. 16/08/2018 .
Não sei como o dia amanheceu por aí, mas aqui em São Paulo, amanheceu cinza, feio e ameaçando uma chuvinha. Para mim, que tenho um humor 100% influenciável por condições climáticas, já foi o suficiente para querer vestir o maior moletom do armário, fazer um rabo de cavalo bem mal acabado e enfrentar o dia com um look que representasse a minha vontade de não ter saído de casa. Porém, antes de sair de casa, olhei no espelho, pensei que hoje é quinta-quase-sexta e o dia merecia, sim, uma produçãozinha. Mas aí, me veio a pergunta: como deixar um look mais legal em dias extremamente preguiçosos?

Eis a inspiração para esse post!

Separei algumas diquinhas simples e super aplicáveis de styling que eu uso sempre que os dias não estão propícios para grandes produções e vim compartilhar com vocês. Todas elas foram retiradas de Instagrams e Pinterests que eu amo, então, considere esse post mais como uma curadoria do que qualquer outra coisa. De um jeito ou de outro, ele com certeza ajudará nesse dia horroroso. ❤️

1. Vai de moletom? Então, que tal usar com uma saia midi?


A saia midi deixa qualquer look básico com uma carinha mais fancy. Isso porque o comprimento é super grato e dá um ar romântico à produção. O moletom, que pode ser facilmente considerado a melhor peça de qualquer guarda-roupa (pois conforto > everything) equilibra a composição, deixando seu look arrumadinho e despojado na mesma proporção.

2. A preguiça falou mais alto? Então ouse nos acessórios


Marilyn Monroe já dizia que os diamantes são nossos melhores amigos, mas já que não chegamos nesse patamar ainda, dá pra se sentir linda e rica com joias ou semijoias da internet mesmo. Caso você tenha apostado em uma camisetinha básica, ouse no colar! Coloque um mais compridinho, combine com um mais colado ao pescoço e pronto! O resultado fica chic e não exige nenhum tipo de produção mais elaborada.

3. Sem criatividade para o jeans e camiseta? Use um lenço colorido como cinto


Pode até parecer ousado para quem é mais básica, mas acredite: o lenço no lugar do cinto é uma opção incrível para quem quer dar um up no look sem pensar muito. Arremate o look com uma bolsa menorzinha, que fique na altura do cinto, e pronto! Você vai pagar de fashionista com um único acessório.

4. Esfriou? Coloca um blazer, menina!


Eu sempre falo (e falava muito quando escrevia para o blog da Kipling) que blazer é uma peça curinga e item obrigatório em qualquer armário. Se você quiser dar um ar mais fancy para a sua composição, coloque ele sobre os ombros. Para uma composição moderna, aposte nesse mesmo truque, só que com uma mom jeans e um tênis mais esportivo.

5. Ainda achou tudo muito complicado? Nozinho e debradinhas!


Se você está com muita preguiça mesmo, vou te lembrar do truquinho mais simples de todos: dobre as manguinhas da sua blusa e suba a barrinha da sua calça. Se estiver um clima menos friozinho (como está hoje, aqui em SP), solte as mangas da blusa e dê um nozinho no centro. Finalize o look com uma calça jeans de cintura alta, uma botinha e pronto. Linda, estilosa e com 0 trabalho.

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E aí? Curtiram as diquinhas de todo os dias?
Fazia tempo que não falava sobre o assunto aqui no blog e, confesso, estava com saudadinhas. Me falem o que vocês acham? Porque, dependendo, trago mais pautinhas assim 💁🏻‍♀️

Beijo beijo

5 truquinhos de styling para dias preguiçosos

. 13/08/2018 .
Não faz muito tempo que eu revisitei uns arquivos antigos da minha antiga conta do iCloud. Dois furtos de iPhone depois, aprendi a usar o compartilhamento em nuvem como um aliado - já que, até então, eu sempre fui old school e guardava tudo no hd mesmo. Fuçando os arquivos, fui ouvir alguns áudios datados em 2014 e, entre músicas autorais do meu ex, entrevistas do meu estágio e áudios provavelmente acidentais, armazenados, encontrei um piloto de um possível podcast inspirado uma finada coluna daqui do blog. Dei o play e sentia meu rosto esquentar a cada frase que aquela Michele, de 2014, proferia.

Inevitavelmente, levei minha mão a boca quando aquela Michele chamava uma mina de vadia em tom de brincadeira. Olhei para baixo, incrédula, quando uma das minhas melhores amigas questionava a amizade de uma menina com o namorado dela. Suei frio quando comecei a falar sobre ex-namorados e como "ex boa era ex morta". Foram 20 minutos de absurdos que, naquela época, não só eram normais, como eu até achava engraçado.

Se você visitar os posts antigos desse blog e ler eles por ordem cronologicamente, conseguirá acompanhar toda a minha evolução como pessoa. Essa semana, a Marina, uma das minhas melhores amigas e sempre citada aqui no blog, separou em um post lindo do seu blog, os meus textos que ela mais gosta. Ela usou os anos como categoria para escolher seus favoritos e, olhar suas escolhas, fez com que eu mesma revisitasse minhas próprias palavras - coisa que eu não faço com tanta frequência, visto que já tenho 963 posts publicados até o momento (com esse, 964). E vou te falar: tem muita coisa ruim, até porque ninguém nasce desconstruído. 



Lendo coisas que foram escritas por mim, consegui ver, como em um filme, todo o trajeto que me trouxe ao lugar em que estou hoje. Todos os perrengues emocionais que passei para me fazer aprender, na marra, o que era empatia. Todos os sermões que ouvi de mulheres incríveis que dedicaram um pouco de seu tempo para me explicar o que era feminismo e como somar é muito melhor que dividir. Foi um processo longo, às vezes doloroso e extremamente preciso ao qual eu sou grata, mas isso não apaga o que foi dito, pensado e escrito. E é por isso que eu não vou apagar nenhum dos posts antigos desse blog - porque eles foram uma parte de mim que, por mais que (hoje) me envergonhe, serviram para que essa minha versão atual - que eu acho legal pra caramba - existisse.

A mudança é um processo lindo e eu, que sou uma pessoa zero nostálgica - ou pelo menos me tornei -, sou apaixonada por cada update que minha versão ganha. Eu me orgulho da pessoa que venho me tornando e, longe de mim romantizar cagadas, mas todas elas foram importantes para eu ser quem sou hoje. Não dá pra se orgulhar da pessoa que eu era, mas dá pra ser muito grata pela pessoa que me tornei. 


Ilustra: Manjit Thapp

A ideia de escrever esse post veio da vergonha que senti em me ouvir reproduzindo discursos horrorosos, mas com um propósito maior do que expor a Michele-machista de anos atrás: para pedir para você, que está lendo, ter paciência com alguma amiga ou conhecida que ainda está nesse discurso. Nem todo mundo aprendeu em casa que mulher pode ser o que quiser, que ninguém é propriedade de ninguém e que amor é completamente diferente de posse. E é por isso que eu peço, de novo, para você ter a paciência que algumas várias pessoas tiveram comigo. Eu realmente não sei como seria a Michele de hoje se alguém não tivesse tido a disposição de orientar a Michele de ontem.

Sabe, ainda bem que a gente muda, né?
E mais do que isso: ainda bem que pessoas mudam [com] a gente.

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PS: Se você, mulher, em algum dia se sentiu ofendida por alguma de minhas palavras; se duvidou de si mesma após ler um texto que tinha a pretensão de ser engraçadinho e não era; se teve o seu dia afetado por algo que tenha vindo de mim, com alguns anos de atrasos, as minhas mais sinceras desculpas.  🙏🏻 

Ainda bem que a gente muda, né?