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Mostrando postagens de Janeiro, 2019

Carta para você (não) ler

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Por um tempo, eu perguntava o porquê. Por que as coisas aconteciam daquele jeito? Por que você mudava tanto? Por que tratava as pessoas que amava daquela forma? Depois, eu não quis mais saber e me afastei como pude. Por um tempo, a minha presença ainda era necessária (sabe deus por quem), mas a minha atenção já era outra. Me fazia presente porque tinha que fazer, mas tudo o que eu mais queria era estar longe. E então, depois de anos me sentindo sem voz, eu gritei. Com um pretexto bobo, encontrei a força para dizer tudo o que sempre quis. E disse. Disse alto. Em meio a lágrimas. Com réplicas agressivas. Mas disse. Sai com um piano a menos nas minhas costas e com a tranquilidade de quem nunca mais precisaria voltar. crédito: yelena bryksenkova Mas veio a culpa. A culpa por me libertar. A culpa por desistir. Da gente. De você. De ter algo parecido com o que eu via em filmes e que secretamente eu sonhava com mais força do que sabia ter. E então, eu tentei te consertar.

Sobre amores meio bosta

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Na semana passada, eu fiz aquela corrente no Instagram em que você se propõe a dar conselhos sobre qualquer coisa, para qualquer pessoa . Entre as várias mensagens que recebi, uma delas me chamou a atenção e, sem dar nome aos envolvidos, vou compartilhar aqui na íntegra, afinal, é por causa dela que você está lendo esse texto, hoje.  A mensagem era a seguinte "Conheci uma pessoa que é incrível. Tem uma boa posição no trabalho, se demonstra interessado, me trata bem, mas...Eu acho que não mereço. É sempre aquela sensação de que não mereço pessoas legais" .  Eu não sei você, cara leitora ou leitor, mas eu já vivi muito essa situação. A de que eu não merecia pessoas legais. A de que o drama faz parte de qualquer relacionamento. A de que "se é fácil demais, alguma coisa está errada" e vários outros pensamentos que já estão tão enraizados em nossa mente que parar de focar neles é quase impossível. Pois é. Dias depois, como em um golpe lindo de alinhamento cósmi

Carta para você (não) ler

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Por um tempo, eu perguntava o porquê. Por que as coisas aconteciam daquele jeito? Por que você mudava tanto? Por que tratava as pessoas que amava daquela forma? Depois, eu não quis mais saber e me afastei como pude. Por um tempo, a minha presença ainda era necessária (sabe deus por quem), mas a minha atenção já era outra. Me fazia presente porque tinha que fazer, mas tudo o que eu mais queria era estar longe. E então, depois de anos me sentindo sem voz, eu gritei. Com um pretexto bobo, encontrei a força para dizer tudo o que sempre quis. E disse. Disse alto. Em meio a lágrimas. Com réplicas agressivas. Mas disse. Sai com um piano a menos nas minhas costas e com a tranquilidade de quem nunca mais precisaria voltar. crédito: yelena bryksenkova Mas veio a culpa. A culpa por me libertar. A culpa por desistir. Da gente. De você. De ter algo parecido com o que eu via em filmes e que secretamente eu sonhava com mais força do que sabia ter. E então, eu tentei te consertar.

Sobre amores meio bosta

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Na semana passada, eu fiz aquela corrente no Instagram em que você se propõe a dar conselhos sobre qualquer coisa, para qualquer pessoa . Entre as várias mensagens que recebi, uma delas me chamou a atenção e, sem dar nome aos envolvidos, vou compartilhar aqui na íntegra, afinal, é por causa dela que você está lendo esse texto, hoje.  A mensagem era a seguinte "Conheci uma pessoa que é incrível. Tem uma boa posição no trabalho, se demonstra interessado, me trata bem, mas...Eu acho que não mereço. É sempre aquela sensação de que não mereço pessoas legais" .  Eu não sei você, cara leitora ou leitor, mas eu já vivi muito essa situação. A de que eu não merecia pessoas legais. A de que o drama faz parte de qualquer relacionamento. A de que "se é fácil demais, alguma coisa está errada" e vários outros pensamentos que já estão tão enraizados em nossa mente que parar de focar neles é quase impossível. Pois é. Dias depois, como em um golpe lindo de alinhamento cósmi