. 27/12/2016 .
Vocês já ouviram falar em "ano pessoal"? É uma "previsão" de como será o seu ano, com base na soma da sua data de aniversário mais o ano atual. Numerologia é uma coisa bizarra e foi em 2014 que ouvi falar sobre isso pela primeira vez. Estava no meu ano 9 e, de fato, foi o meu ano de rompimento dos ciclos mais sólidos que tinha na vida. Se você procurar no Google, verá que o Ano 9 significa exatamente isso: encerramentos. É como se tudo o que não servirá para você, no futuro, fosse tirado sem dó nem piedade, no presente. Eu realmente aconselho a leitura sobre isso e a você descobrir o seu ano, também. Mas por que eu comecei com essa introdução esotérica? Porque 2016 é Ano 9 e, como você já descobriu a essa altura, muitas coisas estão terminando.


Muita gente associa qualquer tipo de término ao sofrimento. Finais de relacionamentos (tantos os de amor quanto os de amizade), despedidas, afastamentos, enfim. Temos um problema muito grande para aceitar que algumas coisas terminaram e, como bem ensinou a Jout Jout no vídeo mais fofo dos últimos tempos, não é porque acabou que não foi incrível. Nossa relutância em seguir em frente é que provoca o sofrimento que, na maioria das vezes injustamente, é atribuído aos rompimentos. A própria palavra "rompimento" é quase um sinônimo para dor e eu realmente entendo, mas, já parou para pensar onde você estaria, hoje, se não tivesse passado por alguns, no decorrer da sua vida? O quanto aprender a lidar com a dor do término somada a dor da sua frustração, não te fez amadurecer? Pois é.

Tem um trecho do Clube da Luta que me marcou profundamente, vou até compartilhá-lo na íntegra:

"Naquela época a minha vida parecia completa demais, e talvez tenhamos que quebrar tudo para construir algo melhor em nós mesmos". 

E é exatamente isso. Nos recusamos a lidar com os términos por puro apego e, para ajudar, temos um problema enorme em lidar com nós mesmos logo que eles ocorrem. Nós precisamos aprender a lidar com o sofrimento da partida e, principalmente, entender que isso não nos faz fracos, mas humanos. A vida parece menos injusta quando paramos de atribuir términos ao fracasso e conseguimos ajustar nossa ótica para enxergar as coisas boas de todo aquele ciclo. Que fiquem as boas memórias, os aprendizados e, principalmente, a gratidão. 

2016 foi difícil para todo mundo, mas ensinou na mesma proporção em que nos socou no estômago. Arrisco dizer que nunca mais seremos os mesmos depois de ter sobrevivido a ele, mas preciso ressaltar que sou muito grata a todas as lições que tirei de suas curvas e ruas mal iluminadas. É difícil, mas a gente consegue agradecer os dias difíceis, as pessoas que não foram legais com a gente; dizer obrigada para as vezes em que ouvimos injustiças e a digerir notícias tão amargas. Foi um ano duro, mas sobrevivemos. A ele e aos ciclos finalizados.

Talvez tenhamos mesmo que perder as coisas que achamos fundamentais para nossa existência, hoje, para perceber, amanhã, que somos mais forte do que jamais pensamos que seríamos. Como pontuou Palahniuk, talvez isso seja mesmo necessário para que a gente consiga evoluir e vivenciar coisas ainda melhores.

Segundo a numerologia, depois do Ano 9, vem o Ano 1 e, se você pesquisar, verá que ele significa uma coisa que sempre acontece depois de qualquer rompimento:

recomeço. :) 

Ano 9, encerramentos de ciclos e gratidão

. 14/12/2016 .


1. A cozinhar. Para quem não sabia fazer um arroz, meu extenso menu de 5 diferentes pratos é um avanço espetacular. O fato de serem gostosinhos, então, me torna uma cozinheira digna de Master Chef, na minha base de comparação. 

2. A cuidar de mim mesma. De entender a necessidade de marcar um médico, de pegar um Uber até o pronto socorro mais próximo, enfim. Quando você não tem opção, você aprende a se virar. E quando aprende o quanto é difícil ficar doente, sozinha, se cuida mais. 

3. A gostar de mim mesma. Da minha imagem refletida no espelho, da minha própria companhia... 2016 foi um ano de profundo autoconhecimento e, sinceramente, eu adorei me conhecer dessa forma. Sou uma pessoa incrível, mesmo com minhas falhas e fraquezas. 

4. A falar não. Quer dizer, ainda tenho um problema muito grande com isso, mas estou aprendendo e, definitivamente, esse foi um ano em que comecei a usar o poder dessa palavrinha. 

5. A comer verduras. Ok, eu só como brócolis, mas isso é um avanço tremendo, vai!

6. A não falar das pessoas. Fofoquinhas, comentários, acompanhar pessoas que não me acrescentam... Esse tipo de coisa ficou junto com o primeiro boleto do aluguel pago e com a nota fiscal da minha compra de produtos de limpeza hahah. Acho que quando você tem problemas e responsabilidades mais sérias, você perde total o interesse sobre a "vida alheia" e, sério, isso foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos. 

7. Que eu atraio pessoas incríveis. E cada vez que eu percebo isso, mais feliz eu fico comigo mesma, afinal, a gente atrai o que transmite e, caramba, eu tenho as melhores pessoas do mundo, perto de mim. 

8. Que as amizades de verdade são bem mais fortes que qualquer distância. Mudar de cidade me fez me distanciar de muitas pessoas e, confesso, fiquei bem surpresa em perceber que os meus melhores amigos continuam os mesmos. Nossa intimidade, interesse e energia são as mesmas e sou muito grata por isso. 

9. Que eu amo minha família muito mais do que eu pensava. Eu sempre me senti meio que "desgarrada" e acho que lidei com minha mudança de cidade "bem demais", sabe? Nunca fui de demonstrar muito o amor que sentia por minha família - fui criada por uma capricorniana haha - mas, morando longe, essas "expressões de afeto" se tornaram necessárias, afinal, a saudade falava mais alto. A cada volta pra casa, mais eu percebo o quanto minha família é importante e que eles são, realmente, tudo o que preciso. 

10. Que algumas coisas não mudam. Não adianta o que a gente faça para tentar alterá-las. Tem coisas que, simplesmente, não cabe a nós. 

11. Que eu não supero algumas coisas tão rapidamente como eu sempre me gabei. Mas a vida segue e uma hora as feridinhas cicatrizam de vez.

12. A ser sociável. Quando você se muda para uma cidade nova e tem poucos amigos nela, isso é meio que lei da sobrevivência. Eu troquei, definitivamente, o "quem vai?" pelo "vamos" e confesso que isso me fez bem. 

13. Que eu sou muito mais forte do que eu penso - e isso é incrível. 

14. Que as coisas acontecem na hora certa. 

15. A parar de ler/acreditar em horóscopo. Apesar de ainda acreditar em signos e mapa astral, não acredito mais em horóscopo. Ansiosa que sou e, pelo fato da minha ansiedade ter voltado esse ano, eu comecei a ler esse tipo de coisa numa tentativa de encontrar conforto para o futuro, em momentos mais tensos. Quando eu percebi que as coisas só ficariam melhores se eu fizesse algo pr'aquilo, as previsões perderam completamente o sentido pra mim - e to bem melhor assim. 

16. Que casa é onde fica o coração. Mesmo. 

Me segue lá no Instagram!
É @damichele 

16 coisas que aprendi em 2016

. 12/12/2016 .
Eu adoro falar sobre presentes em datas comemorativas, tanto que aqui no blog tem vários guias (para namorados, para namoradas, para amigo secreto, enfim), mas fazia tempo que não fazia algo do tipo. Como o Natal está quase aí e alguns amigos vieram me pedir conselhos sobre como presentear suas namoradas, eu tomei essas dúvidas como inspiração e cá estou eu com mais um guia de presentes. Dessa vez, selecionei cinco presentes incríveis que toda mulher gostaria de ganhar. Olha só! 


1. Bracelete Pandora :: eles viraram moda e todo mundo tem vontade de ter um e contar sua própria história através do acessório. É o tipo de presente fofo, atencioso e exclusivo, porque por mais que várias pessoas tenham uma pulseira da Pandora, dificilmente a composição dos charms será a mesma. 

2. Brinco de Ouro Vanessa Robert :: a gente percebe que virou adulto quando começa a colocar joias nas wishlists. Mas também, como não se apaixonar por esse brinco da designer Vanessa Robert? Moderno e sofisticado ao mesmo tempo, eu duvido que você não gostaria de ganhá-lo. 

3. Perfume Daisy, Marc Jacobs :: eu sei que perfume é um presente muito pessoal, mas se escolhido com base na personalidade e preferências da pessoa (ou seja, se você conhecê-la bem) é um presente incrível. Você encontra o perfume da foto e muitas outras opções de perfume feminino de marcas famosas na Le France.   

4. Charms, da Pandora :: é um complemento do item 1, mas que é um ótimo presente caso a pessoa já tenha o bracelete. Escolha um charm que tenha alguma coisa a ver com vocês, ou que simbolize uma história e, tcharam, você tem o presente perfeito. 

5. T-shirt estilosa :: porque toda e qualquer mulher no universo adora uma brusinha. Aqui nesse link eu coloquei várias lojas bem legais que podem te ajudar. Check it out!

Curtiu minha lista? O que você considera um presente "que toda mulher adoraria ganhar"?
Beijo beijo e até o próximo post! ♥ 

Oie! Você leu um Publipost!
O link foi patrocinado, mas o post foi
feito com o mesmo amor de sempre :)

5 presentes que toda mulher adoraria ganhar no Natal

. 11/12/2016 .

Fazia tempo que eu não trazia uma playlist para vocês, não é mesmo? Pois bem, aproveitando que estou ouvindo essa há pelo menos duas semanas, vim compartilhá-la com vocês. Como consta na descrição do Spotify, "a vida é muita curta para ouvir só indie", por isso, ela tem de quase tudo um pouco: de indie ao pop, do alternativo ao funk e do hip hop ao rap. Aumente o volume e curta o domingo com muita música boa. ♥ 


Curtiu? Então aproveite para seguir meu perfil no Spotify, é mihbroccoli, e meu perfilzinho no Instagram, que é @damichele

Playlist: 5 0 5

. 08/12/2016 .
As coitadas das minhas amigas do trabalho não me deixam mentir: há uns meses, todo santo dia eu dizia que queria cortar o cabelo. Com ele quase na altura da cintura, mas totalmente sem vida - por mais que eu estivesse cuidando, hidratando e etc -, eu coloquei na cabeça que queria cortar e ser mais uma adepta ao long bob. Decisão tomada - mesmo que eu tenha mudado de ideia mil vezes -, comecei a procurar por salões que fossem perto do trabalho, tivessem um preço ok e que tivessem bons feedbacks. Era simplesmente impossível achar essas três coisas de um jeito simplificado e, então, provando que a lei da atração existe, eu recebi um email maravilhoso da Bia, da Vaniday. Ela me apresentou o app, a proposta e me convidou para conhecer o serviço e um salão. Eu fiquei de cara com essa coincidência toda - e tão animada que não me contive: marquei na mesma semana. Sim, sim, sim. Eu cortei o cabelim! 


Para começar, o app já direciona, sozinho, você para os salões mais próximos. Daí, aparecem as opções por ordem de relevância e existem filtros para que, assim, você selecione o que é prioridade na sua escolha. O serviço é todinho customizado para você e, como se não bastasse toda essa facilidade, ainda rolam umas promoções bem incríveis - isso sem contar o desconto que você ganha em seu primeiro agendamento. Depois de escolher o salão e o serviço, a equipe entra em contato com você pelo WhatsApp e confirma tudinho. Sério, para quem não conhece salões na cidade, é uma opção incrível de verdade porque você não só recebe indicações, como a equipe faz tudo pra você. 

Eu escolhi um salão ali na Pamplona (o Studio Hair Pamplona) e sai apaixonada pelo meu cabelim - igual o gif da Audrey, ali em cima. Senhoras e senhores, vejam Michelinha de long bob: 

Tchau, cabelom

Eu vim contar pra vocês sobre o Vaniday porque eu achei tudo muito incrível, tanto a qualidade do salão, quanto a facilidade. Em dias cada vez mais corridos e cheios, ter alguém para fazer esse tipo de trabalho pra você é realmente maravilhoso. Fica a dica. ♥

Isso não é um Publipost! 
Fui convidada para conhecer o serviço e eu amei real/oficial. 
Fica a dica pra vida! 

Vaniday: uma opção incrível para forasteiras

. 07/12/2016 .
Eu namoro ~emendadamente~ desde os 17 anos de idade. Dos 17 aos 19-quase-20, namorei um. Dos 20 aos 21, namorei outro. Dos 21 aos 23, namorei o último. Nesses intervalos, tive pouquíssimos meses solteira e só agora, com quase 25 anos, que eu realmente convivi comigo e com minha melhor versão. Estou adorando esse relacionamento e me apaixonar por mim mesma um pouquinho mais, todos os dias. 

Acontece que, ontem, vi minha tia (que acho válido ressaltar: é solteira e tem mais de 50 anos) e ela me fez a pergunta que assombra 10 a cada 10 mulheres determinadas, maravilhosas, autossuficientes e, consequentemente solteiras: 

- E os namoradinhos?

Suei frio. 
Nunca tinham me feito essa pergunta em um período de sete anos. Eu não sabia muito bem o peso desse questionamento ou como lidar com expectativas de outras pessoas sobre a minha vida pessoal. Optei pela verdade. 

- Ah, tia. Estou focada na minha carreira! – respondi enquanto abria um chocolate. 

- Mas tá na hora de pensar em casar, né? Logo passa do ponto hehe

Dei aquele sorriso amarelo e pensei em várias respostas. Pensei em ser fofa e dizer que "não encontrei a pessoa certa, ainda". Poderia ser iludida e dizer que estava "esperando pela minha alma gêmea". Poderia ser sincera e dizer que só me interesso por cara idiota e que sou adepta do "antes só do que mal acompanhada". Poderia ser ainda mais sincera e dizer que "eu não consigo me envolver com os caras incríveis que acabo conhecendo". Mas decidi ser eu mesma e responder com uma leve dose de sarcasmo. Optei por um pequeno coice-elegante:

- Não tá não, tia. Inclusive, meu propósito de vida é ser como você: solteirassa e vivendo do jeito que quero! To trabalhando nisso, hehe

Eu não preciso dizer que ela mudou de assunto, não é mesmo? :P

E os namoradinhos?