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Mostrando postagens de Abril, 2017

5 motivos para não assistir GirlBoss

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Lembro quando o livro #GirlBoss foi lançado. Todas as blogueiras e empresárias que eu admirava estavam lendo, amando e, naturalmente, endeusando a Sophia Amoruso , CEO & Founder da NastyGal . Não teve como: quando percebi, estava extremamente curiosa pelo livro da capa rosa e com o título de hashtag. Chegou no Brasil, comecei a devorar e... Parei no meio. Sim, igualzinho quando você está morrendo de fome, pede o maior lanche do restaurante e quando ele vem, está tão cheio de picles que, mesmo tirando, você não consegue mais comer. Perde o apetite, sabe? Foi bem assim e o motivo foi bem mais específico do que esse meu exemplo gastronômico. Com as chamadas para a série da Netflix, eu confesso que fiquei interessada novamente, afinal, é outra narrativa e tudo que é produzido pelo nosso canalzinho tem uma ótima qualidade. Vi os teasers, vi o elenco e, quando ficou disponível, devorei em duas noites. E então, saiu este post.  Me desculpe se você está empolgadíssima para a séri

Sobre relacionamentos abusivos

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Não ia falar nada sobre o assunto "Relacionamento Abusivo" porque eu já falei muito sobre ele no Facebook e na vida, mas é complicadíssimo ver gente falando que uma pessoa está em um relacionamento assim porque quer. Então, cá estou para dizer o óbvio: não, você não consegue simplesmente sair, mesmo quando tem consciência do que tá rolando. Não, não importa se todos os seus amigos se colocaram à disposição e se sua família te apoia . É importante, mas não muda nada.  Não importa se você leu mil links pesados que praticamente descrevem a sua vida. Nada importa quando o medo fala mais alto que a coragem. Relacionamento abusivo é um negócio que dói na alma, porque ao mesmo tempo em que você enxerga o amor da sua vida, você enxerga o medo personificado , o receio de dizer algo errado, o pavor de um tom de voz elevado. A pessoa deixa de ser a sua pessoa no mundo para ser o motivo do seu pânico , você entende? Pra sair desse tipo de relação que tanto confunde e prende,

Ele (só) não está afim de você

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Estávamos em três. Três mulheres bonitas, inteligentes, engraçadas, agradáveis e completamente diferentes, porém, com uma característica em comum: uma autoestima balançada porque o boy não tinha respondido uma mensagem . Nos sentamos no chão, em círculo, com uma garrafa de catuaba em uma das mãos, um cigarro de blueberry na outra e várias conversas ao fundo. Após um gole profundo na bebida, começamos, as três, a enumerar as qualidades da amiga ao lado e os motivos que podiam ter feito com que o carinha não tivesse mandado mensagem. Teria sido deprimente se o álcool e o cheiro de blueberry na fumaça que nos envolvia não estivessem fazendo seus deveres. Começamos o estudo de caso. Nesse momento, a gente realmente enumera possibilidades , faz um verdadeiro estudo sobre a vida do cara e, pronto, desvendamos o motivo que fez com que ele tivesse receio de mandar ou retornar uma mensagem. "Você é muito bonita pra ele", "Você é muito livre e ele é muito fechado",

Sobre LOVE. A série

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Eu já fui Gus. Já tive a sensação de que era obrigada a salvar a pessoa que ocupava a posição ao meu lado. Já consegui bolsa na faculdade para um namorado que não sabia o que fazer da vida; já arrumei emprego para outro que sabia que queria ser diretor de arte, mas nunca tinha aberto o Photoshop. Já fiz as vezes de médico e mãe para o meu ex-namorado diabético e lembrava-o o tempo todo de medir sua glicemia, de comer melhor, de beber menos. Para mim, eu tinha que fazê-los irem mais longe, de obrigá-los a enxergarem suas imagens de acordo com meus olhos; de salvá-los. Assim como Gus faz com Mickey: eu me portava como uma cheerleader adolescente torcendo por cada passo que eles davam. O resultado foi o mesmo com todos: eu não podia salvá-los porque eles não queriam ser salvos. Eu já fui Mickey. Já conheci pessoas incríveis e que preenchiam todos os meus "pré-requisitos" de pessoas namoráveis, mas fui uma escrota com elas porque não sabia lidar com o que eu sentia.

5 motivos para não assistir GirlBoss

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Lembro quando o livro #GirlBoss foi lançado. Todas as blogueiras e empresárias que eu admirava estavam lendo, amando e, naturalmente, endeusando a Sophia Amoruso , CEO & Founder da NastyGal . Não teve como: quando percebi, estava extremamente curiosa pelo livro da capa rosa e com o título de hashtag. Chegou no Brasil, comecei a devorar e... Parei no meio. Sim, igualzinho quando você está morrendo de fome, pede o maior lanche do restaurante e quando ele vem, está tão cheio de picles que, mesmo tirando, você não consegue mais comer. Perde o apetite, sabe? Foi bem assim e o motivo foi bem mais específico do que esse meu exemplo gastronômico. Com as chamadas para a série da Netflix, eu confesso que fiquei interessada novamente, afinal, é outra narrativa e tudo que é produzido pelo nosso canalzinho tem uma ótima qualidade. Vi os teasers, vi o elenco e, quando ficou disponível, devorei em duas noites. E então, saiu este post.  Me desculpe se você está empolgadíssima para a séri

Sobre relacionamentos abusivos

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Não ia falar nada sobre o assunto "Relacionamento Abusivo" porque eu já falei muito sobre ele no Facebook e na vida, mas é complicadíssimo ver gente falando que uma pessoa está em um relacionamento assim porque quer. Então, cá estou para dizer o óbvio: não, você não consegue simplesmente sair, mesmo quando tem consciência do que tá rolando. Não, não importa se todos os seus amigos se colocaram à disposição e se sua família te apoia . É importante, mas não muda nada.  Não importa se você leu mil links pesados que praticamente descrevem a sua vida. Nada importa quando o medo fala mais alto que a coragem. Relacionamento abusivo é um negócio que dói na alma, porque ao mesmo tempo em que você enxerga o amor da sua vida, você enxerga o medo personificado , o receio de dizer algo errado, o pavor de um tom de voz elevado. A pessoa deixa de ser a sua pessoa no mundo para ser o motivo do seu pânico , você entende? Pra sair desse tipo de relação que tanto confunde e prende,

Ele (só) não está afim de você

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Estávamos em três. Três mulheres bonitas, inteligentes, engraçadas, agradáveis e completamente diferentes, porém, com uma característica em comum: uma autoestima balançada porque o boy não tinha respondido uma mensagem . Nos sentamos no chão, em círculo, com uma garrafa de catuaba em uma das mãos, um cigarro de blueberry na outra e várias conversas ao fundo. Após um gole profundo na bebida, começamos, as três, a enumerar as qualidades da amiga ao lado e os motivos que podiam ter feito com que o carinha não tivesse mandado mensagem. Teria sido deprimente se o álcool e o cheiro de blueberry na fumaça que nos envolvia não estivessem fazendo seus deveres. Começamos o estudo de caso. Nesse momento, a gente realmente enumera possibilidades , faz um verdadeiro estudo sobre a vida do cara e, pronto, desvendamos o motivo que fez com que ele tivesse receio de mandar ou retornar uma mensagem. "Você é muito bonita pra ele", "Você é muito livre e ele é muito fechado",

Sobre LOVE. A série

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Eu já fui Gus. Já tive a sensação de que era obrigada a salvar a pessoa que ocupava a posição ao meu lado. Já consegui bolsa na faculdade para um namorado que não sabia o que fazer da vida; já arrumei emprego para outro que sabia que queria ser diretor de arte, mas nunca tinha aberto o Photoshop. Já fiz as vezes de médico e mãe para o meu ex-namorado diabético e lembrava-o o tempo todo de medir sua glicemia, de comer melhor, de beber menos. Para mim, eu tinha que fazê-los irem mais longe, de obrigá-los a enxergarem suas imagens de acordo com meus olhos; de salvá-los. Assim como Gus faz com Mickey: eu me portava como uma cheerleader adolescente torcendo por cada passo que eles davam. O resultado foi o mesmo com todos: eu não podia salvá-los porque eles não queriam ser salvos. Eu já fui Mickey. Já conheci pessoas incríveis e que preenchiam todos os meus "pré-requisitos" de pessoas namoráveis, mas fui uma escrota com elas porque não sabia lidar com o que eu sentia.