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Mostrando postagens de 2020

Sobre pedidos de namoro e sobre terceirizar decisões

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Eu nunca recebi uma cartinha me pedindo em namoro, na escola. A cartinha em folhas coloridas, com duas simplórias caixinhas com um "SIM" e um "NÃO" acima de cada uma delas, nunca chegou na minha mesa. Mas chegava na das minhas amigas. Uma delas, inclusive, tinha que marcar “não” em pelo menos três cartinhas até, finalmente, receber o bilhetinho do carinha que ela gostava. Quando acontecia, ela marcava um “x” com sua caneta gel favorita, dobrava com todo o cuidado do mundo e entregava a decisão ao agora-namorado com uma discrição digna de agentes secretos. Eles mal se olhavam até o pretendente confirmar a alternativa assinalada e, quando ele percebia que o “sim” havia sido marcado, mandava um sorriso e voltava a atirar bolinhas de papel nos outros colegas de sala.  Mas comigo isso nunca rolou, não.  Ilustra: Bodil Jane Dei meu primeiro beijo aos 13 anos. Quase 14, já que foi no dia 27/03/2005 e faço aniversário no dia 24/05 e ele só rolou porque foi roubado. Foi aqu

7 coisas que homens solteiros precisam saber sobre mulheres solteiras

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Já dizia a grande filósofa contemporânea Mc Mayara: "Mulher que tem dois homens é evoluída, mulher que tem três homens é uma atrevida e a que tiver mais ela não sofre, ela curte a vida. Ela é feliz, ela é bandida". 👯‍♀️ E é com essa introdução que eu trago essas 7 coisas que minhas amigas solteiras gostariam que os homens (héteros-cis) soubessem.  Já aproveita pra compartilhar e mandar aquela indireta-direta pro fofo que JURA que você está de véu e grinalda só esperando o WhatsApp dele. 🙄 _ 1- Nem toda mulher quer um relacionamento É estranho pensar que a mulher não foi criada para ter um relacionamento e que ela pode sim gostar de sua própria companhia, não é mesmo? #sqn existem mulheres que estão solteiras e muito bem, obrigada, assim como existem as que querem um amor de contos de fadas. As mulheres não são todas iguais e presumir que queremos casar só porque saímos duas vezes é muita prepotência (e você nem é tudo isso rsrs) 2- Enviar uma mensagem e

5 curiosidades sobre Pequenas Coisas, o meu novo-velho livro

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Foto: Yas Passos / @click_yas 1. Pequenas Coisas era uma fanfic da banda Son of Dork , uma banda que tinha o James Bourne e o Steve Rushton como vocalistas. Na releitura, Steve Rushton virou Steve Williams e o Son of Dork se tornou a Rev9 , que tem esse nome por causa da música Revolution 9 dos Beatles 🐞 Da esquerda pra direita, Chris, Steve (de vermelho), Dave, James e Danny 2. O livro se chama #PequenasCoisas por causa da música Little Things , da banda. Infelizmente eles não têm nada no Spotify, mas tem o álbum completo no Youtube. A música era a mais fofinha do CD (sim, CD) e eu fiquei levemente obcecada por ela. 2.1 Anos depois, o One Direction também lançou uma música chamada Little Things e eu também fiquei apaixonada. Foi, inclusive, a música que fez eu reparar na banda do Harry Styles. Pois é! 3. #PequenasCoisas foi minha primeira fanfic "de sucesso" no Fanfic Obsession (que antes era Fanfic Addiction). Ela ficou como uma das "fics do ano" e, pra mim

Pequenas Coisas, meu segundo livro, já está disponível na Amazon

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DEMOROU, MAS O SEGUNDO (?) LIVRO SAIU!  #PequenasCoisas é um romance que escrevi aos 15 anos, em formato de fanfic, quando eu dedicava todas as minhas tardes depois da escola para escrever pequenas ficções. Eu, que sempre fui uma leitora assídua e por muito tempo troquei os intervalos com os amigos pela biblioteca, encontrei na escrita uma forma de viver emoções que eu ainda não conhecia. Foram várias fanfics do Harry Potter e do McFLY até chegar nessa, do Son of Dork. Foi ela a minha fanfic de "mais sucesso", já que ela ganhou alguns prêmios do site de fics e foi uma das "fics do ano". Para a Michele de 15 anos, isso representava um Nobel!  Eu sempre tive muita vontade de revisitar minhas histórias da adolescência e reescrever, mas confesso que não é uma tarefa simples. Por isso, peguei a minha estória favorita para ser a primeira a ser relançada. E que delícia que foi reconhecer Steve, Emma e os meninos da Rev9!  Para testar o método de publicação da Am

As últimas 5 séries maravilhosas que assisti

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I May Destroy You (finalizada - 1 temporada - HBO) Eu já indiquei ela aqui, mas vale falar de novo. Michaela Coel escreve, produz e dirige uma série que fala sobre consentimento de diferentes formas, da mais pesada e explícita até a mais sutil e não tão facilmente compreendida. Os diálogos são rápidos e afiados, a produção é maravilhosa e a série, a grosso modo, é sensacional.  The Great (finalizada - 1 temporada - Hulu)  Mais uma com diálogos afiados e que conversam muito com questões que vivemos atualmente - mesmo que a série se passe no século 18. Se Catarina era à frente do seu tempo, a atualidade foi retratada na série que tem Elle Fanning brilhando como uma protagonista de personalidade forte.  Lovecraft Country (andamento - HBO)  Não sou a maior fã de produções de "terror" ou coisas do tipo, então, no primeiro episódio não me senti muito empolgada com a série que, hoje, me faz esperar ansiosamente pelo domingo só para poder assistir ao novo episódio. Ela, que se passa

esse texto não é só sobre how i met your mother

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vocês viram que how i met your mother está disponível na amazon prime? então, how i met your mother está disponível na amazon prime e caso você nunca tenha assistido, eu realmente indico a série. hoje em dia, sei que tem muitas pessoas que problematizam ela (e eu sei que vocês até têm uma certa razão, mas eu poderia fazer uma newsletter só de bons argumentos para vocês entenderem que, apesar dos pesares, himym é maravilhosa) mas eu juro que vale a pena, principalmente em dias como esses.  por falar em dias como esses... menina, que coisa ruim, né? acho que se alguém, lá atrás, tivesse me dito que em 2020 nós passaríamos por uma situação doida dessa, eu certamente daria risada na cara da pessoa. ou não, porque sendo bem sincera, eu sempre acredito em coisas absurdas que me dizem. não é por acaso que sou cliente fiel de uma cartomante, já me consultei com vários tipos de gurus e sempre acredito em qualquer previsão que eu acho que caiba pra mim. sou leitora assídua de horóscopos d

50 questões aleatórias (4 anos depois)

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Respondi a essas mesmas perguntas em 2016, nesse post aqui . Se vocês quiserem fazer, é legal - principalmente pra ver depois de alguns anos.  Ilustração: Nicola Jane 1: Como você chamaria seu filho? Martin ou Antônio, se menino. Maria, se for menina. 2: Você sente falta de alguém? Sim, da minha família, que está em Araçatuba. Sinto falta dos meus pais, da minha irmã e dos meus sobrinhos todos os dias. 3: O que você diria se eu falasse que você é bonita? Aprendi a dizer "Obrigada". 4: Já disse alguma vez “não é você, sou eu”? Sim, uma vez. Mas nem conta, foi meu primeiro pseudo-namorinho e eu tinha 14 anos haha. 5: Você está ansiosa pra alguma coisa na semana que vem? Não. Só estou ansiosa para que tudo isso termine - e eu sei que não será na semana que vem. 6: Você saiu ou ficou em casa noite passada? Fiquei em casa. Como nos últimos 24 dias. 7: Até que horas ficou acordado noite passada? Até uma da manhã, talvez? 8: Seja franco, viu alguém

"Meu ano de descanso e relaxamento" e meu ano de depressão

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2019 foi um ano muito bom, se falarmos (exclusivamente) de leitura. Diferentemente do ano anterior, em 2019 eu consegui ler vários livros. Foram teorias feministas, quadrinhos, poesia (!) e até conseguir riscar alguns clássicos da minha interminável lista de pendências literárias, eu consegui. Eu até poderia fazer um post sobre isso, sobre as minhas leituras, mas decidi fazer sobre uma, em específico, porque o timing foi perfeito e a identificação quase imediata. Como vocês já descobriram pela imagem-título, eu estou falando do  “Meu Ano de Descanso e Relaxamento” , da Ottessa Moshfegh. Caso você ainda não saiba nada sobre o livro, eu vou resumir bem rapidinho: a estória, narrada em primeira pessoa, se passa em Nova York dos anos 2000, pré 11 de setembro. A narradora, que não vamos saber o nome, é uma mulher que tinha tudo para ter uma vida “perfeita” (sempre assim, né?): ela era alta, magra, loira, rica, trabalhava em uma galeria de arte super cool e não tinha grandes preocupaçõ

Sobre pedidos de namoro e sobre terceirizar decisões

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Eu nunca recebi uma cartinha me pedindo em namoro, na escola. A cartinha em folhas coloridas, com duas simplórias caixinhas com um "SIM" e um "NÃO" acima de cada uma delas, nunca chegou na minha mesa. Mas chegava na das minhas amigas. Uma delas, inclusive, tinha que marcar “não” em pelo menos três cartinhas até, finalmente, receber o bilhetinho do carinha que ela gostava. Quando acontecia, ela marcava um “x” com sua caneta gel favorita, dobrava com todo o cuidado do mundo e entregava a decisão ao agora-namorado com uma discrição digna de agentes secretos. Eles mal se olhavam até o pretendente confirmar a alternativa assinalada e, quando ele percebia que o “sim” havia sido marcado, mandava um sorriso e voltava a atirar bolinhas de papel nos outros colegas de sala.  Mas comigo isso nunca rolou, não.  Ilustra: Bodil Jane Dei meu primeiro beijo aos 13 anos. Quase 14, já que foi no dia 27/03/2005 e faço aniversário no dia 24/05 e ele só rolou porque foi roubado. Foi aqu

7 coisas que homens solteiros precisam saber sobre mulheres solteiras

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Já dizia a grande filósofa contemporânea Mc Mayara: "Mulher que tem dois homens é evoluída, mulher que tem três homens é uma atrevida e a que tiver mais ela não sofre, ela curte a vida. Ela é feliz, ela é bandida". 👯‍♀️ E é com essa introdução que eu trago essas 7 coisas que minhas amigas solteiras gostariam que os homens (héteros-cis) soubessem.  Já aproveita pra compartilhar e mandar aquela indireta-direta pro fofo que JURA que você está de véu e grinalda só esperando o WhatsApp dele. 🙄 _ 1- Nem toda mulher quer um relacionamento É estranho pensar que a mulher não foi criada para ter um relacionamento e que ela pode sim gostar de sua própria companhia, não é mesmo? #sqn existem mulheres que estão solteiras e muito bem, obrigada, assim como existem as que querem um amor de contos de fadas. As mulheres não são todas iguais e presumir que queremos casar só porque saímos duas vezes é muita prepotência (e você nem é tudo isso rsrs) 2- Enviar uma mensagem e

5 curiosidades sobre Pequenas Coisas, o meu novo-velho livro

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Foto: Yas Passos / @click_yas 1. Pequenas Coisas era uma fanfic da banda Son of Dork , uma banda que tinha o James Bourne e o Steve Rushton como vocalistas. Na releitura, Steve Rushton virou Steve Williams e o Son of Dork se tornou a Rev9 , que tem esse nome por causa da música Revolution 9 dos Beatles 🐞 Da esquerda pra direita, Chris, Steve (de vermelho), Dave, James e Danny 2. O livro se chama #PequenasCoisas por causa da música Little Things , da banda. Infelizmente eles não têm nada no Spotify, mas tem o álbum completo no Youtube. A música era a mais fofinha do CD (sim, CD) e eu fiquei levemente obcecada por ela. 2.1 Anos depois, o One Direction também lançou uma música chamada Little Things e eu também fiquei apaixonada. Foi, inclusive, a música que fez eu reparar na banda do Harry Styles. Pois é! 3. #PequenasCoisas foi minha primeira fanfic "de sucesso" no Fanfic Obsession (que antes era Fanfic Addiction). Ela ficou como uma das "fics do ano" e, pra mim

Pequenas Coisas, meu segundo livro, já está disponível na Amazon

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DEMOROU, MAS O SEGUNDO (?) LIVRO SAIU!  #PequenasCoisas é um romance que escrevi aos 15 anos, em formato de fanfic, quando eu dedicava todas as minhas tardes depois da escola para escrever pequenas ficções. Eu, que sempre fui uma leitora assídua e por muito tempo troquei os intervalos com os amigos pela biblioteca, encontrei na escrita uma forma de viver emoções que eu ainda não conhecia. Foram várias fanfics do Harry Potter e do McFLY até chegar nessa, do Son of Dork. Foi ela a minha fanfic de "mais sucesso", já que ela ganhou alguns prêmios do site de fics e foi uma das "fics do ano". Para a Michele de 15 anos, isso representava um Nobel!  Eu sempre tive muita vontade de revisitar minhas histórias da adolescência e reescrever, mas confesso que não é uma tarefa simples. Por isso, peguei a minha estória favorita para ser a primeira a ser relançada. E que delícia que foi reconhecer Steve, Emma e os meninos da Rev9!  Para testar o método de publicação da Am

As últimas 5 séries maravilhosas que assisti

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I May Destroy You (finalizada - 1 temporada - HBO) Eu já indiquei ela aqui, mas vale falar de novo. Michaela Coel escreve, produz e dirige uma série que fala sobre consentimento de diferentes formas, da mais pesada e explícita até a mais sutil e não tão facilmente compreendida. Os diálogos são rápidos e afiados, a produção é maravilhosa e a série, a grosso modo, é sensacional.  The Great (finalizada - 1 temporada - Hulu)  Mais uma com diálogos afiados e que conversam muito com questões que vivemos atualmente - mesmo que a série se passe no século 18. Se Catarina era à frente do seu tempo, a atualidade foi retratada na série que tem Elle Fanning brilhando como uma protagonista de personalidade forte.  Lovecraft Country (andamento - HBO)  Não sou a maior fã de produções de "terror" ou coisas do tipo, então, no primeiro episódio não me senti muito empolgada com a série que, hoje, me faz esperar ansiosamente pelo domingo só para poder assistir ao novo episódio. Ela, que se passa

esse texto não é só sobre how i met your mother

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vocês viram que how i met your mother está disponível na amazon prime? então, how i met your mother está disponível na amazon prime e caso você nunca tenha assistido, eu realmente indico a série. hoje em dia, sei que tem muitas pessoas que problematizam ela (e eu sei que vocês até têm uma certa razão, mas eu poderia fazer uma newsletter só de bons argumentos para vocês entenderem que, apesar dos pesares, himym é maravilhosa) mas eu juro que vale a pena, principalmente em dias como esses.  por falar em dias como esses... menina, que coisa ruim, né? acho que se alguém, lá atrás, tivesse me dito que em 2020 nós passaríamos por uma situação doida dessa, eu certamente daria risada na cara da pessoa. ou não, porque sendo bem sincera, eu sempre acredito em coisas absurdas que me dizem. não é por acaso que sou cliente fiel de uma cartomante, já me consultei com vários tipos de gurus e sempre acredito em qualquer previsão que eu acho que caiba pra mim. sou leitora assídua de horóscopos d

50 questões aleatórias (4 anos depois)

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Respondi a essas mesmas perguntas em 2016, nesse post aqui . Se vocês quiserem fazer, é legal - principalmente pra ver depois de alguns anos.  Ilustração: Nicola Jane 1: Como você chamaria seu filho? Martin ou Antônio, se menino. Maria, se for menina. 2: Você sente falta de alguém? Sim, da minha família, que está em Araçatuba. Sinto falta dos meus pais, da minha irmã e dos meus sobrinhos todos os dias. 3: O que você diria se eu falasse que você é bonita? Aprendi a dizer "Obrigada". 4: Já disse alguma vez “não é você, sou eu”? Sim, uma vez. Mas nem conta, foi meu primeiro pseudo-namorinho e eu tinha 14 anos haha. 5: Você está ansiosa pra alguma coisa na semana que vem? Não. Só estou ansiosa para que tudo isso termine - e eu sei que não será na semana que vem. 6: Você saiu ou ficou em casa noite passada? Fiquei em casa. Como nos últimos 24 dias. 7: Até que horas ficou acordado noite passada? Até uma da manhã, talvez? 8: Seja franco, viu alguém

"Meu ano de descanso e relaxamento" e meu ano de depressão

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2019 foi um ano muito bom, se falarmos (exclusivamente) de leitura. Diferentemente do ano anterior, em 2019 eu consegui ler vários livros. Foram teorias feministas, quadrinhos, poesia (!) e até conseguir riscar alguns clássicos da minha interminável lista de pendências literárias, eu consegui. Eu até poderia fazer um post sobre isso, sobre as minhas leituras, mas decidi fazer sobre uma, em específico, porque o timing foi perfeito e a identificação quase imediata. Como vocês já descobriram pela imagem-título, eu estou falando do  “Meu Ano de Descanso e Relaxamento” , da Ottessa Moshfegh. Caso você ainda não saiba nada sobre o livro, eu vou resumir bem rapidinho: a estória, narrada em primeira pessoa, se passa em Nova York dos anos 2000, pré 11 de setembro. A narradora, que não vamos saber o nome, é uma mulher que tinha tudo para ter uma vida “perfeita” (sempre assim, né?): ela era alta, magra, loira, rica, trabalhava em uma galeria de arte super cool e não tinha grandes preocupaçõ