lembra de algo que foi angustiante, mas que passou. Sabe? Pois é.

Depois veio a admiração da artista e profissional. Olha, a bicha é destruidora mesmo. Como mulher, Beyoncé colocou o feminismo em pauta, cantou sobre ele, gritou o que pensava sobre os padrões de beleza, sampleou uma escritora negra, africana e incrível e fez disso um hit. Depois, apontou o dedo na cara até da polícia americana com o seu incrível clipe de Formation. Como se não bastasse, reinventou o conceito de videoclipe (e de álbum) e fez um CD que fala sobre o que ela é e de um jeito que ela quis. O Lemonade é Beyoncé cantando folk, rock, pop e sendo extremamente competente, como sempre.

É uma mensagem sobre você, sobre ela, sobre a indústria cultural, sobre o racismo.

Cara, a mulher é foda.

Sabe, o meu carinho pela cantora é um negócio pessoal, afinal, em um momento em que eu estava me sentindo a pessoa mais horrível do mundo e com a autoestima tão sólida quanto um pudim, eu ouvia no volume máximo ela me dizendo que eu era maravilhosa. Quando eu estava em um relacionamento horrível, ela me entendia e dizia que "se fosse um cara", faria diferente. Uma leve lida sobre a carreira dela e você tem lições valiosas sobre amor-próprio, garra, empreendedorismo, mesmo.

Para mim, além de tudo o que você encontrar na internet, o álbum Beyoncé foi uma fonte de força que eu encontrei quando não sabia mais onde encontrar. Ele me empoderou - e eu não consigo usar outra palavra - afinal, como não ter mais força ao ouvir de alguém tão poderosa que você é maravilhosa - e que só precisou acordar, para estar assim? 

E sinceramente, como não admirar uma pessoa que realmente faz você acreditar nisso só com sua voz nos fones de ouvido?

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