. 27/02/2017 .

Eu sei que eu sumi, eu sei que tô ausente e sei que vocês estão sentindo falta dos meus textões - ok, essa parte tem uma leve dose de prepotência da minha parte haha. Mas eu posso justificar tudo isso com a mais pura e sincera verdade: nada acontece, feijoada. Isso porque eu não to gostando de ninguém, não conheci ninguém e to muito feliz e plena - o que é péssimo para render textos profundos. Quando aqui dentro tudo é calmaria, não preciso colocar nada pra fora porque, vejam só, nada transborda. Consequentemente, perde-se a inspiração para textões. Porém, como estava com saudades de vocês e recebi coisas lindas da Kutiz, vim fazer uma resenha do amor porque estou em um relacionamento seríssimo com essa linha reparadora da Schwarzkopf (sim, eu olhei atentamente para o rótulo, para poder escrever). Sério, o gif abaixo é tipo euzinha saindo do banho:


Na caixinha dessa remessa, vieram alguns produtos que eu adorei: o protetor solar da La Roche-Posay, para o corpo, o que veio para salvar minha vida de foliã dedicada aos bloquinhos; um shampoo para cabelos loiros, da L'Oreal (eu sei que não sou mais loira, mas talvez isso seja um spoiler do que vem por aí #mistérios) e a linha reparadora da Schwarzkopf. E meus amigos, que caso de amor.

Primeiro porque ela realmente nutre o seu cabelo. Sério, você sente ele mais leve logo no primeiro banho. Segundo porque ele dá um brilho incrível para o picumã e terceiro porque, meus amigos, ele realmente reconstrói a juba. Cês não tão ligada no jeito que as pontas do meu cabelo estavam e, agora, elas não ficam mais "espigadas". É amor demais mesmo.


Outro ponto importante dessa linha é que ela rende muito, ou seja, uma gotinha e você lava o cabelo inteirinho. Não adianta muito o produto ser bárbaro e precisar ir meio frasco a cada lavagem, né? Enfim, estou em um relacionamento seríssimo com a linha e se o seu cabelinho está precisando de um tratamento mara, fica a minha indicação de brother mesmo. ♥

Oie! Esse NÃO é um Publipost!
Apesar de ter recebido o produto, esse post não é publipost,
ou seja, são minhas opiniões e a empresa não participou da resenha;

Recebidos do mês e um caso de amor com a Schwarzkopf

. 08/02/2017 .
Entrei, recentemente, em um grupo muito fofinho só de mulheres. Apesar de não ser o foco, às vezes, trocamos uma ideia sobre relacionamentos e, no meio dessas conversas, falamos sobre pé na bunda (uma coisa que todo mundo tem ao menos uma experiência para compartilhar). Lendo os relatos, vi um denominador comum na maioria dos casos: a fatídica situação do cara (ou mina) que some depois de apresentar um grande envolvimento. Apelidei isso de síndrome do engenheiro. Se você não se identificou ainda, lá vai!


Vocês começaram a conversar. Se viram, o encontro foi ótimo e as conversas triplicaram. Era manhã, tarde e noite. Mensagem de bom dia, bom almoço e dorme bem. "Se cuida", "Você tá linda nessa foto", "Quero te ver logo", já eram frases comuns. Vocês começaram a fazer planos curtos: "Você precisa provar o meu ensopado! Farei, por esses dias", "Você viu que está tendo exposição do Picasso? Tô bem afim de ir, vamos?", "Esse novo filme do Almodóvar parece bom, que tal irmos no meio da semana?" E, com tudo isso, você se sente à vontade de fazer o que? Se entregar, gostar, fazer planos, também - e tá tudo bem, né? A pessoa te da todos os subsídios para viabilizar um envolvimento, afinal, tá sendo mútuo.

Você pensa: "Why not, não é?"

Porém, a pessoa que sofre da síndrome do engenheiro, do nada, cansa - e toda a corda que ela te deu é enrolada no seu pescoço. Ela simplesmente some ou te avisa que não quer mais. Assim, do nada. Você fica com mil interrogações na cara e o inevitável acontece: você começa a se perguntar o que fez de errado.

Spoiler: nada.
É sério, o problema não é você.
Sim, eu juro!

Você espera as coisas voltarem ao normal. "Às vezes é uma semana difícil no trabalho", "Talvez o cachorro tenha ficado doente", "E se o celular dele/dela quebrou?", você arruma desculpas. Mais um spoiler: não é nada justificável. Até porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que quem quer, da jeito (e não tem TCC, tese de doutorado ou distância que impeça).

Quando cansa, você pergunta e manda aquela mensagem gelada, depois de três dias e meio de silêncio. "E aí?". A resposta pode variar na linguagem, mas é sempre a mesma. "Estava me envolvendo e não posso/quero". E então, toda a corda que foi dada, tal qual uma serpente em sua presa, te esmaga, enforca.

Sem metáforas: machuca, pra dizer o mínimo.

Eu consigo enxergar sentido e honestidade em várias outras síndromes, como a Síndrome da Primeira Pessoa (não é você, sou eu), a Síndrome da Amy Winehouse (I know I'm no Good), a Síndrome de Ross Geller (Quando te conhecem no meio de um tempo com o/a namorado/a) e até mesmo a Síndrome da Valesca Popozuda ("Agora eu tô solteira e ninguém vai me segurar, daquele jeito"), mas essa não dá pra defender, não. A pessoa que sofre da síndrome do engenheiro constrói uma ponte (entendeu a nomenclatura?) de uma forma que até você, a mais ressabiada com longos trajetos, sente-se segura para caminhar. No meio do caminho, a pessoa simplesmente corta a corda e você cai - e ela não quer nem saber o quanto você vai se machucar. 

É cruel demais manter uma pessoa atras de você para apenas alimentar seu ego ou preencher três horas vagas do dia. É muita falta de honestidade não ser sincero ao perceber o envolvimento do outro quando não está na mesma frequência. Ninguém é obrigado (ou capaz) de ter reciprocidade quando o assunto é sentir, afinal, tai uma coisa que a gente não tem controle algum (quem dera!). Mas todo mundo consegue falar e ser sincero - e "medo de machucar a pessoa" não é uma desculpa, afinal, ela sairá machucada de qualquer forma.

Ninguém merece se culpar por falta de caráter de outra pessoa, por isso, pessoinhas, livrem-se da síndrome do engenheiro. Tá tudo bem não gostar, ser um idiota, não. Mesmo que a mensagem de "acho que estamos em vibes distintas" não seja bem aceita pela outra pessoa, depois que a dor do chute passar, ela será grata por você ter optado pela verdade. E você se sentirá bem também, no final das contas. E se tudo isso que eu falei no maior tom "amiga dando conselho" não serviu, lembrem-se que carma is a bitch.

E o mundo gira e vacilão roda, rapaz.

A Síndrome do Engenheiro