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. 28/09/2018 .
Atenção: esse texto foi patrocinado pela retirada de dois sisos e um pote de Ben&Jerry's consumido enquanto eu revia a primeira temporada de Gilmore Girls. Qualquer reclamação, favor dirigir-se à gerência rs

Quando foi anunciado o revival da série, assumir lados e escolher seus times era quase que inevitável. Umas eram Team Dean, outras Team Logan e algumas mais sábias (rssssss) eram Team Jess. Por isso, decidi escrever esse texto separando-o em blocos de namorados e por ordem cronológica, por isso, nada mais natural que começarmos por ele, o futuro caça-fantasmas. 

Gif: Katja Cho


Dean Forester

O primeiro amor, o fofo, romântico e que vive por ela. Ou seja, problema. Eu achava o Dean fofinho até o momento em que ele começou a cobrar da Rory um amor que ela ainda não se sentia preparada a corresponder. O cara terminou com a mina porque ela não conseguiu falar "eu te amo", sabe?  Dean é o típico cara que tem a síndrome de Pequeno Príncipe em que você é eternamente responsável pelo amor que cativas. Cara, apenas não, mas vamos voltar ao casal. A vida segue, eles voltam e aí chega quem, na história? Sim, Jess Mariano (aka um dos grandes mozões da minha vida). Antes de começar a falar do Jess, é importante repetir que Dean literalmente vivia pela Rory e, sem surpresa, foi justamente isso que acabou com o relacionamento deles.


Ele não conseguia lidar com seus próprios hobbies e colocava toda a sua expectativa de vida em outra pessoa, ou seja, PROBLEMÃO DE NOVO. Sendo assim, a vontade que ela tinha de crescer, voar, focar em seus sonhos, o aterrorizava, e isso o tornava o ciumento que andava na linha tênue entre o apaixonado demais e o obsessivo. Poderia até relativizar o Dean dizendo que ele tinha 15 anos, mas no flashback que eles têm na faculdade ele tá bem crescidinho e fazendo as mesmas merdas.

Mas vamos falar de coisa boa, vamos falar de...

Jess Mariano

O bad boy clichê, que odeia todo mundo, que é incompreendido, enfim. Eu poderia reunir vários adjetivos negativos para o Jess, afinal, ele tratava todas as pessoas ao seu redor de uma maneira ruim - inclusive a Rory. Porém, eu acho injusto colocar a culpa apenas nele. "Ele era um estúpido", mas ele era realmente fofo quando conseguia expor o que sentia pela Rory. "Ah, mas ele foi embora sem se despedir", gente, o cara tava vendo a vida dele ruir, sem ter onde morar e sem nenhum apoio emocional familiar. "Ah mas" olha, eu vou relativizar tudo o que envolver Jess Mariano porque sim - e além do mais, quando ele volta, na sexta temporada, ele me faz agradecer por toda passada de pano.


Ele volta focado em uma carreira, estabelecido de certa forma, volta sem o drama familiar... Enfim. Eu entendo (só um pouco) quem não é #teamJess e compreendo completamente quem tem Logan Huntzberger como favorito. E por falar nele...

Logan Huntzberger

Eu consigo entender perfeitamente quem é #TeamLogan por várias razões, mas vou enumerar apenas 3. 1) ele trata a Rory muito bem, 2) ele a questiona, 3) ele a incentiva. Porém, entretanto, todavia, ele é um mimadinho que vive para gastar o dinheiro dos pais. Por falta de personalidade ou por ser insuportável, mesmo, a Rory fica um porre logo quando começa o que poderia ser seu melhor relacionamento e, por isso, começa a mudar sua personalidade por causa do namorado.


Eu não sei se a culpa chega a ser do Logan, embora ele seja arrogantezinho e prepotente, mas nesse ritmo, logo a protagonista começa a entrar na mesma vibe e nos dando, consequentemente, as duas piores temporadas da série.

O que tiramos de tudo isso?

Que as amigas me perdoem, mas não dá pra apenas falar mal dos namorados da Rory e defendê-la, porque ela é um porre. Se eles são péssimos, a Rory TAMBÉM é - e eu vou dizer o porquê. Segura que tem lista:

1. A mina começou a expor o Dean quando estava apaixonada pelo Jess e ainda tem gente que achou ruim ele ter terminado com ela "na frente de todo mundo". GENTE, SÉRIO, VOCÊS CONSEGUIAM ASSISTIR AQUILO SEM SE SENTIR MAL? Porque eu não. Achei pouco, pra ser sincera. Daí, VINTE MINUTOS DEPOIS, ela já tava com o Jess, quer dizer??????

2. Ela mudou toda sua personalidade por causa do Logan e, mais do que isso, deixou que a opinião de um homem interferisse nos planos de uma vida inteira. Por causa do feedback do pai do namorado ela quis roubar um iate e trancar a faculdade. Oi?


3. Quando não tinha ninguém, voltou com o Dean, MESMO ELE ESTANDO CASADO. "Ah, mas o casado era ele", você pode me dizer. Ok, eu concordo, mas ela:
3.1 ligava para ele, quando estava em alguma situação difícil
3.2 ficava se consolando com ele
3.3 ELA O PROCURAVA

O safado foi ele, mas a sororidade com a Lindsay passou bem longe da nossa Gilmore mais nova, vai.

Mas vamos continuar.

4. Ela larga o Dean quando vê que existem "coisas melhores"

Sério. Sério.


5. Ela trata a mãe dela absurdamente mal por causa de namorado. Rolou isso com o Jess, mas nada se compara ao jeito que ela ficou com o Logan e o jeito que tratou a Lorelai no fim da quinta/início da sexta.

6. Ela se torna o Logan.

Aí, você me pergunta, "tá, entendi seu ponto. Mas Michele, quero saber dos namorados. Por que Team Jess?"

Eu te respondo:

Porque foi a fase menos insuportável da Rory e foi o único namorado que não interferiu em sua personalidade. E já que quando falamos de Gilmore Girls, quase que obrigatoriamente precisamos tomar partidos, cá estou eu expondo meu amor pelo sobrinho do Luke que bateu cabeça, foi idiota - como eu já fui, quando adolescente - e depois ficou maravilhoso, porque aprendeu a lidar com seus conflitos e amadureceu.

E você? É team quem? 

Ps: a melhor personagem da série é a Lorelai, por mais que ela tenha sido egoísta, algumas vezes. A mulher criou a filha sozinha, sem ajuda de namorado, dos pais e ainda virou uma empreendedora foda. Se isso não é girl power, meus amigos, eu não sei o que é.

Ps2: Estou participando de uma açãozinha patrocinada da Zaful e vocês podem conhecer um pouquinho do site por clicando no veja mais desse link aqui! ✨

Precisamos falar (de novo) sobre os namorados da Rory, de Gilmore Girls

. 13/09/2018 .
Esses dias me disseram, da forma mais doce do mundo, que eu faço arte. No sentido literal, mesmo, e não da forma que nossos pais usavam para repreender alguma bagunça. Eu sorri nervosa e disse que não, que de forma alguma isso que eu faço pode ser categorizado como arte. O que eu faço são textos pessoais que, por sorte, fazem uma ou outra pessoa sentirem algo.

Diante da minha explicação, a réplica: “Então! Isso é arte”, a pessoa me reafirmou. E desde então, eu fiquei com isso na cabeça - por tanto tempo que precisei transformar em texto. Nesse texto.

A arte é tão abstrata que ela possui diversas definições. Platão e Aristóteles já divergiam sobre o assunto quando o nosso conceito de estética ainda estava por ser construído (constituído?) – e a definição é tão subjetiva que você pode escolher seu significado com base na sua linha filosófica favorita, por exemplo.

Partindo do princípio de que até a resposta para essa pergunta é subjetiva e, por vezes, até controversa, repito:

Para você? O que é arte?
Porque pra mim, arte é um verbo – é sentir.
Não sei te dizer qual foi a primeira vez em que eu fui tocada por alguma expressão artística. Teria sido a primeira vez em que assisti Bambi e chorei, da forma mais dolorosa e sincera possível, quando a mãe do cervo foi assassinada? Teria sido quando meu pai assinou a coleção da Folha de S. Paulo que entregava réplicas de grandes obras de arte e eu me apaixonei por alguma das pinturas do Michelangelo? Ou foi quando ouvimos Hey Jude juntos, pela primeira vez, e eu perguntei insistentemente de quem eram aquelas vozes?

E o que todas essas expressões têm em comum?
Todas elas me fizeram sentir algo.

O trabalho da Sarah Bahbah foi uma das coisas que mais me fizeram sentir, nos últimos tempos

Se para mim arte é sentir e fazer sentir, por que é tão difícil dizer que eu faço arte? Por que é tão difícil assumir que o que eu faço pode ser relevante e que uma vez concreto, ele deixa de me pertencer? Por que é tão difícil entender que criamos as coisas para o mundo e, uma vez que ela sai de dentro da gente, ela é do outro – e é o outro quem vai senti-la e até defini-la? Seria a arte a nossa produção mais altruísta pois, ainda que egocêntrica em seu nascimento, ela vive apenas da percepção [e do sentimento] do outro?

E se for tudo isso, por que não chamar o que faço, de arte?
Se alguém o fez, quem sou para reivindicar o título de algo que já não me pertence mais? Algo que saiu de dentro de mim, sim, mas que agora faz parte do outro?
Seria medo do título de pretensioso pois "quem sou eu para fazer arte?", ou seria meramente egoísmo em sua mais disfarçada faceta?

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Esse texto foi o primeiro da minha newsletter e vim reproduzi-lo aqui primeiro porque acho que tem um pouco a ver com o que escrevo no blog. Segundo porque quero convida-los a assinar. Já enviei a segunda e semana que vem, provavelmente, tem outra novinha. Para se inscrever e receber, é só clicar aqui. 

Estive pensando sobre o que é arte

. 11/09/2018 .
Ou também conhecido como "um post para te contar as últimas coisas orientais que eu assisti por esses tempos".
Eu poderia começar esse post falando que estou viciada em BTS. Tudo começou despretensiosamente, quando o Spotify me indicou Fake Love há algum tempo. Confesso que não levei essa relação muito à diante, até que, certo dia, eles lançaram um feat com a Nicki Minaj. Pronto: BTS entrou na minha playlist e não saiu mais. Desde esse primeiro contato, venho percebendo que quase diariamente, hashtags referentes a outras bandas (grupos?) de k-pop aparecem nos trending topics do Twitter e além de me mostrar a dimensão que esse fenômeno coreano tem no Brasil, me fez lembrar de um outro fenômeno que vivi há alguns anos, que apesar de também oriental, veio lá do Japão: o movimento otaku

Nos primórdios dos meus blogs (quando ele ainda se chama radio:ACTIVE), eu consumia muito anime e mangá e, consequentemente, falava muito sobre o assunto. Se não me engano, a primeira vez que escrevi sobre um anime foi sobre Fullmetal Alchemist, que posso dizer seguramente que é um dos melhores animes já feitos na história. Depois dele, vieram outros amores e consequentes pautas: Death Note (que segue sendo uma das maiores obras-primas da televisão), Elfen Lied, xxxHoLiC, Love Hina... Era um fenômeno muito grande e todo mundo gostava de pelo menos alguma coisinha da terra do sol nascente (fosse eu, baixando meus animes undergrounds e bandas de J-Pop, ou meu primo com seus bonecos colecionáveis do Dragon Ball) então, ver todo o tamanho do k-pop me fez olhar de volta para o movimento do qual fiz parte, mesmo que há alguns anos. 

E então, quis fazer esse post. 

Recentemente (ou não tão recentemente), assisti três produções que mataram a saudade que eu sentia da língua japonesa – afinal, estamos tão condicionadas a consumir produções americanas que qualquer coisa que fuja do inglês é uma experiência à parte – e quis compartilhar com vocês, mesmo que quase um ano depois. Talvez algumas sejam batidas, talvez vocês aproveitem... Mas o fato é que, embalada por BTS, ainda apaixonada por Para Todos os Garotos Que Já Amei e dando um rolê por uma cultura diferente da minha, fiquei com vontade de contar um pouquinho do que tenho assistido. Espero que gostem - mesmo com o meu gatilho sendo coreano e o post ser sobre produções japonesas! ❤️


1. Aggretsuko 

Assim que a Netflix lançou essa produção maravilhosa, em parceria com a Sanrio, a internet inteira falou sobre, então, acho que por isso eu posterguei tanto para fazer um post sobre Aggretsuko. Eu vou pular a premissa (você pode ver o trailer clicando aqui) e focar nas partes mais incríveis desse anime: é uma série que retrata o machismo corporativo, a nossa cobrança por “termos que dar certo”, a dificuldade de mudar de carreira, enxergar novos caminhos e, basicamente, a vida adulta. Aggretsuko tira o peso da nossa existência com um humor inteligente e com boas doses de death metal. É sério! Os episódios são de 20 minutinhos, os personagens são muito bem construídos – apesar de serem desenhos de bichinhos fofos – e, quando você menos perceber, matou a primeira temporada. Falta muito pra segunda, Netflix? 


2. Your Name (Kimi no Na wa)

Assisti Your Name (vou usar o nome em inglês porque é mais fácil para encontrar reviews e o próprio filme nos serviços de streaming) nesse ano e, desde então, ensaio escrever sobre esse filme. A minha ideia era fazer um post dedicado, mas honestamente, acho que nada que eu escreva sobre o assunto pode fazer jus a essa produção que é linda, sensível, bem escrita e, arrisco dizer, perfeita. Your Name tem uma das histórias mais incríveis que já vi em animações e te leva um misto de emoções muito densas. A sinopse (que vou resumir de uma forma muito simples, porque é o que me permito fazer) traz dois adolescentes que, do nada, trocam de corpos e começam a se comunicar durante essas “trocas”. Pronto. Para saber mais, vai ter que assistir, mas adianto que no meio disso tudo, tem um plot sobre viagem no tempo, sobre profecia e, é claro, sobre ancestralidade. Sério, Your Name é um presente. Você sente uma perda, você sente emoção, você sente felicidade e você sente o amor. Você precisa assistir. 

3. The Boy And The Beast (Bakemono no ko)

Esse eu assisti no começo do ano passado (shame on me por só contar agora) e também gostei tanto que fiquei de falar sobre e nunca conseguia escrever, até porque, ele parece uma produção bobinha, mas é muito mais complexa que isso. A premissa é a seguinte: Kyuta é um garoto que mora sozinho no mundo humano (o que seria o nosso mundo, no caso) e Kumatetsu é um animal que vive no mundo imaginário. Um dia Kyuta vai viver com Kumatetsu sem o seu consentimento e, de uma forma bem complicada e insistente, acaba sendo treinado por ele. Com isso, eles vão aprendendo um com o outro sobre força, amizade, parceria e sobre valores. Para mim, foi uma grande surpresa porque eu não esperava sair tão encantada por um filme escolhido tão ao acaso, então, pode ser que eu esteja sendo modesta demais nessa descrição – mas eu indico, fortemente. O máximo que pode acontecer é você sair com a sensação de que acabou com uma grata surpresa. 

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Acho que essas foram minhas principais "dicas" (porque nem sei se posso chamar de dica haha). 
E você? Tem algo japonês (ou aproveitando a onda, coreano!) para me indicar? :)

Beijos e até a próxima 

2 filmes e 1 série para assistir em japonês na Netflix

. 03/09/2018 .

Sem exagerar, eu posso dizer pra você que existem 13 textos começados, salvos nos rascunhos desse blog, falando sobre meus amigos. E se você tiver tempo ocioso e quiser ver o quanto eles inspiraram vários outros textos, pode fuçar essa página e encontrar mais outros contando o quanto eles são incríveis e mudaram minha vida em algum momento. Dada essa introdução, não será nenhuma surpresa para você que eu comece esse texto dizendo que, meu deus, eu tenho muita gente incrível.

No último dia 31, foi o lançamento do meu livro - aliás, você já tem um pra chamar de seu? Ele tá a coisa mais bonita do mundo e nem é porque é "o meu livro", viu? - e eu estava em um misto de emoções muito loucas. Ao mesmo tempo em que estava extremamente feliz, eu estava extremamente nervosa. Estava animada, mas estava ansiosa. Orgulhosa e aflita. Tudo assim, divididinho, sendo sentido igualzinho, como uma boa geminiana consegue fazer.

Consequência de todo esse conflito, o dia 31 foi um dia especialmente turbulento até as fatídicas 19h30, porque eu estava sentindo tudo de um jeito muito maluco. Minha mãe veio pra minha casa com minha irmã e meus dois sobrinhos - que, se me permitem mais uma interrupção, são as crianças mais lindas do planeta - então, a rotina já ficou bagunçada, afinal, tínhamos dois serezinhos agitados demandando atenção e cuidado. Atrasei para o meu próprio lançamento (uma série de infortúnios como meu uber dando problema, o caixa eletrônico não me deixando sacar dinheiro para pagar o uber, eu demorando pra encontrar vestido porque me achava feia em todos, meu celular morrendo e ressuscitando...) e, quando cheguei, já tinham dois amigos e meu namorado - ah, sim, foi um dia duplamente especial porque agora eu estou em um namoro rotuladinho, como uma romântica menina do interior metida a moderninha gosta de chamar -, no local. Dei um oi rápido, saí correndo, sentei na mesa e, pronto.


Começou. Em vinte minutos, uma fila. Uma fila de amigos.

— "Você tem mais amigos em São Paulo do que eu tenho na vida", disse minha irmã, certa vez, quando eu comentei que talvez não comemoraria meus 25 anos porque "não tinha tantos amigos e não conseguiria ir para Araçatuba".

Naquele dia foi a primeira vez que me dei conta de que eu tinha conhecido pessoas incríveis na capital, como a gente do interior ainda gosta de chamar. Trombei com paulistano da Mooca, mineiro itinerante, alagoano artista, gaúcho de passagem e estrangeiro apaixonado. Conheci gente da ZN, ZL, Zona Oeste, Zona Sul e do ABC. Conheci pessoas inspiradoras, integrei grandes histórias e virei amiga de gente talentosa. Recebi convite pra ser madrinha de casamento, conheci famílias e conheci histórias tão boas que poderiam facilmente rechear um novo livro. Tenho pessoas tão lindas que mal consigo escrever isso sem sorrir ao pensar no quanto me fazem bem.

Nem todos couberam aqui, mas eu postei a maioria no Instagram, nas stories, etc 

E no dia 31/8, no lançamento do meu livro na Livraria da Vila, todos os meus amigos de São Paulo foram. Enquanto eu escrevia a dedicatória, eu sorria e pensava "meu deus, eu tenho muita gente incrível". Eu tenho amigos que foram me ver com uma mochila enorme de viagem intermunicipal nas costas. Eu tenho amigos que atravessaram a cidade apenas para me dar um beijo e falar "boa sorte". Eu tenho amigos que foram da Zona Leste aos Jardins só para comprar meu livro. Amigos que me levaram flores. Amigos que levaram seus filhos. Amigos que me fizeram chorar. Amigos que pararam suas vidas para participarem do momento mais importante da minha.
"Meu deus, eu tenho muita gente incrível". 
When the days are rough and an hour seems much longer*, em períodos cada vez mais difíceis em que laços são difíceis de serem criados e nada mais é feito pra durar (já dizia um famoso sociólogo), encontrar pessoas boas, que não só dividem sua felicidade, mas amplificam ela, pode ser chamado de sorte, né? E se for, posso confirmar que eu tenho muita, muita mesmo, porque as pessoas maravilhosas que a vida colocou no meu caminho, nos últimos tempos, são tipos realmente raros. E eu tenho a honra de chamar, todos esses, de amigos. Meus amigos.

Que sorte a minha!

-

*trecho de McFLY porque esse livro, a vontade de escrever, e tudo o mais, começou com essa banda e eu precisava fazer isso. 
**amigos de Araçatuba que não puderam ir ao lançamento, mas se fazem presentes, esse texto também pode ser aplicado à vocês - vocês também me fazem dizer "ô sorte". 

"Eu tenho muita gente incrível"