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Mostrando postagens de Outubro, 2018

O maravilhoso guia para você suportar essa semana pós-eleição

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A ideia desse post veio após me debulhar em lágrimas depois de assistir o filme que você saberá qual é se ler esse texto inteiro.  É menina, aconteceu. A gente lutou, militou, mas não teve jeito - e eu juro que não vou falar de novo sobre isso, não. Na verdade, eu espero que esse post sirva como um escalda-pés com um sachezinho de camomila depois de uma loooonga caminhada. Espero que esse post deixe o seu coração quentinho, a cabeça fresca e que te faça dar aquela longa respirada para enfrentar a próxima. Dica #1: Cerque-se de pessoas incríveis Essa é a primeira dica e não é por nenhum acaso, mas sim, porque todas as dicas que eu darei, daqui em diante, foram dicas de outras pessoas pra mim, ou seja, nossos amigos são extremamente importantes para nosso bem-estar (e isso não é nenhuma novidade, né?). Com o tempo, vamos aprendendo que existem laços que duram pra sempre e nem demandam grandes esforços pra isso , enquanto outros vão ficando tão apertados que começam a machucar. O te

6- Sobre o karaokê

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Era o terceiro ou quarto encontro de Isabela e Catarina . Nenhuma das duas se lembrava exatamente, mas esses mesmos três ou quatro encontros já eram suficientes para que soubessem um pouco sobre as preferências uma da outra. Isabela sabia que Catarina era apaixonada por vinho, louca por música e a melhor companhia para jantar. Catarina já sabia que Isabela preferia drinks doces aos amargos, que não podia comer queijo e que era apaixonada por filmes ruins. Nesse terceiro ou quarto encontro, Catarina levou Isabela para um tradicional bar da cidade. Ele tinha nome de um famoso cantor americano e seu cardápio era uma obra de arte à parte – tal qual seus drinks. “Olha, esse veio com um biscoito da sorte!”, Isabela disse assim que seu drink chegou. Ele tinha espuma de manga e alguma outra combinação que o deixava levemente amargo, mas ainda delicioso. “O riso é a menor distância entre duas pessoas”, ela leu o bilhete do seu biscoito. Sorriu para Catarina, que retribuiu. “Viu?”, ela brinco

Uma conversa de peito aberto

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Eu sei que ando meio monotemática em minhas redes sociais e que só falo sobre política. Mas hoje, eu juro que vou deixar a militância um pouquinho de lado e não, o assunto não é política. O assunto é peito. Isso mesmo: peito. Seio. Teta. O sonho da minha vida sempre foi ter peitos . Ganhei meu primeiro sutiã com 11 anos e, definitivamente, eu não precisava dele. Fui começar a ter algo parecido com cerejinhas sob os mamilos só com 12 anos, mas uso sutiã desde os 11. Falam que o primeiro sutiã é importante para a mulher e, por mais que eu queira fugir dos clichês, aqui, me entrego: é mesmo e eu consigo me lembrar, perfeitamente, de como era o meu. Meu primeiro sutiã era xadrez fininho azul, com florzinhas vermelhas, apertado nas costas e folgado nos peitos. Eu lembro que fiz um inferno para minha mãe me dar um sutiã e ela, capricorniana turrona, se negava porque eu não precisava. Quando sua melhor amiga chegou em casa com um pacote prateado, me dizendo que tinha um presente especial

É, eu sei

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e eu sei também que fui eu quem sumiu, dessa vez. mas eu tenho meus motivos e eu juro que eles vão além das desculpas que eu sempre uso. eu sei que você não acredita mais quando eu falo que minha rotina está uma loucura ou que estou com trabalhos demais. eu sei, eu sei, mas eu juro que é verdade. 80% é, sim. eu sei que eu não te mando mais nada legal que eu vejo na internet e nem te marco mais em vídeos bonitinhos de bichinhos. eu sei que passei a demorar mais para responder suas mensagens, mesmo quando eu as respondo mentalmente assim que vejo a notificação. eu sei que passei a enviar mais frases curtas e menos textões. mais palavras diretas e menos sílabas alongadas como sempre escrevi. sei que nossas mensagens estão cheias de pontos finais - e sei também de todas as nossas lacunas. eu sei delas. eu sei. Ilustra: Jeannie Phan sei que você não entende muito bem o porquê de eu me afastar. sei que você não acredita mais quando eu tento uma aproximação, depois de um

Yellow is the new black - um post sobre meu amor por looks amarelos

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É muito louco quando a gente para pra entender uma tendência. Ela começa lá atrás, com uma pesquisa feita anos antes do seu estouro, que após uma série de estudos e comparações, nos diz com antecedência o que fará parte de grande parte do nosso consumo. As cores do ano da Pantone não são escolhidas por acaso e as estações não "escolhem" uma paleta de cores aleatoriamente. Tudo é curado, pesquisado e definido com um embasamento que nós, o grande público, às vezes não entendemos. Mas usamos, adotamos e amamos.  Toda essa introdução foi para falar sobre o amarelo, a minha nova cor favorita para looks. Eu nunca fui apaixonada por amarelo, a cor nunca fez parte do meu armário e de repente (rs) eu me vi obcecada. Encasquetei que queria um moletom mostarda e não tinha cristo que tirasse isso da minha cabeça. Convidei um amigo para fazer uma tour por uns brechós para achar a famosa blusa amarela. Sem surpresa, não encontramos, porque assim como eu, todo mundo estava apaixonado

O maravilhoso guia para você suportar essa semana pós-eleição

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A ideia desse post veio após me debulhar em lágrimas depois de assistir o filme que você saberá qual é se ler esse texto inteiro.  É menina, aconteceu. A gente lutou, militou, mas não teve jeito - e eu juro que não vou falar de novo sobre isso, não. Na verdade, eu espero que esse post sirva como um escalda-pés com um sachezinho de camomila depois de uma loooonga caminhada. Espero que esse post deixe o seu coração quentinho, a cabeça fresca e que te faça dar aquela longa respirada para enfrentar a próxima. Dica #1: Cerque-se de pessoas incríveis Essa é a primeira dica e não é por nenhum acaso, mas sim, porque todas as dicas que eu darei, daqui em diante, foram dicas de outras pessoas pra mim, ou seja, nossos amigos são extremamente importantes para nosso bem-estar (e isso não é nenhuma novidade, né?). Com o tempo, vamos aprendendo que existem laços que duram pra sempre e nem demandam grandes esforços pra isso , enquanto outros vão ficando tão apertados que começam a machucar. O te

6- Sobre o karaokê

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Era o terceiro ou quarto encontro de Isabela e Catarina . Nenhuma das duas se lembrava exatamente, mas esses mesmos três ou quatro encontros já eram suficientes para que soubessem um pouco sobre as preferências uma da outra. Isabela sabia que Catarina era apaixonada por vinho, louca por música e a melhor companhia para jantar. Catarina já sabia que Isabela preferia drinks doces aos amargos, que não podia comer queijo e que era apaixonada por filmes ruins. Nesse terceiro ou quarto encontro, Catarina levou Isabela para um tradicional bar da cidade. Ele tinha nome de um famoso cantor americano e seu cardápio era uma obra de arte à parte – tal qual seus drinks. “Olha, esse veio com um biscoito da sorte!”, Isabela disse assim que seu drink chegou. Ele tinha espuma de manga e alguma outra combinação que o deixava levemente amargo, mas ainda delicioso. “O riso é a menor distância entre duas pessoas”, ela leu o bilhete do seu biscoito. Sorriu para Catarina, que retribuiu. “Viu?”, ela brinco

Uma conversa de peito aberto

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Eu sei que ando meio monotemática em minhas redes sociais e que só falo sobre política. Mas hoje, eu juro que vou deixar a militância um pouquinho de lado e não, o assunto não é política. O assunto é peito. Isso mesmo: peito. Seio. Teta. O sonho da minha vida sempre foi ter peitos . Ganhei meu primeiro sutiã com 11 anos e, definitivamente, eu não precisava dele. Fui começar a ter algo parecido com cerejinhas sob os mamilos só com 12 anos, mas uso sutiã desde os 11. Falam que o primeiro sutiã é importante para a mulher e, por mais que eu queira fugir dos clichês, aqui, me entrego: é mesmo e eu consigo me lembrar, perfeitamente, de como era o meu. Meu primeiro sutiã era xadrez fininho azul, com florzinhas vermelhas, apertado nas costas e folgado nos peitos. Eu lembro que fiz um inferno para minha mãe me dar um sutiã e ela, capricorniana turrona, se negava porque eu não precisava. Quando sua melhor amiga chegou em casa com um pacote prateado, me dizendo que tinha um presente especial

É, eu sei

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e eu sei também que fui eu quem sumiu, dessa vez. mas eu tenho meus motivos e eu juro que eles vão além das desculpas que eu sempre uso. eu sei que você não acredita mais quando eu falo que minha rotina está uma loucura ou que estou com trabalhos demais. eu sei, eu sei, mas eu juro que é verdade. 80% é, sim. eu sei que eu não te mando mais nada legal que eu vejo na internet e nem te marco mais em vídeos bonitinhos de bichinhos. eu sei que passei a demorar mais para responder suas mensagens, mesmo quando eu as respondo mentalmente assim que vejo a notificação. eu sei que passei a enviar mais frases curtas e menos textões. mais palavras diretas e menos sílabas alongadas como sempre escrevi. sei que nossas mensagens estão cheias de pontos finais - e sei também de todas as nossas lacunas. eu sei delas. eu sei. Ilustra: Jeannie Phan sei que você não entende muito bem o porquê de eu me afastar. sei que você não acredita mais quando eu tento uma aproximação, depois de um

Yellow is the new black - um post sobre meu amor por looks amarelos

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É muito louco quando a gente para pra entender uma tendência. Ela começa lá atrás, com uma pesquisa feita anos antes do seu estouro, que após uma série de estudos e comparações, nos diz com antecedência o que fará parte de grande parte do nosso consumo. As cores do ano da Pantone não são escolhidas por acaso e as estações não "escolhem" uma paleta de cores aleatoriamente. Tudo é curado, pesquisado e definido com um embasamento que nós, o grande público, às vezes não entendemos. Mas usamos, adotamos e amamos.  Toda essa introdução foi para falar sobre o amarelo, a minha nova cor favorita para looks. Eu nunca fui apaixonada por amarelo, a cor nunca fez parte do meu armário e de repente (rs) eu me vi obcecada. Encasquetei que queria um moletom mostarda e não tinha cristo que tirasse isso da minha cabeça. Convidei um amigo para fazer uma tour por uns brechós para achar a famosa blusa amarela. Sem surpresa, não encontramos, porque assim como eu, todo mundo estava apaixonado