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Mostrando postagens de 2018

Sobre a romantização do sofrimento como inspiração e sobre minha leveza

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O ano era 2015. Ou 2016. Talvez 2017? Mas, em um desses três anos, já vivendo em São Paulo e vivendo o que seria o meu maior período de paixões rápidas e irrelevantes, conheci uma pessoa que se tornou um dos meus mais especiais amigos. Tenho facilidade em atrair gente talentosa para perto de mim e ele, que também escrevia, um dia resolveu me contar a leitura que ele tinha feito sobre minha pessoa, de uma forma bonita e poética. Só que, aqui entre nós, eu não tinha gostado muito da versão dele. Para ele, a Michele era atraída pelo drama . Me senti ultrajada, afinal, ninguém gosta do sofrimento; ninguém gosta de sentir a garganta fechar por causa de alguma incerteza ou da falta de apetite que algumas situações amargas nos causam. Não, jamais. Impossível. Ahn ahn! Ele riu diante das minhas negações incisivas e repetiu: " você gosta do drama e você precisa dele para criar" . Em 2015, ou 2016, talvez em 2017, Felipe me traduzia antes mesmo da Taylor Swift escrever que jurava que

O maravilhoso guia para você suportar essa semana pós-eleição

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A ideia desse post veio após me debulhar em lágrimas depois de assistir o filme que você saberá qual é se ler esse texto inteiro.  É menina, aconteceu. A gente lutou, militou, mas não teve jeito - e eu juro que não vou falar de novo sobre isso, não. Na verdade, eu espero que esse post sirva como um escalda-pés com um sachezinho de camomila depois de uma loooonga caminhada. Espero que esse post deixe o seu coração quentinho, a cabeça fresca e que te faça dar aquela longa respirada para enfrentar a próxima. Dica #1: Cerque-se de pessoas incríveis Essa é a primeira dica e não é por nenhum acaso, mas sim, porque todas as dicas que eu darei, daqui em diante, foram dicas de outras pessoas pra mim, ou seja, nossos amigos são extremamente importantes para nosso bem-estar (e isso não é nenhuma novidade, né?). Com o tempo, vamos aprendendo que existem laços que duram pra sempre e nem demandam grandes esforços pra isso , enquanto outros vão ficando tão apertados que começam a machucar. O te

6- Sobre o karaokê

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Era o terceiro ou quarto encontro de Isabela e Catarina . Nenhuma das duas se lembrava exatamente, mas esses mesmos três ou quatro encontros já eram suficientes para que soubessem um pouco sobre as preferências uma da outra. Isabela sabia que Catarina era apaixonada por vinho, louca por música e a melhor companhia para jantar. Catarina já sabia que Isabela preferia drinks doces aos amargos, que não podia comer queijo e que era apaixonada por filmes ruins. Nesse terceiro ou quarto encontro, Catarina levou Isabela para um tradicional bar da cidade. Ele tinha nome de um famoso cantor americano e seu cardápio era uma obra de arte à parte – tal qual seus drinks. “Olha, esse veio com um biscoito da sorte!”, Isabela disse assim que seu drink chegou. Ele tinha espuma de manga e alguma outra combinação que o deixava levemente amargo, mas ainda delicioso. “O riso é a menor distância entre duas pessoas”, ela leu o bilhete do seu biscoito. Sorriu para Catarina, que retribuiu. “Viu?”, ela brinco

Uma conversa de peito aberto

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Eu sei que ando meio monotemática em minhas redes sociais e que só falo sobre política. Mas hoje, eu juro que vou deixar a militância um pouquinho de lado e não, o assunto não é política. O assunto é peito. Isso mesmo: peito. Seio. Teta. O sonho da minha vida sempre foi ter peitos . Ganhei meu primeiro sutiã com 11 anos e, definitivamente, eu não precisava dele. Fui começar a ter algo parecido com cerejinhas sob os mamilos só com 12 anos, mas uso sutiã desde os 11. Falam que o primeiro sutiã é importante para a mulher e, por mais que eu queira fugir dos clichês, aqui, me entrego: é mesmo e eu consigo me lembrar, perfeitamente, de como era o meu. Meu primeiro sutiã era xadrez fininho azul, com florzinhas vermelhas, apertado nas costas e folgado nos peitos. Eu lembro que fiz um inferno para minha mãe me dar um sutiã e ela, capricorniana turrona, se negava porque eu não precisava. Quando sua melhor amiga chegou em casa com um pacote prateado, me dizendo que tinha um presente especial

É, eu sei

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e eu sei também que fui eu quem sumiu, dessa vez. mas eu tenho meus motivos e eu juro que eles vão além das desculpas que eu sempre uso. eu sei que você não acredita mais quando eu falo que minha rotina está uma loucura ou que estou com trabalhos demais. eu sei, eu sei, mas eu juro que é verdade. 80% é, sim. eu sei que eu não te mando mais nada legal que eu vejo na internet e nem te marco mais em vídeos bonitinhos de bichinhos. eu sei que passei a demorar mais para responder suas mensagens, mesmo quando eu as respondo mentalmente assim que vejo a notificação. eu sei que passei a enviar mais frases curtas e menos textões. mais palavras diretas e menos sílabas alongadas como sempre escrevi. sei que nossas mensagens estão cheias de pontos finais - e sei também de todas as nossas lacunas. eu sei delas. eu sei. Ilustra: Jeannie Phan sei que você não entende muito bem o porquê de eu me afastar. sei que você não acredita mais quando eu tento uma aproximação, depois de um

Yellow is the new black - um post sobre meu amor por looks amarelos

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É muito louco quando a gente para pra entender uma tendência. Ela começa lá atrás, com uma pesquisa feita anos antes do seu estouro, que após uma série de estudos e comparações, nos diz com antecedência o que fará parte de grande parte do nosso consumo. As cores do ano da Pantone não são escolhidas por acaso e as estações não "escolhem" uma paleta de cores aleatoriamente. Tudo é curado, pesquisado e definido com um embasamento que nós, o grande público, às vezes não entendemos. Mas usamos, adotamos e amamos.  Toda essa introdução foi para falar sobre o amarelo, a minha nova cor favorita para looks. Eu nunca fui apaixonada por amarelo, a cor nunca fez parte do meu armário e de repente (rs) eu me vi obcecada. Encasquetei que queria um moletom mostarda e não tinha cristo que tirasse isso da minha cabeça. Convidei um amigo para fazer uma tour por uns brechós para achar a famosa blusa amarela. Sem surpresa, não encontramos, porque assim como eu, todo mundo estava apaixonado

Precisamos falar (de novo) sobre os namorados da Rory, de Gilmore Girls

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Atenção: esse texto foi patrocinado pela retirada de dois sisos e um pote de Ben&Jerry's consumido enquanto eu revia a primeira temporada de Gilmore Girls. Qualquer reclamação, favor dirigir-se à gerência rs Quando foi anunciado o revival da série, assumir lados e escolher seus times era quase que inevitável. Umas eram Team Dean , outras Team Logan e algumas mais sábias (rssssss) eram Team Jess . Por isso, decidi escrever esse texto separando-o em blocos de namorados e por ordem cronológica, por isso, nada mais natural que começarmos por ele, o futuro caça-fantasmas.  Gif: Katja Cho Dean Forester O primeiro amor, o fofo, romântico e que vive por ela. Ou seja, problema . Eu achava o Dean fofinho até o momento em que ele começou a cobrar da Rory um amor que ela ainda não se sentia preparada a corresponder. O cara terminou com a mina porque ela não conseguiu falar "eu te amo" , sabe?  Dean é o típico cara que tem a síndrome de Pequeno Príncipe em que v

Estive pensando sobre o que é arte

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Esses dias me disseram, da forma mais doce do mundo, que eu faço arte. No sentido literal, mesmo, e não da forma que nossos pais usavam para repreender alguma bagunça. Eu sorri nervosa e disse que não, que de forma alguma isso que eu faço pode ser categorizado como arte. O que eu faço são textos pessoais que, por sorte, fazem uma ou outra pessoa sentirem algo. Diante da minha explicação, a réplica: “Então! Isso é arte” , a pessoa me reafirmou. E desde então, eu fiquei com isso na cabeça - por tanto tempo que precisei transformar em texto. Nesse texto. A arte é tão abstrata que ela possui diversas definições. Platão e Aristóteles já divergiam sobre o assunto quando o nosso conceito de estética ainda estava por ser construído (constituído?) – e a definição é tão subjetiva que você pode escolher seu significado com base na sua linha filosófica favorita, por exemplo. Partindo do princípio de que até a resposta para essa pergunta é subjetiva e, por vezes, até controversa, repito:

2 filmes e 1 série para assistir em japonês na Netflix

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Ou também conhecido como "um post para te contar as últimas coisas orientais que eu assisti por esses tempos". Eu poderia começar esse post falando que estou viciada em BTS . Tudo começou  despretensiosamente, quando o Spotify me indicou Fake Love há algum tempo. Confesso que não levei essa relação muito à diante, até que, certo dia, eles lançaram um feat com a Nicki Minaj. Pronto: BTS entrou na minha playlist e não saiu mais. Desde esse primeiro contato, venho percebendo que quase diariamente, hashtags referentes a outras bandas (grupos?) de k-pop aparecem nos trending topics do Twitter e além de me mostrar a dimensão que esse fenômeno coreano tem no Brasil, me fez lembrar de um outro fenômeno que vivi há alguns anos, que apesar de também oriental, veio lá do Japão: o movimento otaku .  Nos primórdios dos meus blogs (quando ele ainda se chama radio:ACTIVE), eu consumia muito anime e mangá e, consequentemente, falava muito sobre o assunto. Se não me engano, a primei

"Eu tenho muita gente incrível"

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Sem exagerar, eu posso dizer pra você que existem 13 textos começados, salvos nos rascunhos desse blog, falando sobre meus amigos . E se você tiver tempo ocioso e quiser ver o quanto eles inspiraram vários outros textos, pode fuçar essa página e encontrar mais outros contando o quanto eles são incríveis e mudaram minha vida em algum momento. Dada essa introdução, não será nenhuma surpresa para você que eu comece esse texto dizendo que, meu deus, eu tenho muita gente incrível. No último dia 31, foi o lançamento do meu livro - aliás, você já tem um pra chamar de seu? Ele tá a coisa mais bonita do mundo e nem é porque é "o meu livro", viu? - e eu estava em um misto de emoções muito loucas. Ao mesmo tempo em que estava extremamente feliz, eu estava extremamente nervosa. Estava animada, mas estava ansiosa. Orgulhosa e aflita. Tudo assim, divididinho, sendo sentido igualzinho, como uma boa geminiana consegue fazer. Consequência de todo esse conflito, o dia 31 foi um dia esp

5 truquinhos de styling para dias preguiçosos

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Não sei como o dia amanheceu por aí, mas aqui em São Paulo, amanheceu cinza, feio e ameaçando uma chuvinha. Para mim, que tenho um humor 100% influenciável por condições climáticas, já foi o suficiente para querer vestir o maior moletom do armário, fazer um rabo de cavalo bem mal acabado e enfrentar o dia com um look que representasse a minha vontade de não ter saído de casa. Porém, antes de sair de casa, olhei no espelho, pensei que hoje é quinta-quase-sexta e o dia merecia, sim, uma produçãozinha. Mas aí, me veio a pergunta: como deixar um look mais legal em dias extremamente preguiçosos? Eis a inspiração para esse post! Separei algumas diquinhas simples e super aplicáveis de styling que eu uso sempre que os dias não estão propícios para grandes produções e vim compartilhar com vocês. Todas elas foram retiradas de Instagrams e Pinterests que eu amo, então, considere esse post mais como uma curadoria do que qualquer outra coisa. De um jeito ou de outro, ele com certeza ajudará n

Ainda bem que a gente muda, né?

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Não faz muito tempo que eu revisitei uns arquivos antigos da minha antiga conta do iCloud. Dois furtos de iPhone depois, aprendi a usar o compartilhamento em nuvem como um aliado - já que, até então, eu sempre fui old school e guardava tudo no hd mesmo. Fuçando os arquivos, fui ouvir alguns áudios datados em 2014 e, entre músicas autorais do meu ex, entrevistas do meu estágio e áudios provavelmente acidentais, armazenados, encontrei um piloto de um possível podcast inspirado uma finada coluna daqui do blog. Dei o play e sentia meu rosto esquentar a cada frase que aquela Michele, de 2014, proferia. Inevitavelmente, levei minha mão a boca quando aquela Michele chamava uma mina de vadia em tom de brincadeira. Olhei para baixo, incrédula, quando uma das minhas melhores amigas questionava a amizade de uma menina com o namorado dela. Suei frio quando comecei a falar sobre ex-namorados e como " ex boa era ex morta ". Foram 20 minutos de absurdos que, naquela época, não só eram no

Com vocês, Amores eternos de um dia

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Eu não me lembro qual foi a primeira vez que alguém comentou aqui no blog que eu deveria escrever um livro , mas me lembro perfeitamente do quanto eu fiquei lisonjeada com a frase. Escrever um livro sempre foi um sonho, mas que parecia distante demais da realidade para ser uma ambição. Eu, que aos 15 anos escrevia fanfics sobre integrantes de bandas adolescentes que se apaixonavam por estudantes desajustadas do Ensino Médio, jamais imaginaria que, aos 26, estaria lançando um livro (de verdade) sobre minhas impressões e experiências de e sobre amor. Quem diria que os amores eternos de um dia, que eu vivenciei ao longo desses três anos, me serviriam de material para escrever um livro.  Meu livro.  Que já tem título, subtítulo, capa, ilustração e data de lançamento.  É com muito, muito, mas muito amor mesmo, que eu venho, oficialmente, apresentar a capa do meu livro, que eu já compartilhei no Instagram, Twitter e Facebook. ♥  Eu estou MUITO APAIXONADA AAAAAAAAAA Ele

5- Buenos Aires, o Tinder, o menu celíaco e o planetário

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Fernanda decidiu passar o carnaval longe do glitter e das serpentinas. Convidou sua melhor amiga para viajar até Buenos Aires, onde poderiam curtir a calmaria da capital argentina com muito vinho, alfajor e tango. Com Paloma, aproveitou a viagem melhor do que teria feito com seu ex-namorado, um dos motivos que a fez preferir ficar longe da bagunça do carnaval de rua paulistano. Não queria ter que lidar com o término e muito menos com a possibilidade de encontrá-lo por acaso em algum bloquinho do centro da cidade. Depois de passar alguns dias conhecendo pontos turísticos e bons restaurantes, Fernanda e Paloma concordaram que a viagem poderia ficar ainda mais interessante se pudessem conhecer outros lugares acompanhadas de nativos bonitinhos. Decidiram, então, instalar o Tinder. “Nossa, esse aqui parece o Messi!”, brincou Paloma, enquanto deslizava seus possíveis-futuros-dates para direita. “Não estou achando ninguém interessante...”, confessou Fernanda já um tanto desanimada, enqu

4 - Raio, Estrela e Luar

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Tudo tinha dado errado. O que era pra ter sido uma viagem a dois, virou uma expedição solitária em uma cidade sem atrações turísticas e repleta de desconhecidos. O que era pra ser diversão, virou uma tentativa desenfreada de fugir dos problemas e de forçar a superação de um término mal resolvido. Mariana fez check-in no hostel de paredes azuis, jogou a enorme mochila na beliche e deitou, não acreditando que tudo aquilo estava acontecendo: a viagem sem programação, o término recente e a falta de perspectiva de que algo fosse acontecer. Fitando o teto, começou a se perguntar porquê tinha insistido em uma viagem que não seria, nem de longe, como a planejada e porque não tentou lidar com um rompimento como sempre viu em suas comédias românticas favoritas. Por não conhecer ninguém na cidade, até tinha avisado um conhecido da internet de que estaria lá, mas como eles nunca tinham se visto, dificilmente ele seria o responsável por mudar o humor - e as expectativas - de Mariana. Por sorte,

Sobre a romantização do sofrimento como inspiração e sobre minha leveza

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O ano era 2015. Ou 2016. Talvez 2017? Mas, em um desses três anos, já vivendo em São Paulo e vivendo o que seria o meu maior período de paixões rápidas e irrelevantes, conheci uma pessoa que se tornou um dos meus mais especiais amigos. Tenho facilidade em atrair gente talentosa para perto de mim e ele, que também escrevia, um dia resolveu me contar a leitura que ele tinha feito sobre minha pessoa, de uma forma bonita e poética. Só que, aqui entre nós, eu não tinha gostado muito da versão dele. Para ele, a Michele era atraída pelo drama . Me senti ultrajada, afinal, ninguém gosta do sofrimento; ninguém gosta de sentir a garganta fechar por causa de alguma incerteza ou da falta de apetite que algumas situações amargas nos causam. Não, jamais. Impossível. Ahn ahn! Ele riu diante das minhas negações incisivas e repetiu: " você gosta do drama e você precisa dele para criar" . Em 2015, ou 2016, talvez em 2017, Felipe me traduzia antes mesmo da Taylor Swift escrever que jurava que

O maravilhoso guia para você suportar essa semana pós-eleição

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A ideia desse post veio após me debulhar em lágrimas depois de assistir o filme que você saberá qual é se ler esse texto inteiro.  É menina, aconteceu. A gente lutou, militou, mas não teve jeito - e eu juro que não vou falar de novo sobre isso, não. Na verdade, eu espero que esse post sirva como um escalda-pés com um sachezinho de camomila depois de uma loooonga caminhada. Espero que esse post deixe o seu coração quentinho, a cabeça fresca e que te faça dar aquela longa respirada para enfrentar a próxima. Dica #1: Cerque-se de pessoas incríveis Essa é a primeira dica e não é por nenhum acaso, mas sim, porque todas as dicas que eu darei, daqui em diante, foram dicas de outras pessoas pra mim, ou seja, nossos amigos são extremamente importantes para nosso bem-estar (e isso não é nenhuma novidade, né?). Com o tempo, vamos aprendendo que existem laços que duram pra sempre e nem demandam grandes esforços pra isso , enquanto outros vão ficando tão apertados que começam a machucar. O te

6- Sobre o karaokê

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Era o terceiro ou quarto encontro de Isabela e Catarina . Nenhuma das duas se lembrava exatamente, mas esses mesmos três ou quatro encontros já eram suficientes para que soubessem um pouco sobre as preferências uma da outra. Isabela sabia que Catarina era apaixonada por vinho, louca por música e a melhor companhia para jantar. Catarina já sabia que Isabela preferia drinks doces aos amargos, que não podia comer queijo e que era apaixonada por filmes ruins. Nesse terceiro ou quarto encontro, Catarina levou Isabela para um tradicional bar da cidade. Ele tinha nome de um famoso cantor americano e seu cardápio era uma obra de arte à parte – tal qual seus drinks. “Olha, esse veio com um biscoito da sorte!”, Isabela disse assim que seu drink chegou. Ele tinha espuma de manga e alguma outra combinação que o deixava levemente amargo, mas ainda delicioso. “O riso é a menor distância entre duas pessoas”, ela leu o bilhete do seu biscoito. Sorriu para Catarina, que retribuiu. “Viu?”, ela brinco

Uma conversa de peito aberto

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Eu sei que ando meio monotemática em minhas redes sociais e que só falo sobre política. Mas hoje, eu juro que vou deixar a militância um pouquinho de lado e não, o assunto não é política. O assunto é peito. Isso mesmo: peito. Seio. Teta. O sonho da minha vida sempre foi ter peitos . Ganhei meu primeiro sutiã com 11 anos e, definitivamente, eu não precisava dele. Fui começar a ter algo parecido com cerejinhas sob os mamilos só com 12 anos, mas uso sutiã desde os 11. Falam que o primeiro sutiã é importante para a mulher e, por mais que eu queira fugir dos clichês, aqui, me entrego: é mesmo e eu consigo me lembrar, perfeitamente, de como era o meu. Meu primeiro sutiã era xadrez fininho azul, com florzinhas vermelhas, apertado nas costas e folgado nos peitos. Eu lembro que fiz um inferno para minha mãe me dar um sutiã e ela, capricorniana turrona, se negava porque eu não precisava. Quando sua melhor amiga chegou em casa com um pacote prateado, me dizendo que tinha um presente especial

É, eu sei

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e eu sei também que fui eu quem sumiu, dessa vez. mas eu tenho meus motivos e eu juro que eles vão além das desculpas que eu sempre uso. eu sei que você não acredita mais quando eu falo que minha rotina está uma loucura ou que estou com trabalhos demais. eu sei, eu sei, mas eu juro que é verdade. 80% é, sim. eu sei que eu não te mando mais nada legal que eu vejo na internet e nem te marco mais em vídeos bonitinhos de bichinhos. eu sei que passei a demorar mais para responder suas mensagens, mesmo quando eu as respondo mentalmente assim que vejo a notificação. eu sei que passei a enviar mais frases curtas e menos textões. mais palavras diretas e menos sílabas alongadas como sempre escrevi. sei que nossas mensagens estão cheias de pontos finais - e sei também de todas as nossas lacunas. eu sei delas. eu sei. Ilustra: Jeannie Phan sei que você não entende muito bem o porquê de eu me afastar. sei que você não acredita mais quando eu tento uma aproximação, depois de um

Yellow is the new black - um post sobre meu amor por looks amarelos

Imagem
É muito louco quando a gente para pra entender uma tendência. Ela começa lá atrás, com uma pesquisa feita anos antes do seu estouro, que após uma série de estudos e comparações, nos diz com antecedência o que fará parte de grande parte do nosso consumo. As cores do ano da Pantone não são escolhidas por acaso e as estações não "escolhem" uma paleta de cores aleatoriamente. Tudo é curado, pesquisado e definido com um embasamento que nós, o grande público, às vezes não entendemos. Mas usamos, adotamos e amamos.  Toda essa introdução foi para falar sobre o amarelo, a minha nova cor favorita para looks. Eu nunca fui apaixonada por amarelo, a cor nunca fez parte do meu armário e de repente (rs) eu me vi obcecada. Encasquetei que queria um moletom mostarda e não tinha cristo que tirasse isso da minha cabeça. Convidei um amigo para fazer uma tour por uns brechós para achar a famosa blusa amarela. Sem surpresa, não encontramos, porque assim como eu, todo mundo estava apaixonado

Precisamos falar (de novo) sobre os namorados da Rory, de Gilmore Girls

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Atenção: esse texto foi patrocinado pela retirada de dois sisos e um pote de Ben&Jerry's consumido enquanto eu revia a primeira temporada de Gilmore Girls. Qualquer reclamação, favor dirigir-se à gerência rs Quando foi anunciado o revival da série, assumir lados e escolher seus times era quase que inevitável. Umas eram Team Dean , outras Team Logan e algumas mais sábias (rssssss) eram Team Jess . Por isso, decidi escrever esse texto separando-o em blocos de namorados e por ordem cronológica, por isso, nada mais natural que começarmos por ele, o futuro caça-fantasmas.  Gif: Katja Cho Dean Forester O primeiro amor, o fofo, romântico e que vive por ela. Ou seja, problema . Eu achava o Dean fofinho até o momento em que ele começou a cobrar da Rory um amor que ela ainda não se sentia preparada a corresponder. O cara terminou com a mina porque ela não conseguiu falar "eu te amo" , sabe?  Dean é o típico cara que tem a síndrome de Pequeno Príncipe em que v

Estive pensando sobre o que é arte

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Esses dias me disseram, da forma mais doce do mundo, que eu faço arte. No sentido literal, mesmo, e não da forma que nossos pais usavam para repreender alguma bagunça. Eu sorri nervosa e disse que não, que de forma alguma isso que eu faço pode ser categorizado como arte. O que eu faço são textos pessoais que, por sorte, fazem uma ou outra pessoa sentirem algo. Diante da minha explicação, a réplica: “Então! Isso é arte” , a pessoa me reafirmou. E desde então, eu fiquei com isso na cabeça - por tanto tempo que precisei transformar em texto. Nesse texto. A arte é tão abstrata que ela possui diversas definições. Platão e Aristóteles já divergiam sobre o assunto quando o nosso conceito de estética ainda estava por ser construído (constituído?) – e a definição é tão subjetiva que você pode escolher seu significado com base na sua linha filosófica favorita, por exemplo. Partindo do princípio de que até a resposta para essa pergunta é subjetiva e, por vezes, até controversa, repito:

2 filmes e 1 série para assistir em japonês na Netflix

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Ou também conhecido como "um post para te contar as últimas coisas orientais que eu assisti por esses tempos". Eu poderia começar esse post falando que estou viciada em BTS . Tudo começou  despretensiosamente, quando o Spotify me indicou Fake Love há algum tempo. Confesso que não levei essa relação muito à diante, até que, certo dia, eles lançaram um feat com a Nicki Minaj. Pronto: BTS entrou na minha playlist e não saiu mais. Desde esse primeiro contato, venho percebendo que quase diariamente, hashtags referentes a outras bandas (grupos?) de k-pop aparecem nos trending topics do Twitter e além de me mostrar a dimensão que esse fenômeno coreano tem no Brasil, me fez lembrar de um outro fenômeno que vivi há alguns anos, que apesar de também oriental, veio lá do Japão: o movimento otaku .  Nos primórdios dos meus blogs (quando ele ainda se chama radio:ACTIVE), eu consumia muito anime e mangá e, consequentemente, falava muito sobre o assunto. Se não me engano, a primei

"Eu tenho muita gente incrível"

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Sem exagerar, eu posso dizer pra você que existem 13 textos começados, salvos nos rascunhos desse blog, falando sobre meus amigos . E se você tiver tempo ocioso e quiser ver o quanto eles inspiraram vários outros textos, pode fuçar essa página e encontrar mais outros contando o quanto eles são incríveis e mudaram minha vida em algum momento. Dada essa introdução, não será nenhuma surpresa para você que eu comece esse texto dizendo que, meu deus, eu tenho muita gente incrível. No último dia 31, foi o lançamento do meu livro - aliás, você já tem um pra chamar de seu? Ele tá a coisa mais bonita do mundo e nem é porque é "o meu livro", viu? - e eu estava em um misto de emoções muito loucas. Ao mesmo tempo em que estava extremamente feliz, eu estava extremamente nervosa. Estava animada, mas estava ansiosa. Orgulhosa e aflita. Tudo assim, divididinho, sendo sentido igualzinho, como uma boa geminiana consegue fazer. Consequência de todo esse conflito, o dia 31 foi um dia esp

5 truquinhos de styling para dias preguiçosos

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Não sei como o dia amanheceu por aí, mas aqui em São Paulo, amanheceu cinza, feio e ameaçando uma chuvinha. Para mim, que tenho um humor 100% influenciável por condições climáticas, já foi o suficiente para querer vestir o maior moletom do armário, fazer um rabo de cavalo bem mal acabado e enfrentar o dia com um look que representasse a minha vontade de não ter saído de casa. Porém, antes de sair de casa, olhei no espelho, pensei que hoje é quinta-quase-sexta e o dia merecia, sim, uma produçãozinha. Mas aí, me veio a pergunta: como deixar um look mais legal em dias extremamente preguiçosos? Eis a inspiração para esse post! Separei algumas diquinhas simples e super aplicáveis de styling que eu uso sempre que os dias não estão propícios para grandes produções e vim compartilhar com vocês. Todas elas foram retiradas de Instagrams e Pinterests que eu amo, então, considere esse post mais como uma curadoria do que qualquer outra coisa. De um jeito ou de outro, ele com certeza ajudará n

Ainda bem que a gente muda, né?

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Não faz muito tempo que eu revisitei uns arquivos antigos da minha antiga conta do iCloud. Dois furtos de iPhone depois, aprendi a usar o compartilhamento em nuvem como um aliado - já que, até então, eu sempre fui old school e guardava tudo no hd mesmo. Fuçando os arquivos, fui ouvir alguns áudios datados em 2014 e, entre músicas autorais do meu ex, entrevistas do meu estágio e áudios provavelmente acidentais, armazenados, encontrei um piloto de um possível podcast inspirado uma finada coluna daqui do blog. Dei o play e sentia meu rosto esquentar a cada frase que aquela Michele, de 2014, proferia. Inevitavelmente, levei minha mão a boca quando aquela Michele chamava uma mina de vadia em tom de brincadeira. Olhei para baixo, incrédula, quando uma das minhas melhores amigas questionava a amizade de uma menina com o namorado dela. Suei frio quando comecei a falar sobre ex-namorados e como " ex boa era ex morta ". Foram 20 minutos de absurdos que, naquela época, não só eram no

Com vocês, Amores eternos de um dia

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Eu não me lembro qual foi a primeira vez que alguém comentou aqui no blog que eu deveria escrever um livro , mas me lembro perfeitamente do quanto eu fiquei lisonjeada com a frase. Escrever um livro sempre foi um sonho, mas que parecia distante demais da realidade para ser uma ambição. Eu, que aos 15 anos escrevia fanfics sobre integrantes de bandas adolescentes que se apaixonavam por estudantes desajustadas do Ensino Médio, jamais imaginaria que, aos 26, estaria lançando um livro (de verdade) sobre minhas impressões e experiências de e sobre amor. Quem diria que os amores eternos de um dia, que eu vivenciei ao longo desses três anos, me serviriam de material para escrever um livro.  Meu livro.  Que já tem título, subtítulo, capa, ilustração e data de lançamento.  É com muito, muito, mas muito amor mesmo, que eu venho, oficialmente, apresentar a capa do meu livro, que eu já compartilhei no Instagram, Twitter e Facebook. ♥  Eu estou MUITO APAIXONADA AAAAAAAAAA Ele

5- Buenos Aires, o Tinder, o menu celíaco e o planetário

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Fernanda decidiu passar o carnaval longe do glitter e das serpentinas. Convidou sua melhor amiga para viajar até Buenos Aires, onde poderiam curtir a calmaria da capital argentina com muito vinho, alfajor e tango. Com Paloma, aproveitou a viagem melhor do que teria feito com seu ex-namorado, um dos motivos que a fez preferir ficar longe da bagunça do carnaval de rua paulistano. Não queria ter que lidar com o término e muito menos com a possibilidade de encontrá-lo por acaso em algum bloquinho do centro da cidade. Depois de passar alguns dias conhecendo pontos turísticos e bons restaurantes, Fernanda e Paloma concordaram que a viagem poderia ficar ainda mais interessante se pudessem conhecer outros lugares acompanhadas de nativos bonitinhos. Decidiram, então, instalar o Tinder. “Nossa, esse aqui parece o Messi!”, brincou Paloma, enquanto deslizava seus possíveis-futuros-dates para direita. “Não estou achando ninguém interessante...”, confessou Fernanda já um tanto desanimada, enqu

4 - Raio, Estrela e Luar

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Tudo tinha dado errado. O que era pra ter sido uma viagem a dois, virou uma expedição solitária em uma cidade sem atrações turísticas e repleta de desconhecidos. O que era pra ser diversão, virou uma tentativa desenfreada de fugir dos problemas e de forçar a superação de um término mal resolvido. Mariana fez check-in no hostel de paredes azuis, jogou a enorme mochila na beliche e deitou, não acreditando que tudo aquilo estava acontecendo: a viagem sem programação, o término recente e a falta de perspectiva de que algo fosse acontecer. Fitando o teto, começou a se perguntar porquê tinha insistido em uma viagem que não seria, nem de longe, como a planejada e porque não tentou lidar com um rompimento como sempre viu em suas comédias românticas favoritas. Por não conhecer ninguém na cidade, até tinha avisado um conhecido da internet de que estaria lá, mas como eles nunca tinham se visto, dificilmente ele seria o responsável por mudar o humor - e as expectativas - de Mariana. Por sorte,