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. 24/10/2016 .
Não, você não entrou no blog errado. Depois de um tempinho abordando só assuntos do cuóração, hoje a pauta é pra te deixar mais gata e toda trabalhada nas tendências de maquiagem. Acho que já comentei aqui no blog, algumas vezes, eu eu sou a pior do mundo quando o assunto é make, afinal, eu sou uma fiel adepta do delineador + batom para a vida e, até então, tudo bem. Por isso, quando recebi esse tutorial da Natura Aquarela, com um passo a passo de como usar as sobras de alta pigmentação, achei bafo e, então, quis postar aqui sim. Diquinhas boas a gente compartilha, né?


Para o verão, a Natura lançou seis tons ultra-metalizados de sombras Tint de Natura Aquarela, à prova d´água e de longa duração. Ou seja, perfeita para quem mora naquelas cidades bem quentes - alô, Araçatuba! - e que querem que a make dure independente do sol forte. Segundo a galera da Natura, que me mandou esse material, as cores de sombras metalizadas prometem dominar as tendências da moda e da beleza e esse acabamento pode ser usado em variadas ocasiões - o que eu achei incrível, afinal, se tem uma coisa que a gente gosta, é de versatilidade, né? 

Enfim, devidamente inserida na trend de alta pigmentação, a Maquiagem Natura não perdeu tempo e lançou mais cinco cores no portfólio de Sombra Tint. A bicha é destruidora mesmo, né? 

A sombra dourada, lançada recentemente, já é conhecida e amada. As novas cores (marsala, azul, prata, verde água, roxo e nude) prometem uma alta pigmentação, tons vibrantes, intensos e longa duração (até 8h) e, como se não bastasse, todas elas também são à prova d’água. Muito amor, né? 

Daí, para deixar esse post com uma carinha mais informativa, a galera me enviou um tuto básico de como fazer essa aplicação - com dicas de ouro do maquiador oficial da Natura, o Marcos Costa - tá pensando que esse blog é pouca coisa, querida? 

Como usar sombras de alta pigmentação

- Primeiro, prepare a pele, depois passe a base;

- Aplique a sombra com um pincel ou use a ponta dos dedos para garantir melhor aderência.

- Utilize uma cor única ou combinadas entre si

- Para um efeito moderno as cores marsala e roxa são as mais indicadas, já o azul e o verde resultam em um colorido jovem e ousado

Dica de ouro: as sombras Tint podem funcionar como primer, quando usadas embaixo da sombra em pó da mesma cor. “Para uma produção elaborada ou para um look diário, as Sombras Tint são curinga em diferentes ocasiões”, ensina o maquiador. 

Coisa linda, né? E como a gente gosta de coisa bonita, acho legal contar que os produtos foram lançados em forma de bisnaga e remetem ao universo das artes. Amor demais! ♥ Ah! O preço sugerido neste lançamento é R$32,50 cada, ou seja, bem sincero do jeitim que a gente gosta! 

Gostaram? Já vai colocar na wishlist? Então me conta! 

#PUBLIPOST DO AMOR
O link foi patrocinado, mas o post foi feito 
com o mesmo amor de sempre, tá?

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Anotaí: Sombras com cores intensas e alta pigmentação prometem fazer sucesso no verão

. 20/10/2016 .
Não faz joguinho, não. Me fala que pensou em mim e que quis me mandar mensagem quando viu que o Spotify colocou Só Pra Contrariar nas suas Descobertas da Semana. Me fala o que você almoçou e o que escolheu de sobremesa. Me manda um textão me falando o que achou da season finale daquela série que foi o nosso primeiro assunto e pode me falar que você descobriu uma cafeteria incrível no centro e que está louco para ir lá comigo. Me manda áudio de cinco minutos e diz que entenderá se eu não quiser ouvir inteiro. Me fala do seu gato, do seu vaso de suculenta e da compra que você fez no Pão de Açúcar, no fim da tarde.


Me conta que sua mãe adotou um coelho e pode dizer que seu irmão é um imbecil. Me fala mais do casamento da sua prima mais nova e me chama para ir escolher uma camiseta para aquele seminário que está tirando o seu sono. Me fala que lembrou de mim quando viu o trailer de um filme independente francês e que achou uma camiseta que é a minha cara, só porque tinha uma frase irônica e engraçadinha. Me atualiza sobre a história com seu roomate sem noção e me conta o final daquele livro que estava lendo no metrô.

Pode falar que você sonhou comigo e que está com saudade de ouvir minha voz. Pode me dizer que quer ir ao cinema ou finalmente riscar aquela exposição da sua lista de pendências. Me chama para ir comprar molduras e para caminhar na Avenida Paulista no domingo. Me fala que eu fui uma das melhores coisas do seu ano e que você se sente feliz ao conversar comigo. 

Pode falar, não tem problema, não.
Fala sem medo, olhando no olho e pode até pegar minha mão, se quiser.

Mas fala. 

if you love me let me know

. 19/10/2016 .
Eu não posso me denominar impulsiva. Penso um milhão de vezes antes de fazer qualquer coisa. De comprar um pão na padaria da rua de cima até adicionar o cara bonito amigo do meu amigo. Penso no que pode desencadear de bom, nas consequências ruins e, principalmente, no quanto posso me frustrar com aquilo. Arrependimento, de uma forma simples e crua, nunca foi meu medo, afinal, ele só viria caso as coisas desse errado e, bem, as chances de darem certo eram exatamente as mesmas. Fazer o que quer fazer, na verdade, nada tem a ver com impulsividade. Na maioria das vezes, o que é taxado de ato impulsivo foram escolhas difíceis e que foram analisadas mais vezes do que eu gostaria de aceitar. 

Quando você faz algo que estava com receio de fazer - seja lá o motivo - é muito mais tranquilizante dizer para si mesmo que mandou aquela mensagem para o cara de quem gosta em um ato impulsivo do que assumir que você fez aquilo porque realmente queria fazer. Se der errado, "foi impulso". Se der certo, "foi coragem". 


Eu li um livro, esses dias, bem gostosinho e que tem uma passagem bem legal sobre algo do tipo. Chama-se Juliet Nua e Crua e é do Nick Hornby, o autor de High Fidelity. Bem, nessa passagem uma senhora idosa está vendo uma foto sua, de décadas atrás, com dois rapazes estrangeiros exposta em uma mostra e comenta, com a curadora do museu, o quanto se privou de coisas em toda a sua vida. Transar com um daqueles caras foi uma delas, ela diz. A curadora, em um ato de talvez até solidariedade, diz que, então, ela sempre foi muito sóbria e sensata, no que a senhora responde que a sensatez nunca lhe trouxera felicidade. 

Mas arrependimentos... 

Aquilo me chamou a atenção porque eu sempre tive a noção de que posso lidar com arrependimentos, desde que eles sejam consequências de minhas próprias vontades. De ser honesta comigo mesma, me permitir, mesmo que o resultado seja quebrar a cara. Fui assim desde que me conheço por gente, mesmo sem ter bagagem alguma na vida. Sempre fiz o que tinha vontade e o que acreditava ser justo comigo no momento. Queria dormir tranquila e com a sensação de que tentei de todas as formas, e não com o nó na garganta de quem se omitiu para si mesma

E é por isso que eu mando mensagem, sou insistente quando quero e me declaro quando acho que precisa. Posso até pagar de trouxa, de boba, de chata, apegada, ou justamente de impulsiva. Posso me arrepender no segundo seguinte de puxar uma conversa, de responder no mesmo minuto o carinha blasé ou de que mandar um bilhetinho para o loirinho do karaokê. Eu posso ser taxada de louca e podem até duvidar do amor que sinto por mim mesma, inclusive. Mas se tem uma coisa que eu não faço, é dormir com vontade. De doces a palavras proferidas, acredite:

Eu prefiro acordar arrependida. 


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Você dorme com vontade ou acorda arrependida?

. 17/10/2016 .
Não é só você que está com os ombros pesados e com a sensação de que está nadando contra a maré e quase desistindo de tudo. Não é só você que está chorando porque o amor da sua vida te deixou. Não é só você que está com essa dor na alma e jurando que não vai passar. Não é só você que está com os cabelos em pé pensando nas contas que estão vencendo. Não é só você que está xingando alto porque o jantar queimou enquanto você respondia a melhor amiga no WhatsApp. Não é só você que está se perguntando o que está fazendo com seus dias. Não é só você que está com a sensação de que a vida de todo mundo está melhor que a sua. 


Não é só você que levou um esporro do chefe. Não é só você que tomou chuva no meio do caminho e chegou ensopada em casa. Não é só você que está tendo um dia terrível. Não é só você que está chorando mais do que acha humanamente possível. Não é só você que está com a sensação de que está perdida. Não é só você que não consegue dormir quando coloca a cabeça no travesseiro. Não é só você que está com o saldo no banco negativado. Não é só você que perdeu alguém importante. Não é só você que está com vontade de trancar o curso da faculdade, mas não o faz por medo. Não é só você que está com essa dor de cabeça insuportável. 

Não é só você que criou expectativas sobre um romance que só existia na sua cabeça. Não é só você que fracassou nas suas metas do ano. Não é só você que está se sentindo um lixo. Não é só você que está querendo sumir. Não é só você que está tendo crises frequentes de ansiedade. Não é só você que está com esse aperto no peito e esse amargo na boca. Não é só você que se sente menos do que realmente é. 

Não é só você que está se sentindo insegura. Não é só para você que as coisas estão tão difíceis. Não é só contra você que o universo parece estar conspirando. Não é só para você que o ano está complicado. Não são só os seus caminhos que parecem estar esburacados. Não são só os seus sentimentos que estão tão intensos. Não são só as suas batalhas que estão tão difíceis de serem vencidas. 

É com todo mundo. 
Pode não parecer. Algumas pessoas sorriem mais que outras, outras escondem melhor e algumas são mestres na maquiagem, mas acredite: todo mundo está passando por alguma coisa que parece ser insuportável. 

Você não está sozinha e
é mais forte do que pensa. 
De verdade.

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Não é só com você

. 12/10/2016 .
Nunca fomos as melhores amigas na infância, não. Eu sempre fui melosa demais para sua praticidade toda. Sempre fui de querer abraçar e você odiava contato. Sempre quis mandar nas brincadeiras, mas você mandava mais que eu. Nunca fazia nada se não quisesse, sempre falou o que pensava e sempre teve a personalidade forte. Gêmeos com Capricórnio, não tem como combinar, né? Na pré-adolescência, você foi ainda pior. Nunca nos vimos como verdadeiras amigas; éramos apenas duas estranhas que dividiam a mãe, o quarto e as preferências por cores de esmaltes. Brigávamos por tudo. Pela louça que deveria ser lavada, pelo horário no computador, pela altura do volume da TV, pelo filme escolhido e até pelas bandas favoritas. A gente dedurava a outra para a mãe, mas, esporadicamente, aprendemos a guardar alguns segredos. Virávamos cúmplices, quando a situação exigia.


Os anos passaram e demorou para que virássemos, enfim, amigas e, ainda assim, você nunca foi lá muito aberta. Tentei, por várias vezes, fazer mais parte da sua vida, rotina, dias e segredos, mas você sempre foi centrada demais, discreta demais, fechada demais. Continuo culpando seu signo que tem coração gelado, bem contrária a minha expansão toda. Porém, no ano retrasado, você me deixou entrar. E foi ali o momento em que percebi que somos as melhores amigas uma da outra. Foi na dificuldade que percebemos a força que temos e a cumplicidade que construímos mesmo sem perceber. Não foram brincadeiras e recordações fofinhas que nos mostraram o amor que sentimos uma pela outra: foi a treta, como tudo o que gente já se acostumou a passar.

Você sabe que eu sempre amei você, mas depois que colocou o Tutu na minha vida, esse amor triplicou. Quando eu disse que você me deu o melhor presente que já ganhei na vida, não é pra ser bonitinha, não. É verdade. Eu jamais esperaria que pudesse ser tão grata a minha irmã mais nova, mas, nossa, como eu sou. E hoje, to escrevendo porque sinto sua falta. 

Eu sinto falta de brigar com você pela roupa pega sem autorização. Sinto falta de ouvir você me contar sobre qualquer coisa que eu não tenha tanto interesse. Sinto falta de zoar o seu gosto musical horrível, ou de comentar qualquer coisa sobre Supernatural. Sinto falta de assistir RuPaul's de madrugada e de elogiar seu desempenho na faculdade. Mas o que eu mais sinto falta é de poder ver você se tornando essa mulher linda de pertinho, sem ser pela tela do celular. 

Mas, sabe, não importa o quão longe eu esteja. Não importa que a gente não se fale todos os dias. Você sempre vai ser aquela coisinha barriguda, brava e invocada, que queria me bater quando eu chamei de "ju" e, por isso, eu eternizei esse apelido que só eu e você entendemos e que nunca pegou, de fato. Eu tenho certeza que você vai me dar muitas outras felicidades e estou aqui, observando de longe, cada pedacinho do castelo lindo que você está construindo sozinha.

Te amo demais, peste. Morro de saudade. Todos os dias.

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Soul sister

. 07/10/2016 .
Estou numa vibe meio introspectiva e isso meio que casou com um insight que tive por esses dias. Eu finalmente - finalmente - entendi que preciso cuidar de mim antes de querer fazer qualquer outra coisa (pessoal ou profissionalmente) e, se tem uma coisa que eu não estou fazendo bem, é cuidar bem desse corpinho comprido. Minhas metas para outubro são bem simples, aparentemente, mas as faço desde o começo do ano e eu sempre coloco um milhão de obstáculos na hora de cumpri-las. Vocês me ajudam? ♥ 


- Fazer todos os exames que o médico pediu. Todos, sem exceção ou desculpas. Aproveitar e marcar os outros dois médicos que eu preciso marcar logo na primeira quinzena. 

- Começar a correr. Sem desculpas de "está frio" ou de "não tenho o tênis ideal". Só tenho que amarrar o cadarço e ir - e eu tenho uma pracinha do lado de casa! 

- Começar a comer salada. É sério. E a fazer coisas diferentes na cozinha. 

- Terminar o livro que estou lendo e começar um novo. Tudo em outubro. 

- Visitar o MASP. É uma vergonha eu ainda não ter ido lá! 

- Aproveitar e visitar alguma exposição. Preferencialmente a dos Beatles ou a de Alice. 

- Andar de bicicleta na Paulista. Pode ser a do Itaú.

Vamos?

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7 metas para outubro

. 05/10/2016 .
Humanos. Não basta se acharam os verdadeiros donos do universo, acreditam piamente que têm algum poder sobre os próprios sentimentos. Iludidos, criam teorias de que com a quantidade de tombos, mais discernimento ganham e, com ele, mais autoridade sobre seus próprios corações. Coitados deles, coitados de nós. Me dá pena quando escuto alguém dizendo que "não se envolve porque não vale a pena" ou que "não se apaixona". A prepotência do ser humano é tanta que ele - eu, você, nós - acredita que tem algum tipo de controle sobre isso. Como se nós, meros mortais que procuram em mapas astrais formas de compreender o outro, tivéssemos algum poder sobre algo que é tão maior que nós mesmos. 

Mas por que eu comecei o texto com essa pequena crítica a você, ser humaninho? Porque eu cai em minha própria emboscada e, como tenho o lema de que todo golpe vira texto, cá estou compartilhando (mais) um caso da minha vida. Não vou dizer que esse compartilhamento é para que você não cometa o mesmo erro pois esse texto fala justamente sobre isso: se for pra errar, você vai errar mesmo se for a pessoa mais analítica do planeta. 

O que não é pra ser, amiguinho, não será. 



Há um tempo em que eu vesti a fantasia de pessoa que "não se apega". Antes de você continuar a leitura, acho importante ressaltar que, caso você ainda não me conheça, eu sou a pessoa mais sensível do mundo e, consequentemente, eu crio laços muito facilmente. Desde o início da minha existência, digo, do blog, eu culpo essa intensidade e facilidade em sentir à minha lua em Peixes e isso me dá um certo conforto. Hoje em dia é mais fácil atribuir nossas falhas aos astros, né? Enfim, depois de algumas chapuletadas - amo essa palavra que minha mãe usa insistentemente em nossas conversas - eu consegui criar uma pseudo-resistência às paixões imediatas. Passei a ser uma fiel adepta das relações líquidas e fugia de qualquer profundidade. Ao primeiro sinal de envolvimento, eu realmente saia fora. Para mim e para meus amigos que acompanhavam tudo isso de perto, sempre dei a desculpa de que "Eu supero rápido. Os problemas não aconteceram, mas podem acontecer e prefiro não correr o risco". Com isso, acabei me sabotando algumas vezes e me identifiquei mais do que deveria com esse texto incrível aqui. 

Com todo esse cuidado, muros erguidos e guarda posta, eu afastei muita gente legal pelo simples medo de me apaixonar sozinha. Veja só, o receio de me envolver antes que a outra pessoa era maior que o próprio interesse e o medo de fazer algo que pudesse estragar aquilo fazia com que eu simplesmente me afastasse. Por várias vezes o medo de estragar tudo fazia com que, veja só, eu estragasse tudo. Paguei de insensível - logo eu! -, de grossa e de egoísta, mas tudo isso foi uma espécie de autoproteção mal executada. E assim estava levando até que eu, finalmente, me vi em uma situação em que, aparentemente, eu poderia mudar esse quadro. Uma situação em que eu poderia sair da minha zona de conforto e acampanar em um lugar desconhecido, mas que segundo o meu estudo, me apresentava uma certa segurança. 

Analisei todo o terreno. Apalpei a terra, cavei um pouquinho, observei o que era florido e o que era árido. O solo era fértil, firme e algumas áreas apresentavam a solidez que eu procurava há algum tempo. Decidi acampar ali, afinal, parecia seguro e eu tinha me certificado disso. Só que não era seguro, não. O tempo fechou e transformou toda aquela terra boa em lama. Mas não tinha culpado, certo ou errado ou qualquer coisa que possa ser usada como justificativa. O que aconteceu foi que o clima mudou e a chuvinha fina virou tempestade. 

Timing errado. 
Vida que segue. 

Guardei as peças da minha barraca na minha mochila e decidi, novamente, me esconder atrás do muro e da guarda mais eficiente que a da rainha da Inglaterra. Junto com as peças da barraca, levei na bagagem a lição de que, quando o assunto é coração, não adianta analisar, pensar e escolher. Nós não temos poder algum sobre o nosso sentir e é tolo pensar que podemos escolher a próxima pessoa por quem iremos nos apaixonar (ou não). É mais tolo ainda pensar que com análises baseadas em nossas próprias experiências, podemos saber o que nos fará feliz ou nos fará sofrer.

Humanos...

Por mais que seja reconfortante pensar que podemos, sim, saber o que vem pela frente e evitar nos machucar, eu preciso te dizer que você não tem poder algum sobre isso. Eu sei, posso parecer dura, mas é verdade. Quem dera termos controle e poder escolher quando gostar ou se afastar! Se isso fosse possível, não existiriam corações quebrados e, muito provavelmente, nossas músicas favoritas nem existiriam, afinal, nada mais inspirador que um coração partido. Já imaginou sua vida sem um álbum do John Mayer? Pois é! 

Sentir é estar em queda livre: você até prevê as emoções e sente as direções para qual está sendo jogado, mas nada do que fizer pode mudar o trajeto. Não tem como controlar a velocidade ou saber quando virá a queda. Você sabe que não tem como ter controle sobre aquilo, mas se agarra na menor possibilidade que encontra, afinal, o controle traz conforto. 

Só que "control is an illusion". 
Já aprendemos em Mr. Robot.

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Queda livre

. 02/10/2016 .
Outubro chegou. Longe de mim desejar que ele seja "outubro ou nada", ou que ele "traga novos ventos". Na verdade, eu fujo de qualquer frase bonitinha e compartilhável que acompanha a chegada de cada novo mês, mas, sendo bem sincera, com outubro eu me permito ser otimista e pensar que "alguma coisa vai acontecer". Isso porque o décimo mês é bem especial para mim - arrisco dizer que é até mais significativo que Maio, que é oficialmente o meu "mês mais importante" (importante e significativo são coisas diferentes, né?). 

Não precisei de muito tempo para recapitular alguns fatos que permearam os meus anos até 2016. Com exceção de 2012, todos os meus "outubros" tiveram fatos importantes que, vejam só, me trouxeram até aqui. É sério. Sente-se ao meu lado no meu DeLorean e veja, rapidinho, um pouquinho dos meus "meses 10" de 2011 até hoje. 

Foto do dia 02/10/2015 - quando a Paulista era turismo, e não visão diária

Em 2011,

Foi quando fiz o primeiro post "de verdade" aqui no blog - e foi a matéria que me motivou a criá-lo. Era um texto que fiz no primeiro semestre da faculdade em que eu falava sobre a rotina e dia a dia de modelos. (Acho bonitinho ler minha primeira "matéria acadêmica" e ver o quanto minha escrita/abordagem/visão jornalística mudou, haha). 

Em 2013, 

Foi quando comecei a trabalhar na assessoria de imprensa da minha faculdade. Com pouco mais de 5 meses de estágio e com mais dois anos de curso pela frente, fui efetivada como assistente, o que significava que eu ganharia bolsa de 100% e não precisaria me matar em dois estágios e almoçar em 20 minutos todos os dias.

Foi quando fiquei realmente amiga do Oda

Foi quando comecei o meu mais importante relacionamento, até então. 

Em 2014,

Foi quando comecei a trabalhar na agência de assessoria de imprensa daqui de SP, mas no polo em Araçatuba. Considero, até hoje, o lugar em que mais aprendi, tanto na profissão de jornalista-barra-assessora, quanto como profissional de uma forma geral. Baita aprendizado, mesmo. Foi o meu pé em uma possível mudança para São Paulo - mesmo que eu não soubesse disso, ainda. 

Foi quando recebi a notícia de que seria tia. E dei uma surtada com isso. 

Foi quando percebi, finalmente, que meu namoro não me fazia bem. 

Foi quando finalizei meu TCC.

Em 2015, 

Foi quando fiz a minha primeira entrevista de emprego aqui em São Paulo. No meu atual emprego.

Foi quando fiz a entrevista da segunda fase do Curso Abril de Jornalismo. 

Foi quando decidi que me mudaria para São Paulo.

Foi quando descobri que tinha passado no Curso Abril de Jornalismo.


*

Viu como não é por acaso que eu tenho uma relação muito especial com o mês de outubro? Bem ou mal, ele sempre se faz memorável e, talvez por isso, eu espere tanto pelo começo do décimo mês do ano. Mesmo marcando o final dele, é como se ele desse o pontapé para as coisas que vão ser importantes para o ano que vem depois, sabe? É meio natural ficar (um pouco) animada com a possibilidade de alguma mudança/renovação no mês, afinal, vem sendo assim desde 2011.

Me permitindo ser otimista, boba e principalmente clichê, quero que outubro seja o melhor mês do ano, mesmo. Que ele se supere, como sempre faz. 

(Mas de um jeito bom). 

PS: Segundo a astrologia, outubro é o mês em que começa o meu paraíso astral - no dia 24, precisamente. Coincidência?

PS2: Gostaram do layout novo? :)

Outubro(s)